Dois Diomedes são mencionados na mitologia grega. Um era o rei de Argos, que se distinguiu por vários feitos na guerra de Tróia e foi cultuado como herói na Grécia e nas costas do mar Adriático. O outro era filho de Ares (Marte), rei dos bístones, povo não-grego que vivia na antiga Trácia, entre o mar Egeu e o monte Ródope, ao norte da península balcânica. Ele possuía quatro éguas (ou cavalos, em algumas versões) animais selvagens, carnívoros e antropófagos, que soltavam fogo pela boca e eram alimentados com a carne dos estrangeiros que apareciam nos domínios do seu dono e acabavam sendo aprisionados por ele.
Sabedor do que ocorria no reino de Diomedes, Euristeu, soberano em Micenas, ordenou a Hércules, de quem não gostava, que fosse buscar os temidos animais e os trouxesse até ele. O herói grego não tinha como recusar o cumprimento de tal imposição porque ela se integrava à penitência que lhe fora imposta pelo oráculo de Delfos por ter matado a própria esposa, Mégara, e os três filhos nascidos dessa união, durante ...
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Uma gralha, por simples vaidade, resolveu fazer-se passar por pavão. Para tanto ela juntou algumas penas dessas aves, cobriu-se com elas o melhor que pôde, e passou a andar toda presunçosa entre as novas companheiras.
Durante algum tempo os pavões até que não se importaram com aquela farsa, mas depois, cansados dela, avançaram sobre a gralha, arrancaram-lhe a bicadas não só as penas falsas, mas também muitas das verdadeiras, e a enxotaram de seu meio. Envergonhada a gralha retornou ao lar antigo, onde ouviu das outras de sua espécie o seguinte comentário:
- Por que você não se contentou com o que a natureza lhe deu e pretendeu ser o que não é? O resultado só podia ser esse: eles lhe deixaram pelada, ferida e humilhada, e tudo isso sem a menor necessidade.
Moral da história: Quem pretende ser o que não é, desperta a antipatia e a rejeição dos outros.
Baseado em ...
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Toda a psicologia da inveja está sintetizada numa fábula digna de ser incluída nos livros de leitura infantil.
Um sapo barrigudo coaxava num lodaçal, quando viu resplandecer no alto de umas pedras um vagalume.
Certo de que nenhum ser tinha o direito de exibir qualidades que ele próprio jamais possuiria, e mortificado pela sua própria impotência, saltou sobre ele e cobriu-o com o ventre gelado.
Por que me tapas? - ousou perguntar-lhe o inocente vagalume.
E o sapo, inteiramente dominado pela inveja, só soube responder com outra pergunta:
- E tu, por que brilhas?
- Moral da história: Se você tem inveja de alguém, é porque deseja ser o que ela é!
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Em 1271 o aventureiro Marco Pólo (1254-1324) partiu de Veneza, Itália, com o pai e o tio, pensando em chegar à Ásia. Ao fim de quatro anos de viagem os três finalmente alcançaram a cidade chinesa de Pequim, após terem feito uma primeira escala na Síria e depois atravessado a Armênia, a Pérsia, o Afeganistão e a Ásia Central. O norte da China foi atingido através de Kachgar, Yarkand, Khotan, e os desertos de Lob-Nor e Gobi. De Chang-tu eles partiram para a corte do soberano mongol Kublai Khan, que encarregou Marco Pólo de missões diplomáticas na Ásia. Por seis anos Pólo cumpriu essas funções, cruzando o Tibete, a Conchinchina e a Birmânia, até que em 1291 os três venezianos iniciaram seu regresso à Europa, por via marítima. Partindo de Fu-Tcheu, no estreito de Formosa, fizeram escala em Sumatra, Ceilão e costa de Malabar, desembarcando em Ormuz, na Pérsia, e de lá retomando o caminho por terra.
Dirigindo-se para o norte eles chegaram a Trebizonda, às margens do mar Negro, e lá embarcaram rumo a Veneza, com passagem ...
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Antigamente se dizia que as áreas calçadas ou de terra apisoada e dura, onde se batiam, secavam e limpavam cereais e legumes, eram as eiras, a mesma denominação dada aos terrenos onde a cana ficava depositada aguardando moagem nos engenhos de açúcar. Assim também eram chamados os depósitos de sal a céu aberto nas marinhas salineiras, ou o pátio anexo a algumas fábricas de tecido. Hoje em dia quase ninguém fala mais desse jeito, mas de qualquer forma entende-se que a palavra continue guardando consigo o sentido implícito de boa saúde financeira, uma vez que imóveis são imóveis, por menores que sejam, e não há quem não prefira tê-los sob os pés ao invés de guardar seu rico dinheirinho debaixo do colchão, onde sempre estará sujeito à ação inesperada e devastadora de alguns ratos humanos mais conhecidos como amigos do alheio.
Por outro lado, beira era também o nome que se dava ao que hoje é comumente conhecido como aba ou beiral do telhado, um pequeno prolongamento da cobertura da casa que nos tempos coloniais caracterizava ...
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A mitologia grega é rica em passagens curiosas e interessantes, sendo uma delas a que fala de Midas, personagem real que viveu na época de Sargão, rei da Assíria (722/705 a.C.). Ele era rei da Frigia, região formada por vastas extensões de terra ao longo do mar Negro e nas costas do mar Egeu, colonizada cerca de mil e trezentos anos antes de Cristo por uma raça de origem incerta cujo nome desapareceu da História no ano 300 da era cristã, sob o poder e força de Diocleciano, então imperador romano no Oriente. Das numerosas lendas que são contadas a seu respeito, duas são especialmente populares: a do toque de ouro e a das orelhas de burro.
Segundo a tradição, Dionísio (Baco, para os romanos), deus do vinho e da vegetação, dirigiu-se certa vez ao reino da Frígia acompanhado de sua comitiva habitual, da qual também fazia parte Sileno, um sátiro metade homem, metade bode, ou cavalo, divindade das florestas e das fontes, filho de Hermes (Mercúrio), ou de Pã, com uma ninfa, e educador de Dionísio. Como os visitantes ...
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Faltavam poucas horas para o dia amanhecer quando o fazendeiro colocou em uma carroça o porco gordo, a cabra e o carneiro que havia apartado de véspera, e seguiu com eles em direção à vila, para vendê-los na feira que lá se realizaria naquela manhã.
Ao longo do caminho, a cabra e o carneiro permaneceram quietos no lugar aonde tinham sido amarrados, ao contrário do porco, que lutando sem sucesso contra a corda que mantinha suas patas presas umas às outras, como se fossem uma só, grunhia e roncava cada vez mais alto, desesperado com sua absoluta impotência diante daquela situação. Até que depois de algum tempo a cabra cansou-se da barulheira ensurdecedora que seu companheiro de viagem fazia, e então bradou irritada:
- Por que é que você está gritando tanto assim, “seu” gorducho escandaloso? Seja educado e faça como nós, que viajamos tranqüilos, aproveitando a frescura dessa madrugada que vai chegando ao fim.
- Educado? – respondeu o porco entre ...
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Nabucodonosor II foi rei da Babilônia de 605 a 562 antes de Cristo, em sucessão a seu pai, Nabopolassar. Assumindo o trono, ele deu continuidade às obras de restauração da cidade erguendo fortes muralhas ao seu redor, circundando-a de valos, edificando magníficos templos, construindo uma fortaleza para melhor garantir a segurança de seus súditos, e reformando todos os sistemas de irrigação de suas lavouras.
Até as primeiras décadas do século 19, a civilização babilônica só era conhecida através das citações bíblicas, mas a partir de 1899, quando expedições arqueológicas iniciaram uma exploração sistemática da região aonde presumidamente existira a cidade da Babilônia, ruínas de grandes construções arquitetônicas aos poucos foram sendo descobertas. Verificou-se, então, que os construtores daquele reino eram extremamente competentes no que faziam, mas como a escassez de madeira, ou a absoluta carência de pedras, os obrigava a utilizar o adobe (tijolo grande, não queimado e seco ao sol), suas obras infelizmente não resistiram ao tempo. Tal como aconteceu com a Torre de Babel, um imenso ziggurat de 90 metros de altura (monumento em forma de pirâmide ...
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A onça é um mamífero forte e vigoroso que pertence à família dos felinos, sendo encontrada do Texas, Estados Unidos, à Patagônia, na Argentina. Ela se constitui em autêntico terror nas selvas sul-americanas, pois aliando à sua ferocidade natural uma agilidade surpreendente, consegue atravessar a nado até mesmo os rios bem largos; trepar com extrema facilidade em árvores elevadas; saltar a grande altura e comprimento; revelando ainda muita sagacidade nas caçadas que faz em busca de alimento. Sua atividade predatória é desenvolvida preferentemente durante o crepúsculo, sendo suas vítimas preferidas os porcos-do-mato, as capivaras, os veados e outros animais da floresta de porte assemelhado, mas quando a caça se torna mais difícil e a fome aperta, chega a atacar o gado bovino das fazendas existentes na região que habita. É raro ela enfrentar o homem, mas pode tornar-se perigosa se provocada por caçadores.
Na região norte do Brasil, coberta por florestas às vezes quase impenetráveis, ela é muito comum, mas nesse pedaço do nosso território também não são poucos os que já ouviram falar a respeito da ...
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SUBMARINO DE PROPULSÃO MANUAL
O mar também seria túmulo para um dos inventores mais destemidos do século 19. O engenheiro naval Horace Lawson Hunley (1823 -1863), natural de Sumner County, no Tennessee, a quem se atribui a criação do primeiro submarino de propulsão manual da história, morreu por não conseguir solucionar um problema básico de seu veículo: voltar à tona.
Hunley era um confederado na Guerra Civil Americana, travada entre sulistas e nortistas de seu país. Em 1861, ainda durante esse conflito armado, ele juntou-se a James R. McClintock e Baxter Watson na construção do submarino Pioneer, que foi afundado por eles em 1862, para que não caísse em poder das forças.legalistas que haviam invadido a cidade de New Orleans, onde morava.
Pouco tempo depois os três sócios decidiram reavivar o projeto, mas a segunda tentativa terminou com o naufrágio da nova embarcação em Mobile Bay, no Alabama. Mais adiante, Horace Hunley passou a trabalhar sozinho em um terceiro submarino, ...
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Segundo a crença popular, as bruxas simbolizam a maldade, a malquerença, a raiva e o ódio contra tudo que existe de bom e belo, e na sua representação mais conhecida ela aparece voando montada em um cabo de vassoura, tendo a lua-cheia como fundo. A mitologia greco-romana a figurava como uma ave, a estrige (ou coruja), que perseguia e comia crianças, mas foi na Idade Média, em razão da profunda religiosidade da época, e também do espírito místico dos povos do norte europeu, que essa figura misteriosa ganhou a reputação de gênio do mal que hoje a acompanha.
De forma geral, ainda hoje o povo atribui a este tipo de bruxa, que é a sobrenatural, os acontecimentos nefastos que não têm explicação plausível. Já com relação à bruxa personificada, conhecida como feiticeira, ela é aquela mulher que interfere no destino dos indivíduos fazendo fórmulas e simpatias para influenciar as pessoas, razão pela qual a população lhe atribui males como o quebranto, o encantamento, o feitiço e outros mais, e procura livrar-se deles valendo-se de rezas, benzeduras, leitura de salmos ...
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MATUTO E O DOUTOR, O
Zé Laurentino
Dotô, não sou rico não / Mas vivo desapertado / Tenho uma casa de alpende / Vinte cabeça de gado / Uns quatro burro de caiga / E um cavalo manga laiga / Prumode eu andá montado.
Tenho uma roça bonita / De uveia tenho rebanho / Tenho um açude cheinho / Só mecê vendo o tamanho / Onde eu dou água a meu gado / E quando o calô ta danado / Serve mode eu toma banho.
Tenho um casá de menino / Uma mulé de verdade / Tenho um rádio falado / Qui eu comprei na cidade / E uma viola de pinho / Onde toco bem cedinho / Mode ispantá a sodade.
Um boi, um cutivador, / Vinte quadro de raiz, / E tá todinho cercado / ...
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Em Toledo. Lá fora, a vida tumultua
E canta. A multidão em festa se atropela...
E o pobre, que o suor da agonia enregela,
Cuida o seu nome ouvir na aclamação da rua.
Agoniza o voador. Piedosamente, a lua
Vem velar-lhe a agonia através da janela.
A febre, o Sonho, a Glória enchem a escura cela,
E entre as névoas da morte uma visão flutua.
“Voar ! varrer o céu com asas poderosas,
Sobre as nuvens ! correr o mar das nebulosas,
Os continentes de ouro, o fogo da amplidão!..."
E o pranto do luar cai sobre o catre imundo...
E em farrapos, sozinho, arqueja moribundo
Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão.
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Vivendo em florestas da América do Sul, do leste da Colômbia até o norte de Argentina e Paraguai, a anta, ou tapir, maior mamífero terrestre do Brasil, é um animal forte, mas de temperamento pacífico. Tímida, seu costume é o de ficar escondida na floresta durante o dia, só saindo à noite para alimentar-se com frutos, folhas, caules, brotos, plantas aquáticas, cascas de árvores e grama que encontra nas margens dos rios, mas invadindo, também, sempre que as encontra, as plantações existentes em áreas ribeirinhas (arroz, milho, soja, etc), causando sérios prejuízos aos agricultores. Não se conhece com exatidão até onde vai a longevidade de uma anta em seu ambiente natural, mas em cativeiro, nos zoológicos, elas podem alcançar os 29/30 anos.
O formato do seu corpo não tem similar entre as outras espécies animais, pois a aparência é a de um porco com pés de rinoceronte, a cauda e olhos são pequenos, crina sobre o pescoço, orelhas móveis como as do cavalo, couro resistente e forte, cascos de boi, e pequena tromba móvel no focinho, lembrando a ...
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Fruto de uma trepadeira da família das acrinidáceas, o kiwi, por fora, parece ser um ovo marrom coberto por pêlos minúsculos, mas, por dentro, sua reluzente polpa de coloração esverdeada é salpicada por um anel de minúsculas sementes pretas. Ele possui um sabor diferente, meio azedo, que o distingue de outras frutas.
Originária do sul da China, onde cresce de forma silvestre nas margens dos rios e nas orlas sombreadas dos bosques, pode alcançar até 9 metros de altura. O gênero ao qual pertence tem mais de 50 espécies, das quais a maioria é composta por plantas ornamentais, e só algumas comestíveis.
A história da fruta kiwi na alimentação humana começa há mais de 700 anos no vale do rio Yang-tse, onde os povos daquela época consideravam-na uma iguaria refinada, e por isso mesmo destinada aos membros da corte imperial. Entre 1800 e 1900 o conhecimento de sua existência se espalhou por outros países, e em 1906 algumas sementes suas foram para a Nova Zelândia, cujos plantadores a rebatizaram com o nome ...
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