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ADÔNIS

19/07/2010 às 20:53:54

Segundo a lenda, Adônis nasceu de uma relação incestuosa entre Smirna (Mirra) e seu pai Téias, rei da Assíria, a quem a filha enganara valendo-se da escuridão e fazendo-se passar pela rainha. Este, ao perceber que fora iludido, ameaçou matá-la, porém Mirra pediu ajuda aos deuses, que a transformaram na árvore que tem o seu nome, e de cuja casca nasceu Adônis (na ilustração, em pintura de James Northcole).

 

Ele já era bem desenvolvido para a idade que tinha quando foi caçar nas florestas de Biblos, na Fenícia, ocasião em que a deusa Afrodite (Vênus, para os romanos), ao vê-lo, ficou deslumbrada com a sua extraordinária beleza e apaixonou-se por ele, mas Ares (Marte), deus da guerra, indignou-se ao descobrir que sua amante o havia preterido por um simples mortal, e por isso assumiu a forma de um javali furioso e feriu o rapaz na coxa, provocando-lhe a morte.

 

Diz-se que o sangue que jorrou desse ferimento e caiu ao solo, transformou-se numa anêmona, linda flor de coloração avermelhada, enquanto Afrodite, ao ...

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Não sei se contei procês os causo das Escritura Sagrada. Se não contei conto agora. A história é meio cumprida, mais vale a pena contá pru causa das controversa. De Adão e Eva acho qui não é perciso contá os causo pruquê todo mundo sabe qui os dois foi corrido do Paraíso pru modi de tomá banho pelado num poço d’água do ribeirão. Na saída, a Eva pegô uma maçã da boca de uma cobra...

 

Naqueles tempo esse mundão todo era uma terra só sem dono, e num era de ninguém. O primeiro cabra a cercá uma varza cum arame farpado foi um tar de Abé. Mais nem chego a istendê o primêro fio pruquê levo um balaço nos corno do irmão dele, o tar de Caim, que tava meio disconforme com a partia. O Caim, antonces, ameaçado de processo feio, fugiu pra Sum Paulo. Deixô o fio dele, um tar de Noé, tumando conta da fazenda. A fazenda ficava na beira de uma corredêra e o Noé, uns ano adispois, pegô uma enchente muito feia pela ...

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- Administrar dinheiro é fácil. Difícil é administrar a falta dele.

- Agiota é o sujeito que ganha a vida alugando dinheiro.

- Atrás de toda grande fortuna tem sempre algum crime.

- Cachorro só é o melhor amigo do homem porque não conhece o dinheiro, O.

- Casa de tolerância é um local onde se tolera tudo, menos a falta de dinheiro.

- Certas pessoas só fazem transações comerciais com lisura: nunca pagam, pois estão sempre lisos.

- Champanhe de pobre é sonrisal.

- Cheque não compensa, O.

- Coisa está tão preta aqui em casa, que estamos pulando o portão para economizar a dobradiça, A.

- Com dinheiro à vista, toda gente é benquista.

- Devedor é o sujeito que tem a habilidade de nunca estar em lugar nenhum.

- Devo e não pago. Nego enquanto puder.

- Devo tanto, que se eu chamar a minha mulher de ...

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Em 1908, quando se ocupava da profilaxia da malária entre os trabalhadores de estrada de ferro no norte de Minas Gerais, o médico Carlos Justiniano Ribeiro das Chagas (1879-1934) teve sua atenção despertada para um inseto – conhecido por barbeiro, ou chupança – que infestava as casas de pau-a-pique dos empregados da ferrovia. Como sugador de sangue (hematófago), ele parecia ser um potencial transmissor de doenças.

 

Essa hipótese foi confirmada pelo exame do estômago do barbeiro (Triatoma infestans), onde foram encontradas formas evolutivas de tripanossomas, protozoários (animais unicelulares) que parasitam a mosca tsé-tsé e vários mamíferos, incluindo o homem. Supondo que os insetos eram intermediários de um tripanossoma parasito dos vertebrados, Carlos Chagas solicitou do médico Osvaldo Cruz a realização de experiências de laboratório, utilizando alguns sagüis como cobaias para as picadas: ao final dos testes, o exame dos sagüis permitiu a descrição de um novo agente infectante, o Schizotrypanum cruzi, atualmente denominado Trypanosoma cruzi. Fora uma experiência inédita em medicina, pois o processo de pesquisa seguira caminho inverso ao habitual: através do parasito e seu hospedeiro, é que se ...

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Um homem foi à floresta e pediu às árvores que lhe dessem um cabo para o seu machado, alegando que precisava dele para sustentar a sua numerosa família. Considerando o sentido social e humanitário que aparentemente estava por trás daquela solicitação, o conselho das árvores mais velhas se reuniu, colocou o assunto em discussão, e ao final do encontro concordou com o que o lenhador desejava, dando a ele uma árvore jovem, ainda, para que com ela o solicitante pudesse preparar a peça de que necessitava para guarnecer o seu instrumento de trabalho.  

 

De posse da autorização o homem não perdeu tempo e tratou de entrar em ação imediatamente: para começar, ele cortou a arvorezinha que as árvores mais velhas lhe haviam dado e fez com ela o cabo de que precisava, colocando-o em seu machado; em seguida, passou a usá-lo numa faina incessante, derrubando em pouco tempo, com seus golpes potentes e certeiros, um bom número das mais nobres, das maiores e das mais antigas árvores da mata.

 

Em ...

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AMULETOS

01/08/2010 às 20:43:46

Os amuletos são figuras, medalhas, colares, pulseiras ou qualquer outro objeto que alguém traz consigo, atribuindo-lhe a virtude de afastar desgraças, doenças, feitiços ou malefícios que possam causar-lhe mal. Embora sua origem remonte a tempos de que não se tem memória, sabe-se, contudo, que os antigos caldeus, egípcios, judeus e persas foram os povos que mais os empregaram, seja em figuras de deuses, seja em anéis ou fragmentos de pergaminho em que estavam traçados sinais mágicos ou versículos dos livros sagrados. A adoção de amuletos entre os gregos e romanos deve-se, provavelmente, às relações desses povos com as culturas asiáticas.

 

O homem sempre sentiu a necessidade de possuir objetos simbólicos que lhe dessem confiança e segurança, e por isso o uso de amuletos é observado em praticamente todos os povos do mundo, aparecendo nas culturas modernas sob formas diferentes, como o pé de coelho, os trevos de quatro folhas, as ferraduras, os anéis com a pedra do signo e as moedas de boa sorte. Além deles, um outro tipo de amuleto também muito usado pelos que acreditam nesse tipo de ...

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ELEIÇÃO

11/03/2011 às 10:54:10

Em política, a eleição é um processo pelo qual uma coletividade escolhe os indivíduos destinados a representá-la. Nos primeiros tempos, elas eram realizadas sem uma regra precisa, e somente os homens em armas tinham o direito de votar escolhendo os seus chefes por aclamação, função que estes continuavam exercendo em tempos de paz. No entanto, o surgimento de Estados organizados, possuidores de vida administrativa e política mais complexa, provocou o surgimento de diversas regulamentações para esse tipo de escolha.

 

Na história dos povos antigos, geralmente submetidos a governos monárquicos e autoritários, também existiu o sistema eletivo, mas a falta de confiança nos homens encarregados de reger a nação era tão grande que em alguns países, ao invés de eleição, recorria-se a um sistema de sorteio. Mas adiante, em toda a Idade Média, preponderou o sistema eleitoral anárquico, com variantes neste ou naquele país, e mesmo na Inglaterra, onde desde o século 13 o Parlamento passou a exercer importância decisiva na vida nacional, só muito mais tarde tratou-se de disciplinar o sistema eleitoral.

 

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Frustrado com a queda da cidade argentina de Corrientes, o ditador Francisco Solano Lopez planejou destruir os navios brasileiros que bloqueavam a confluência dos rios Paraguai e Paraná. Para concretizar seu plano ele se dirigiu à fortaleza de Humaitá, onde ordenou ao coronel de artilharia Bruguez que 22 canhões fossem assestados na margem direita do rio Paraná, junto à embocadura do arroio Riachuelo, passo onde numerosas ilhas e ilhotas dificultam a passagem de embarcações. Ao mesmo tempo, cerca de 3 mil homens ali foram dispostos com a missão de auxiliar a artilharia com sua fuzilaria e participar da abordagem dos navios brasileiros porventura alcançados (na ilustração, Batalha de Riachuelo, em tela de Vitor Meirelles).

 

Na madrugada do dia 11 de junho de 1865, domingo, a esquadra paraguaia do comandante Meza, composta por oito navios e seis baterias flutuantes, ou chatas, partiu da fortaleza de Humaitá para o cumprimento da missão que recebera. Os cinco vapores de guerra brasileiros que se encontravam ancorados à margem direita do Paraná, entre as pontas do mesmo nome e a de Santa Catarina, foram apanhados ...

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Tudo começou em 1962, quando os americanos planejaram um sistema de comunicação militar que não pudesse ser interrompido por bombas ou qualquer outro tipo de ataque. Os tempos eram o da chamada guerra fria, período em que Estados Unidos e Rússia, então as duas maiores potências mundiais, disputavam com unhas e dentes a supremacia no planeta. Nessa mesma época o americano Paul Baran havia idealizado um sistema composto por computadores interligados entre si, onde cada máquina poderia orientar o trabalho das outras.

 

As autoridades americanas entenderam que seria oportuno desenvolver o mais possível esse projeto, e por isso surgiu, em 1969, a Agência de Pesquisas e Projetos Avançados - ou Arpa, na sigla inglesa - que conectou os computadores de quatro grandes universidades americanas (Califórnia, Santa Bárbara, Utah e Instituto de Pesquisas de Stanford) aos dos centros militares, num sistema batizado como Arpanet, cujo desenvolvimento permitiu que quatro anos depois novas conexões fossem estabelecidas com outros centros universitários da Inglaterra e Noruega.

 

Em 1989 o cientista inglês Tim Berners, do Laboratório ...

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SEQUESTRADORA

02/08/2011 às 17:59:46

A loura estava desempregada havia algumas semanas, mas por mais que procurasse não conseguia arranjar o emprego que precisava. Então, quando seu dinheiro acabou de vez, ela decidiu tomar uma atitude extrema para dar fim àquela situação difícil em que se encontrava. Depois de muito pensar sobre o assunto, a loura concluiu que o melhor a fazer seria seqüestrar uma criança de família aparentemente bem de vida e exigir dos seus pais uma grana boa para libertá-la. E tratou, então, de realizar o seu plano.

 

Postando-se próximo ao portão de um colégio, no horário de saída dos alunos, ela observou as crianças que saíam sem ter alguém à sua espera. E quando descobriu o menino que procurava, tratou de segui-lo até uma praça próxima, onde o fez sentar-se ao seu lado em um banco, alegando que precisava mandar um bilhete para a mãe do mesmo. E o escreveu ali mesmo, na hora:

 

“Cara mamãe, estou seqüestrando seu filho. Se você quiser tê-lo de volta, são e salvo, amanhã, ao meio-dia, deixe ...

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As mesmo tempo em que causam grande temor aos seres humanos, as serpentes fascinam os que não as conhecem em virtude das histórias fantásticas que sugerem serem elas capazes de hipnotizar e matar em poucos minutos. Essas e outras crenças populares dão uma dimensão irreal ao acidente ofídico, muitas vezes interferindo de forma negativa no convívio entre as pessoas e os animais (na ilustração, uma urutu).

 

Existem algumas maneiras de prevenir os acidentes, cuidados simples como o uso de luvas, botas de cano alto e perneiras, que diminuem grandemente a probabilidade de que um encontro entre um indivíduo e a serpente possa se transformar em problema sério. Além disso, tomar muito cuidado ao entrar em lugares escuros, manipular lixo e entulho ou colocar a mão em buracos. Cercanias de casas, celeiros, currais, canis e outros devem estar sempre limpos e capinados, o lixo acondicionado em recipientes fechados para não atrair animais como pequenos roedores, que fazem parte da dieta de serpentes. Mas quando todos esses cuidados preventivos falham e os acidentes acontecem, algumas providências importantes devem ser tomadas para que ...

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A Inconfidência Mineira constituiu o mais importante de uma série de movimentos nativistas que tiveram lugar no Brasil durante o período colonial. O grande desenvolvimento da mineração na capitania de Minas Gerais provocou ali o surgimento de  centros florescentes, mas com o incremento da economia tornavam-se cada vez mais obsoletas as normas rígidas de controle que a metrópole exercia sobre as mais diversas formas da vida colonial.

 

O descontentamento crescia com a adoção de certas medidas consideradas injustas, como a determinada pelo alvará de 5 de janeiro de 1785, por exemplo, que proibia a existência, na colônia, de qualquer manufatura de tecidos, exceção feita à de fazendas grossas de algodão, que serviam para roupas de escravos ou para empacotar fardos.

 

Por outro lado, o desenvolvimento da vida intelectual que acompanhara o florescimento da economia, provocara na colônia a expansão dos ideais do Iluminismo, sistema de opiniões que se caracterizava sobretudo pela confiança no poder da razão e na possibilidade de se reorganizar radicalmente a sociedade a partir de princípios racionais. ...

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Os babilônios construíram um império que floresceu entre os rios Tigre e Eufrates, na Ásia, uma região que eles tornaram extremamente fértil graças à riqueza do solo e ao sistema de irrigação que implantaram, feito por meio de canais cujos vestígios ainda hoje podem ser encontrados.

 

Habitada por semitas, um vasto grupo étnico que compreendia os judeus, os assírios, os aramaicos, os fenícios, os árabes e outros, a Babilônia dominou o extenso vale onde seu povo habitava desde 3.755 antes de Cristo, pelo menos (porque essa é a época de que datam os primeiros registros conhecidos a seu respeito), até 539 antes de Cristo, quando foi conquistada pelos persas e depois por outros invasores.

 

Conta a lenda que naquelas terras, há quatro mil anos, um jovem chamado Elmesu, pretendendo homenagear o seu pai, moldou em argila um cartão onde manifestava a ele seus votos de felicidade, saúde e vida longa, realizando assim a primeira comemoração de que se tem notícia sobre uma data festejando os pais.

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O leão fingiu que se encontrava adoentado e por isso alguns animais foram visitá-lo em sua toca, mas de todos os que entraram nela, nenhum conseguiu sair. O último a chegar foi a raposa, que no entanto preferiu ficar observando de longe, de onde perguntou como o rei dos animais estava passando.

 

Este respondeu que tudo ia bem, mas insistiu para que a raposa fosse vê-lo mais de perto, e ela disse que não, que dera só uma passadinha rápida, por cortesia, e explicou por que se recusava a entrar na toca:

 

- Pelo que estou percebendo, sua casa deve estar cheia de gente, porque estou vendo que são muitas as pegadas dos que entraram, mas não vejo nenhuma de alguém que já tenha saído.

 

Moral da história: Cuidado com os ardilosos e mal-intencionados, porque eles só pensam em se aproveitar dos outros.

 

Baseado em uma fábula de Esopo.

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Amigos se magoam vez ou outra quase sempre. Faz parte do nosso pathos mais sem nome e é parte indelével dos sortilégios que determinam o coexistir natural nestes dias Darwinianos. Inda mais agora, cara, que os dias estão maiores que as noites e as pessoas têm que se tolerar em espelhos, semicerrar as pálpebras às claridades externas excessivas para quando nos interiorarmos já estejamos habituados à obscuridade dos medíocres. Driblar a acachapante exposição aos holofotes artificiais da mídia ávida e fechar os olhos aos gerais plantadores de narcisos de razão inversa, assim: mais tempos corridos menos pontos ganhos, combinação que, com esse calor abismático que ora faz, faz tudo tender a esparramar rodinhas de futebol, peladas de samba e outros sovietes menos cotados tais política e religião. Não só pelas razões sacais, ainda que medicinalmente recomendadas, que são as sociais, mas também pelo fato recentemente descoberto: Um fenômeno detectado pelos cientistas russos que analisam o efeito Gelato no convívio dos prisioneiros de opinião nas estepes siberianas ao entardecer, mais precisamente entre a fuga Bachiana do dia às 18:36 e a voracidade da boca da noite às 18:41, que é quando os corpos, inclusos os celestes, nesses ...

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