O cavalo marinho é um peixe ósseo pertencente ao gênero Hippocampus, do qual 32 espécies são encontradas nos mares temperados e quentes do globo, junto à costa e em profundidades que variam de 8 a 45 metros. No Brasil existem apenas duas delas, a Hippocampus reidi e Hippocampus erectus, a primeira preferindo os estuários (especialmente manguezais), e a segunda as regiões costeiras de norte a sul, inclusive a gaúcha, onde as temperaturas de inverno são consideradas baixas para um peixe tropical.
As duas estão incluídas na lista dos animais considerados como ameaçados de extinção pelos órgãos de proteção à natureza, especialmente as de regiões estuarinas de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, em virtude da influência poluente e predatória exercida pelo homem sobre as condições naturais dessas comunidades biológicas.
O cavalo-marinho possui cabeça alongada como a de um cavalo, separada do corpo por um pescoço relativamente comprido. Tem 15 centímetros de comprimento, em média (tamanho máximo de 18 centímetros na espécie brasileira de maior porte, Hippocampis ...
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A história da panela de pressão se inicia com o problema vivido pelos antigos alpinistas no alto das montanhas que escalavam, porque quando eles precisavam cozinhar alguma coisa para comer, geralmente não conseguiam. Esse era um problema sério, já que as péssimas condições de sobrevivência, aliadas ao desgaste físico dos homens empenhados em jornadas geralmente extenuantes, faziam com que a alimentação constituísse um elemento de importância vital para a manutenção das suas condições.
A explicação para essa dificuldade é simples: ao nível do mar, a água entra em ebulição a 100° centígrados, mas em altitudes elevadas, onde a pressão atmosférica é menor, a temperatura máxima que ela atinge é bem inferior a isso, o que dificulta o cozimento de qualquer coisa. Daí a necessidade de que lá em cima seja conseguida temperatura bem mais alta para preparar as refeições que precisem ser cozinhadas, embora, por si só, tal providência não resolva totalmente a questão, uma vez que fatores como ventos e temperatura ambiente podem exigir a permanência de uma panela no fogo durante várias horas, o que complica a questão. ...
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Em 1884 foi editado em Recife, Pernambuco, o livro Superstições e Lendas do Norte do Brasil, de João Alfredo de Freitas. Nele, ao falar sobre o Cabeça de Cuia, o autor revela: “Esta é outra superstição conhecida no Piauí. Um majestoso rio, o Parnaíba, que tem curso de mais de 500 léguas e cuja largura é bem notável, separa as províncias do Piauí e Maranhão, banhando-as de sul a norte. O rio Parnaíba, com suas águas salutares, é o refrigério de todas as povoações que demoram em suas margens. Pela manhã e à noite há sempre muita gente que aí vai tomar magníficos banhos. Conta-se, e grande número de pessoas o atestam, que em certos dias da semana costuma aparecer no rio, à noite, um monstro a que chamam Cabeça de Cuia. Este ser desconhecido vai traiçoeiramente se aproximando, pouco a pouco, do indivíduo, e se este porém não se evadir em tempo será apanhado por ele e submergido incontinenti. É representado por uma figura animada que tem a cabeça à semelhança de uma cuia. Ninguém, porém, ainda conseguiu ver-lhe o corpo”.
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Os senhores todos conhecem a pergunta famosa universalmente repetida: "Que livro escolheria para levar consigo, se tivesse de partir para uma ilha deserta...?"
Vêm os que acreditam em exemplos célebres e dizem naturalmente: "Uma história de Napoleão." Mas uma ilha deserta nem sempre é um exílio... Pode ser um passatempo...
Os que nunca tiveram tempo para fazer leituras grandes, pensam em obras de muitos volumes. É certo que numa ilha deserta é preciso encher o tempo... E lembram-se das Vidas de Plutarco, dos Ensaios de Montaigne, ou, se são mais cientistas que filósofos, da obra completa de Pasteur. Se são uma boa mescla de vida e sonho, pensam em toda a produção de Goethe, de Dostoievski, de Ibsen. Ou na Bíblia. Ou nas Mil e uma noites.
Pois eu creio que todos esses livros, embora esplêndidos, acabariam fatigando; e, se Deus me concedesse a mercê de morar numa ilha deserta (deserta, mas com relativo conforto, está claro - poltronas, chá, luz elétrica, ar condicionado) o que levava comigo era ...
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O ouro é um metal precioso de cor amarela, pesado e maleável, podendo ser batido, comprimido e estirado sem que se rompa. Essa característica, associada à sua beleza, sempre atraiu a atenção das pessoas, mas como ele não era encontrado em quantidade suficiente para atender a todos que desejavam obtê-lo, tornou-se caro e motivo de especulação. Encontrado principalmente em seu estado livre, misturado com a areia ou em veios de quartzo que constituem os filões, ele também pode ser achado em quase todas as rochas e na água do mar, mas em pequeno volume.
Para extraí-lo das areias auríferas, usam-se bateias, em pequena escala, ou aquedutos de madeira, em grande escala, onde uma corrente de água arrasta a areia e deixa o ouro depositado. A maior pepita desse metal já encontrada até hoje rendeu 69,96 kg de ouro puro, em um bloco cujo peso total era de 70,92 kg. Garimpada em Moliagul, Vitória, Austrália, no ano de 1869, ela recebeu o nome de Welcome Stranger.
Escavações feitas em sítios ...
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Na floresta, o cedro orgulhoso e imponente bradava aos ventos que passavam por ali, que ele era a majestade, o senhor das matas, diante de quem todos deveriam curvar-se submissos. “Vejam - dizia ele -, como minha fronte ergue-se impávida e altaneira acima de todos os que me cercam, buscando a vastidão dos céus”.
E dizia mais: “É em meus ramos, noite e dia, que a águia altaneira descansa tranqüila de seu voejar sem barreiras, porque somente em mim ela encontra o seu poleiro de confiança. Enquanto isso, o homem, pobre homem, cumpre o negro destino dos infelizes sem esperanças, arrastando-se humilde e insignificante no lodo da mediocridade que o torna cada vez menor”.
Mas o vento levou essas palavras ao homem que passava ali por perto, e este, magoado e enraivecido pelo sarcasmo insolente do pretensioso carvalho, foi até ele e o abateu sem pena, a vigorosos golpes de machado.
Moral da história: Triste é o fim dos arrogantes.
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Como a cegonha e a raposa mantinham um relacionamento amigável, esta resolveu convidar aquela para jantar. Por isso, no dia combinado a raposa preparou uma receita que era um verdadeiro manjar, só que em forma de papa, e a serviu à sua convidada em uma vasilha rasa.
E enquanto lambia gostosamente a refeição que havia preparado com tanto capricho, ela insistia com a cegonha para que também se servisse à vontade, afirmando que a comida estava uma delícia.
Mas a ave, coitada, por mais que tentasse não conseguia nenhum resultado porque a ponta do seu bico batia no fundo da travessa toda vez que ela tentava engolir alguma coisa, e a situação continuou desse jeito até que a convidada acabou desistindo de comer e retornou faminta para sua casa.
Tempos depois foi a vez da cegonha receber a raposa para jantar em sua casa, oferecendo-lhe apetitosos petiscos arrumados em um frasco transparente e de boca bem estreita, onde a dona da casa ...
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Estinfale é um lago situado na antiga Arcádia, hoje departamento de Argólida e Corinto, na península do Peloponeso, sul da Grécia. Segundo a Mitologia Grega, houve um tempo em que aves enormes, afugentadas do lugar onde viviam por predadores mais perigosos que elas, migraram para aquela região e passaram a esconder-se em um bosque lá existente, de onde saíam apenas para alimentar-se. Relatos antigos revelam que tais pássaros não tinham inimigos em seu novo território, o que lhes possibilitava reproduzirem-se com tamanha facilidade que já formavam um bando numeroso. Eles comiam todos os frutos e cereais que encontravam pela frente, destruíam as plantações existentes em larga área ao redor do lago, sendo descritos em outras versões como devoradores de homens. Por esse motivo provocavam um medo terrível entre os moradores das redondezas, e estes, sem alternativa, ou se mudavam para outros lugares tranqüilos e seguros, ou então se trancavam em suas casas, só as deixando nas horas de absoluta necessidade.
Sabedor do que se passava, Euristeu, rei de Micenas e de Tirinto, que odiava Hércules e por esse motivo recebera ...
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VINHO
Na mitologia grega, Dionísio (Baco, para os romanos), filho de Zeus e da princesa Semele, conhecido como o deus do vinho, é a única divindade que teve como mãe uma mortal. Diz a lenda que Zeus, o deus supremo, depois de conceder a Sêmele um pedido que a levou à morte, entregou Dionísio às ninfas, que cuidaram dele durante a infância. Ao se tornar homem, ele se apaixonou pela cultura da uva e descobriu a arte de extrair-lhe o suco.
Porém, a inveja de Hera levou Dionísio a ficar louco e vagar por várias partes da Terra. Quando passou por Frigia, a deusa Réia o curou e o instruiu em seus ritos religiosos. Curado, ele atravessou a Ásia ensinando a cultura da fruta. Quis introduzir seu cultivo na Grécia, depois de voltar triunfalmente da sua expedição à Índia, mas encontrou oposição de alguns príncipes receosos do alvoroço causado por ele. Por causa dessa sua paixão pela cultura da uva, Dionísio após sua morte, passou a ser cultuado ...
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A imprensa divulgou há certo tempo a imagem do corpo de uma lula gigante (na ilustração) encontrado em Tenerife, a maior das ilhas do Arquipélago das Canárias, já sem parte de seus tentáculos. Segundo a nota explicativa, ela pode ter chegado a 8 metros de comprimento total (do alto do corpo à ponta dos tentáculos). Dessa notícia surgiu uma pergunta que a grande maioria da população mundial não consegue responder: o que é uma lula-gigante?
Desde muito tempo os homens têm ouvido comentários sobre perigosos monstros marinhos com longos braços que abraçavam embarcações e as levavam com eles para o fundo do oceano. Em “Odisséia”, Homero, poeta épico que viveu na Grécia Antiga entre 9 e 8 antes de Cristo, falou de Cida, dona de belo torso de mulher, mas tendo na cintura seis cabeças de serpentes com três fileiras de dentes.
Em “Vinte Mil Léguas Submarinas”, publicado em 1870, Júlio Verne descreveu o ataque de uma lula de grande tamanho ao submarino Náutilus. Segundo o autor, “um aperto dos braços ...
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Situada a 1.090km da costa do estado do Espírito Santo, no oceano Atlântico, a ilha de Trindade é muito montanhosa e de difícil acesso por causa do mar agitado naquela região. A ilha desabitada tem cerca de sete quilômetros de extensão por quatro quilômetros de largura, sendo toda cercada de rochedos, com exceção de uma pequena praia em seu lado sudeste, de areia muito branca e fina, onde existe um morro em forma de pirâmide, com 390 metros de altura, ao qual se dá o nome de Pão de Açúcar. Na extremidade meridional da ilha, em um rochedo com 70 metros de altura, encontra-se um túnel com cerca de 140 metros de extensão, por onde as águas do mar penetram naturalmente, fazendo grande ruído.
Descoberta pelos navegadores portugueses na época do descobrimento do Brasil, ela foi ocupada pelos ingleses, no século 18, depois restituída a Portugal e finalmente passou ao domínio brasileiro quando a independência foi proclamada em 1822. Durante todo esse tempo a ilha de Trindade permaneceu sem ter habitantes, até que em janeiro de 1895 ...
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BRASIL DA SAFADEZA, O
Eu havia feito a mim mesmo a promessa de não mais me manifestar sobre “isso” que está acontecendo em nosso país. Não por desinteresse, porque acredito que das obrigações de todo cidadão também faz parte a de ser útil à sua terra, a de colaborar para que o futuro da nação seja risonho e franco, como diria o poeta. Também não é por medo, porque aos setenta e cinco anos de idade já esgotei o estoque dos receios, das apreensões e dos sobressaltos com que o destino pretendia complicar meu dia-a-dia. Como diria o meu inefável compadre João, companheiro que durante décadas batalhou comigo, ombro a ombro, na dura luta pela sobrevivência, “a gente se esforça, não é, mas que resultado se pode esperar em um jogo que está no segundo tempo da prorrogação e acaba quando o primeiro gol for feito, se no seu time só nove ainda estão se arrastando em campo?”.
Minha promessa foi feita por ...
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João Batista Viana Drummond, o Barão de Drummond, fundador do bairro carioca de Vila Isabel e criador do primeiro jardim zoológico do Rio de Janeiro, buscava um meio de atrair mais visitantes a esse seu novo negócio quando foi convencido por Manuel Ismael Zevala, um mexicano astuto e cheio de malandragem, a adotar uma variação do jogo das flores que o mesmo havia trazido da Europa e tentara implantar na cidade, mas sem conseguir sucesso.
Foi em razão disso que a partir do dia 3 de julho de 1892 os visitantes que cruzavam o portão de entrada do Jardim passaram a receber um papel que indicava um dos 25 animais existentes no parque, concorrendo dessa forma ao sorteio diário que poderia pagar um prêmio até vinte vezes maior que o preço pago pelo ingresso. No final da tarde, o nome e o desenho do animal sorteado eram mostrados em um quadro colocado no alto de um mastro, ganhando o prêmio quem tivesse em seu poder o bilhete respectivo. Sobre o acontecimento, assim se manifestou o Jornal do Comércio ...
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O que é um mal-entendido? É tudo aquilo que se entende mal, que é interpretado indevidamente ou serve para formar opinião errada sobre as coisas. Os mal-entendidos são provocados por gestos, expressões, palavras e ações compreendidas de forma equivocada por quem as vê ou escuta, criando, algumas vezes, situações desagradáveis e constrangedoras para as pessoas.
Foi o que aconteceu há pouco tempo com Alexandra Zoroastro, espevitada colunista social de Periquitinho Verde, que jantava com o marido e um casal de amigos no Panela’s, o restaurante chique da cidade. A novidade da casa era a peixada de pirarucu com um molho denominado manauense porque a receita fora fornecida por uma índia que morava em Manaus. Pelo menos era isso o que o que aparecia impresso no cardápio.
O problema surgiu quando o garçom preparou-se para servir os fregueses. Alexandra foi a primeira, e assim, quando o funcionário da casa postou-se a seu lado para atendê-la, a colunista social mais famosa da cidade ergueu a sobrancelha esquerda, endereçou ao rapaz um daqueles olhares de banda cuja finalidade é a de ...
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A raposa estava doente e por isso mantinha-se quieta e conformada em sua casa, esperando que seu estado de saúde melhorasse com o repouso forçado a que se submetia. Foi quando o leão bateu à sua porta e perguntou com voz suave como ela estava passando, pedindo-lhe também que o deixasse entrar porque ele poderia lambê-la com sua língua, que tinha a virtude de curar qualquer enfermo, fosse qual fosse o seu mal. A ouvir tal afirmação a raposa respondeu lá de dentro:
- Infelizmente não posso abrir a porta, e nem quero. Acredito que sua língua tenha realmente esse dom curativo de que você está falando, mas acontece que ela é vizinha dos seus dentes, dos quais eu tenho um medo enorme. Por isso, prefiro ficar aqui dentro de casa, sofrendo sozinha com a minha doença.
Moral da história: Preste atenção no que lhe oferecem como coisa boa, porque elas podem lhe custar muito mais caro do que você imagina.
Baseado ...
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