VINHO
Na mitologia grega, Dionísio (Baco, para os romanos), filho de Zeus e da princesa Semele, conhecido como o deus do vinho, é a única divindade que teve como mãe uma mortal. Diz a lenda que Zeus, o deus supremo, depois de conceder a Sêmele um pedido que a levou à morte, entregou Dionísio às ninfas, que cuidaram dele durante a infância. Ao se tornar homem, ele se apaixonou pela cultura da uva e descobriu a arte de extrair-lhe o suco.
Porém, a inveja de Hera levou Dionísio a ficar louco e vagar por várias partes da Terra. Quando passou por Frigia, a deusa Réia o curou e o instruiu em seus ritos religiosos. Curado, ele atravessou a Ásia ensinando a cultura da fruta. Quis introduzir seu cultivo na Grécia, depois de voltar triunfalmente da sua expedição à Índia, mas encontrou oposição de alguns príncipes receosos do alvoroço causado por ele. Por causa dessa sua paixão pela cultura da uva, Dionísio após sua morte, passou a ser cultuado ...Continue a leitura...
Em 1865, início da guerra do Paraguai, quase não havia estradas na região da bacia do rio da Prata, e por isso as comunicações naquela extensa área eram feitas pelos rios. Assim sendo, quem controlasse sua navegação ganharia a guerra, o que certamente explica o fato de todas as fortalezas paraguaias terem sido construídas nas margens do baixo curso do rio Paraguai.
Entretanto, em 11 de junho de 1865 travou-se a batalha naval do Riachuelo, na qual a esquadra comandada pelo chefe-de-divisão Francisco Manuel Barroso da Silva, futuro almirante Barroso, derrotou os navios de guerra paraguaios que a enfrentaram. Apenas quatro deles conseguiram escapar, retornando à fortaleza de Humaitá e limitando-se, dali em diante, a assaltos e abordagens de navios desgarrados da nossa esquadra. O aniquilamento do poderio naval inimigo praticamente decidiu a guerra em favor da Tríplice Aliança, que passou a controlar, a partir de então, os rios da bacia platina até a entrada do Paraguai, tornando impossível a permanência dos soldados de Solano Lopes em território argentino.
Uma lebre e uma perdiz moravam em um lugar sossegado no campo, longe do reboliço que costuma caracterizar o dia-a-dia dos humanos. Viviam em paz e harmonia naquele pequeno território que elas e outros animais haviam escolhido para construir seus abrigos, tocas e ninhos, ali desfrutando da fartura de alimentos que a natureza lhes oferecia graciosamente.
Um dia, porém, a busca contínua pela expansão dos seus domínios fez com que os homens chegassem à região. Caçadores e seus cães começaram a percorrer todos os recantos daquele lugar até então tranqüilo, levando o medo e sobressalto aos animais que nele habitavam. A lebre e a perdiz foram dos primeiros a perceber que eles se aproximavam, e então se puseram em fuga, buscando salvação.
A lebre, coitada, correu o mais que pôde, mas os cães de fino faro seguiram em seu encalço, sem lhe dar trégua, aproximando-se a pouco e pouco, cada vez mais excitados diante da expectativa já quase real de abocanharem a presa. Até que conseguiram abatê-la pouco ...Continue a leitura...
Diz a lenda que uma serpente adormecida cresce pouco a pouco ao redor da ilha de São Luís, e no dia em que sua cauda encontrar a cabeça, o monstro destruirá a cidade, fazendo com que ela seja tragada para sempre pelo oceano. Afirma-se, também, que um dos locais em que é possível confirmar tal história é a Fonte do Ribeirão, onde está a cabeça do animal, e quem olhar através das grades da entrada, poderá reparar nos medonhos olhos da cobra luzindo na escuridão. Segundo a crença, a gigantesca serpente encantada habitaria as galerias subterrâneas que percorrem o Centro Histórico de São Luis, e do seu corpo descomunal a barriga encontra-se à altura da igreja do Carmo, e a cauda à da igreja de São Pantaleão.
A imaginação popular criou explicações diferentes para essas construções subterrâneas na capital maranhense. Uma garante que elas teriam funções estratégicas, pois serviriam para permitir a fuga em caso de ataques de invasores estrangeiros ou revoltas populares, já que muitas têm saída para o mar; outra afirma que elas eram usadas pelos padres ...Continue a leitura...
O ouro é um metal precioso de cor amarela, pesado e maleável, podendo ser batido, comprimido e estirado sem que se rompa. Essa característica, associada à sua beleza, sempre atraiu a atenção das pessoas, mas como ele não era encontrado em quantidade suficiente para atender a todos que desejavam obtê-lo, tornou-se caro e motivo de especulação. Encontrado principalmente em seu estado livre, misturado com a areia ou em veios de quartzo que constituem os filões, ele também pode ser achado em quase todas as rochas e na água do mar, mas em pequeno volume.
Para extraí-lo das areias auríferas, usam-se bateias, em pequena escala, ou aquedutos de madeira, em grande escala, onde uma corrente de água arrasta a areia e deixa o ouro depositado. A maior pepita desse metal já encontrada até hoje rendeu 69,96 kg de ouro puro, em um bloco cujo peso total era de 70,92 kg. Garimpada em Moliagul, Vitória, Austrália, no ano de 1869, ela recebeu o nome de Welcome Stranger.
Escavações feitas em sítios ...Continue a leitura...
Durante 600 anos uma cidade encravada no deserto da Jordânia foi considerada lenda, como Atlântida ou Tróia. Apesar de antigos relatos descreverem com precisão os monumentos grandiosos esculpidos em rocha, ninguém foi capaz de localizá-la até o início do século XIX.
Até que em 1812, segundo Jacek Rewerski, pesquisador e professor do Centro Nacional da França para a Pesquisa Científica, “um explorador suíço, Ludwig Burckhardt (1784-1817) - primeiro europeu a entrar em Meca -, circulava pelo Oriente Próximo fazendo-se passar por um muçulmano. Tendo ouvido falar sobre uma cidade talhada na rocha, desviou-se de seu caminho, pois pressentia que podia tratar-se da legendária Petra. Ele apenas entreviu a cidade e escreveu: ‘Arrependo-me de não poder fazer um relatório completo, mas conheço bem o caráter das populações que me ladeiam. Estava sem proteção no meio do deserto, onde nenhum viajante ainda passou’. E previu: ‘Os habitantes se habituarão às pesquisas dos estrangeiros e então as antiguidades de Ouadi Moussa serão reconhecidas como dignas de figurar entre os mais curiosos restos da arte antiga’. Depois de Burckhardt ter aberto o caminho, muitos ...Continue a leitura...
Para os mitólogos, em geral, “Penélope (ganso selvagem), filha da ninfa Peribéia e de Icário, irmão de Tíndaro, rei de Esparta, foi, por sua beleza, pedida em casamento por muitos príncipes da Grécia e, para evitar discórdia, seu pai instituiu jogos a fim de que o vencedor pudesse desposá-la. Ulisses, pelos ardis, pela habilidade e pela força, foi o vencedor”.
Esposa de Ulisses e mãe de Telêmaco, ela ganhou fama como modelo de virtudes domésticas. Conta a lenda que durante a ausência do marido, Penélope foi pedida em casamento por diversos pretendentes, prometendo escolher um deles logo que concluísse a peça de bordado que estava tecendo. Acontece que todas as noites ela desfazia o trabalho realizado durante o dia, adiando dessa maneira, indefinidamente, a decisão que os candidatos à sua mão aguardavam ansiosos. E se assim procedia era porque, quando seu esposo partiu para a guerra de Tróia, confiou-lhe a guarda do reino da Ítaca, pedindo-lhe que caso não retornasse, ela não se casasse enquanto Telêmaco fosse jovem.
Uma das ...Continue a leitura...
KRILL

A data de fundação de Paraty diverge de historiador para historiador. Uns falam que em 1540/1560 já havia um núcleo devotado a São Roque no Morro da Vila Velha (hoje Morro do Forte); outros, de 1597, quando Martim Correa de Sá empreendeu uma expedição contra os índios guaianás do Vale do Paraíba; alguns outros, de 1600, quando havia um povoamento de paulistas da Capitania de São Vicente; e alguns mais, 1606, quando da chegada dos primeiros sesmeiros da Capitania de Itanhahém - que, acredita-se, venha a ser a origem do povoamento como, grosso modo, foi o sistema de Capitanias Hereditárias a base da exploração dos bens naturais, defesa e fixação do homem à terra no Brasil.
Monsenhor José de Souza Azevedo Pizarro e Araújo, no livro Memórias Históricas do Rio de Janeiro e Províncias Anexas à Jurisdição do Vice-Reino do Estado do Brasil assinalou que a fundação da cidade teria ocorrido "lá pelos anos de 1600 e tantos". De todo modo, pode-se afirmar que no início do século XVII, além dos índios guaianases, já havia um crescente grupo de "paratianos" ...Continue a leitura...
Aí está ele, o mar, o mais ininteligível das existências não humanas. E aqui está a mulher, de pé na praia, o mais ininteligível dos seres vivos. Como o ser humano fez um dia uma pergunta sobre si mesmo, tornou-se o mais ininteligível dos seres vivos. Ela e o mar. Só poderia haver um encontro de seus mistérios se um se entregasse ao outro: a entrega de dois mundos incognoscíveis, feita com a confiança com que se entregariam duas compreensões.
Ela olha o mar, é o que se pode fazer. Ele só lhe é delimitado pela linha do horizonte, isto é, pela sua incapacidade humana de ver a curvatura da terra.
São seis horas da manhã. Só um cão livre hesita na praia, um cão negro. Por que é que um cão é tão livre? Porquê ele é o mistério vivo que não se indaga. A mulher hesita porque vai entrar.
Seu corpo se consola com sua própria exigüidade em relação à vastidão do mar porque é a exigüidade ...Continue a leitura...
Os crustáceos são artrópodes, ou seja, invertebrados que possuem três ou mais pares de pernas articuladas, o que os distingue dos vermes. Seu corpo segmentado é coberto por uma capa dura chamada exoesqueleto (à qual se dá o nome de casca na lagosta, no camarão, na barata, etc.). Esse esqueleto externo que precisa ser substituído à medida que o animal cresce, se divide em cabeça, tórax e abdome, podendo, em alguns deles, ocorrer a fusão da cabeça com o tórax. Neste caso, diz-se que têm cefalotórax e abdome.
Desse grupo bastante diversificado fazem parte cerca de 50.000 espécies, das quais a maioria pertence ao ambiente marinho, como as lagostas, os camarões, as cracas, percebes, e tatuís, além dos siris e os caranguejos. Mas também existem as de água doce, entre elas a pulga da água e o camarão do rio São Francisco no estado da Bahia, além dos crustáceos terrestres, dos quais são exemplo o bicho-da-conta e o tatuzinho de jardim.
Esse grupo de artrópodes se diferencia dos demais pelo número ...Continue a leitura...
Zeca, um sujeito que nunca fez nada de errado na vida, foi preso por desacato à autoridade. Sua esposa telefonou para um advogado conhecido assim que recebeu a notícia, pedindo-lhe que fosse à delegacia para esclarecer o caso. O doutor concordou, e chegando lá perguntou ao detido o que havia acontecido.
Muito chateado com aquela situação, Zeca explicou:
- Bem, eu estava voltando para casa quando vi um monte de gente rodeando alguma coisa na rua. Curioso, fui até lá e vi que uma prostituta estava tendo um filho no meio da rua. Duas mulheres procuravam ajudá-la, mas o resto do pessoal estava só assistindo. Aí um guarda chegou perto de mim e perguntou o que estava acontecendo.
- E o que foi que você disse? - perguntou o advogado.
- Eu respondi: que era a puta que pariu!
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A notícia que chegou na Terra foi a de que o Sol pretendia se casar. Muitos bichos não deram importância a essa informação, mas as rãs ficaram preocupadas, tanto que enviaram ao deus dos campos, matas e cursos d’água, uma petição assinada por boa quantidade delas, argumentando que se isso acontecesse de fato, as criaturas da sua espécie sofreriam conseqüências terríveis. E explicaram que se o calor produzido pelo Sol, sozinho, já era suficiente para lhes provocar danos imensos durante o período mais quente do ano, o que poderia acontecer se ao astro luminoso se juntassem esposa e filhos, dardejando incansavelmente sobre nosso planeta os raios luminosos abrasadores que deles emanam?
Com toda certeza o mundo será prejudicado - alegavam as rãs - porque o calor intenso provindo dessa família incandescente secará as lagoas, as fontes e as correntes ribeirinhas, e isso acontecendo, não apenas os nossos descendentes, mas também os dos outros animais, simplesmente deixarão de existir, já que a vida não mais será possível na face da Terra.
Diz a lenda que há algum tempo, em certa escola de Sabará, Minas Gerais, determinada professora não gostava de alunos bagunceiros, e por isso afirmava para quem quisesse ouvir, que quando morresse certamente voltaria a este mundo a fim de atormentar aqueles ou aquelas que não estudassem direito.
Até que um dia ela se foi. Pouco tempo depois, na semana da quaresma e no horário escolar noturno, uma dessas alunas que parecem querer transformar as salas de aula em auditório de programa de televisão, pediu licença ao mestre para ir ao banheiro. Chegando lá, ela entrou no reservado, fechou a porta, e sentou-se no vaso sanitário. Mas não tinha ainda acabado de ajeitar-se quando viu surgir à sua frente, saída do nada, uma mulher que parecia estar morta, pois além do aspecto cadavérico tinha algodão nos ouvidos, na boca e onde deveriam estar os olhos.
Apavorada, a moça saiu aos berros pelos corredores da escola. E desse dia em diante as outras estudantes passaram a não entrar sozinhas no banheiro ...Continue a leitura...
Feitiçaria é o nome dado à prática ou celebração de rituais, orações ou cultos com ou sem uso de amuletos ou talismãs por parte de adeptos do ocultismo, com vista à obtenção de resultados, favores ou objetivos que via de regra não são da vontade de terceiros. Em tempos remotos, os feiticeiros eram considerados curandeiros porque procuravam curar mesmo sem conhecimento de medicina, e como gozavam de considerável influência em diversas comunidades, tornavam-se líderes religiosos ou conselheiros nos agrupamentos humanos a que pertenciam.
Os feiticeiros desempenharam um papel importante no decurso da História, e por isso os povos primitivos, as pessoas de instrução precária, ou influenciadas por concepções e preceitos religiosos, ainda hoje aceitam a idéia de que indivíduos portadores de princípios maléficos são capazes de fazer com que seus pretendidos dons sobrenaturais atuem sobre terceiros, sobre animais ou algo mais. Muitos povos primitivos têm verdadeira veneração pelos feiticeiros, acreditando, por exemplo, que a relação com o sobrenatural lhes confira o conhecimento das causas ocultas das doenças. É o caso, por exemplo, dos pajés dos índios sul-americanos, que se valem ...Continue a leitura...