Os répteis, em sua maioria, são carnívoros, alimentando-se de vários tipos de animais menores para se manterem vivos. Em decorrência disso, eles desenvolveram não apenas instintos altamente oportunistas e predadores, mas também reflexos incríveis que os ajudam a caçar e capturar presas com movimentos rápidos. Lagartos, tartarugas, crocodilos e muitas cobras pegam a comida com a boca e mastigam ou engolem a presa inteira, mas outros répteis possuem métodos mais sofisticados.
As cobras venenosas, por exemplo, picam suas vítimas com rapidez e injetam nelas poderosas toxinas, matando-as ou paralisando-as. Já as cobras constritoras, como a píton, as jibóias e sucuris, esmagam suas presas até a morte, antes de engoli-las, envolvendo o animal com seus anéis e o impedindo de respirar (na ilustração acima, a boca de uma anaconda, ou sucuri).
As cobras têm a capacidade de ingerir presas com até três vezes o seu tamanho, engolindo-as de uma vez só. Conforme explica o professor Giuseppe Puorto, diretor do Museu Biológico ...
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Baseando-se em trabalhos do cientista e físico inglês Isaac Newton (1643-1727), o professor, naturalista, astrônomo e geólogo inglês John Michell (1724-1793), sugeriu em 1783 a hipótese da existência de estrelas compactas e de massa tão elevada que sua enorme força gravitacional impediria que até mesmo a luz escapasse à sua ação. Dois séculos mais tarde, durante conferência realizada em 1967, o físico norte-americano John Archibald Wheeler (1911-2008), que teve papel determinante no desenvolvimento da bomba atômica, criou o termo buraco negro para as formações espaciais com tamanha força gravitacional que nada, nem mesmo a luz, pode escapar de sua ação, esclarecendo que, no caso, a palavra buraco não tinha o seu sentido usual de cavidade, orifício, mas traduzia a impossibilidade absoluta de que observadores pudessem acompanhar o que ocorria em seu interior.
Na definição bem-humorada do professor e astrônomo Renato Lãs Casas, coordenador do Grupo de Astronomia da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais (Observatório Astronômico Frei Rosário), “Buraco Negro é uma ‘coisa’ que de negro tem tudo, mas de buraco não tem nada”. O cientista simplifica o significado ...
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Em 28 de julho de 2002 o jornal A Notícia, de Florianópolis, SC, publicou matéria sobre a chamada Chacina de Anhatomirim, classificando-a como o desfecho da Revolução Federalista. Ao longo do texto, que inclui depoimentos de descendentes dos que morreram nesse episódio, diz o autor que:
“Desde a proclamação da república, em 1889, até 1894, o país viveu um período turbulento. Depois que os militares instalaram o novo regime e baniram a família real, o primeiro presidente republicano, o marechal Deodoro da Fonseca, foi pressionado a renunciar ao cargo. Quem assumiu então foi o vice-presidente, Floriano Peixoto, seu genro. Floriano deveria convocar novas eleições, mas não o fez. Houve oposição militar e civil em relação à atitude do "marechal de ferro". A uns e outros, Floriano puniu. Reformou os generais e desterrou os civis e outros militares para as fronteiras amazônicas.
Floriano enfrentou várias revoltas, como a Revolução Federalista, no Rio Grande do Sul, e a Revolta da Armada, no Rio de Janeiro. Ao derrotar as tropas federalistas e as ...
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O pássaro-preto estava pousado em uma arvore, buscando um lugar onde pudesse descer e comer sossegado o queijo que trazia no bico. Nesse momento uma raposa passava ali por perto, e caminhava contrariada, porque naquela manhã de sol quente ainda não conseguira encontrar alimento que pudesse acalmar a grande fome que sentia, embora já estivesse cansada de andar inutilmente, para lá e para cá.
Farejando o ar à procura de alguma presa ela sentiu o cheiro do queijo, e percebeu que vinha de algum lugar nas redondezas. Por isso parou, pôs-se a observar os arredores, e então descobriu o pássaro-preto que permanecia no mesmo galho, tentando ainda descobrir no chão um cantinho que não lhe oferecesse perigo.
Imediatamente a raposa começou a pensar no que fazer para se apoderar daquela iguaria apetitosa e comê-la antes que a ave que se espantasse e voasse para longe. E logo encontrou a solução. Então, olhando para cima, disse com a voz mais suave que conseguiu emitir:
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Esta frase é genuinamente nacional, e foi criada há algumas dezenas de anos pelo jornalista, ator, humorista e escritor José Eugênio Soares, mais conhecido como Jô Soares, em programa humorístico de uma das emissoras de televisão do Rio de Janeiro. Em certo quadro dessa atração ele representava um pai excessivamente indulgente com os desvios de comportamento do filho, apesar deste demonstrar com palavras, gestos e modos de vestir, que era justamente o oposto daquilo que o seu orgulhoso, mas iludido progenitor, dele dizia aos amigos que encontrava. A frase transformou-se em divertido bordão de programas de grande audiência como Planeta dos Homens, Veja o Gordo e Viva o Gordo, ganhou as ruas de todo o país e passou a ser usada pelos que desejavam fazer comentários maliciosos sobre os pais que não conseguiam enxergar nos filhos e filhas os defeitos facilmente perceptíveis no procedimento de cada um deles. Ou seja, o pai era dado como cego, pois não via o que se passava bem diante de seu nariz.
O tempo passou, e hoje, mais que nunca, ...
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A guerra travada entre o Paraguai, de um lado, e Brasil, Uruguai e a Argentina, de outro (1865/1870), foi o maior conflito armado já acontecido na América do Sul, e apesar de ter chegado ao fim com a derrota do primeiro, provocou sérias conseqüências em todos os países nela envolvidos.
Os antecedentes imediatos desse confronto se iniciam em 1851, quando o governo imperial brasileiro interveio no Uruguai para derrubar Manuel Oribe, do partido Blanco, sob a alegação de que os partidários dessa agremiação política, proprietários rurais na maioria, estariam atacando e pilhando fazendas e estâncias na fronteira gaúcha. No ano seguinte, a invasão brasileira aconteceu em território argentino e visava destituir o ditador Manuel Rosas. Mais adiante, em 1864, soldados imperiais brasileiros voltaram a atacar o governo Blanco do Uruguai, então chefiado por Atanásio Aguirre, naquela que ficou sendo conhecida como a Guerra do Prata.
Durante algum tempo a Guerra do Paraguai, esse episódio sangrento da história sul-americana, foi explicado como uma reação brasileira aos projetos expansionistas do ditador paraguaio Francisco ...
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Já se tornou hábito meu, em meio a uma conversa, preceder algum comentário por uma introdução:
- Como dizia meu pai...
Nem sempre me reporto a algo que ele realmente dizia, sendo apenas uma maneira coloquial de dar ênfase a alguma opinião.
De uns tempos para cá, porém, comecei a perceber que a opinião, sem ser de caso pensado, parece de fato corresponder a alguma coisa que Seu Domingos costumava dizer. Isso significará talvez - Deus queira - insensivelmente vou me tornando com o correr dos anos cada vez mais parecido com ele. Ou, pelo menos, me identificando com a herança espiritual que dele recebi.
Não raro me surpreendo, antes de agir, tentando descobrir como ele agiria em semelhantes circunstâncias, repetindo uma atitude sua, até mesmo esboçando um gesto seu. Ao formular uma idéia, percebo que estou concebendo, para nortear meu pensamento, um princípio que se não foi enunciado por ele, só pode ter sido inspirado ...
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O governo de Artur da Silva Bernardes (1875-1935), presidente da República de 1922 a 1926, foi marcado pela instabilidade política que as revoltas tenentistas criaram ao longo do seu mandato. Desses movimentos de insubordinação participavam militares e civis que se opunham às oligarquias dominantes e ao avanço do movimento operário, o que levou o chefe da nação a governar em permanente estado de sítio. Essa crise continuada foi motivada pela ”política dos governadores”, uma acomodação de interesses engendrada por Manoel Ferraz de Campos Sales (1841-1913), ocupante da presidência na gestão de 1898 a 1902, que previa o apoio federal aos governadores estaduais e seus aliados, enquanto estes, em troca, garantiam a eleição dos candidatos oficiais concorrentes a uma cadeira no congresso. Em outras palavras, esse acerto garantia a continuidade no poder dos representantes das famílias ricas e poderosas.
Tal conchavo político funcionava graças a dois expedientes escusos, mas eficientes. No primeiro, uma Comissão de Verificação formada por deputados recebia as atas eleitorais e livros de votação, para averiguar se havia ocorrido qualquer irregularidade, o que lhes permitia fraudar os ...
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Em 1795, durante o transcurso da Revolução Francesa e na mesma época em que aquele país sustentava guerra contra a aliança das monarquias européias, o governo francês preocupava-se em saber como levar comida para os seus soldados que se encontravam na frente de batalha, sem que ela apodrecesse no meio do caminho. Em decorrência disso, as lideranças da revolução ofereceram um prêmio de 12.000 francos a quem desenvolvesse um método capaz de impedir que os alimentos consumidos pelos integrantes das forças armadas ficassem estragados.
Pensando em ganhar tal recompensa, o cozinheiro francês Nicolas François Appert (1752-1841) fez experiências com diversos ingredientes, concluindo que se no acondicionamento dos alimentos preparados fossem usados jarros de vidro arrolhados, selados com cera e depois mergulhados em água fervente, seria possível preservar sopas, doces, laticínios e outros tipos de comida, por um tempo considerado satisfatório. Para demonstrar a viabilidade desse processo, diversas amostras com carnes, vegetais e outros dezesseis itens preservados pelo novo método, foram embarcadas em um navio que saiu para alto mar, onde permaneceram por mais de quatro meses sem que nenhuma delas ...
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COBRA-DE-VIDRO
Apesar do corpo longo e cilíndrico que possui, além do nome popular que lhe foi dado, a cobra-de-vidro é de fato um lagarto sem patas (não possui as anteriores, e as posteriores não passam de pequenos cotos).
Nativa da Europa, África e Ásia, seu nome deriva da extraordinária capacidade que tem de despedaçar o próprio corpo. Tem hábitos subterrâneos, vivendo entre troncos, raízes, cupinzeiros, sob pedras ou folhas caídas de árvores, em paisagens abertas das regiões montanhosas. A ninhada é composta por apenas 2 ovos. Os poucos indivíduos conhecidos foram coletados entre 900 e 1.300 m de altitude, de cerrado aberto.
Conhecida por vários nomes (licranço, alicanço, licanço, fura-mato e quebra-quebra), ela pertence à família dos Anguídeos, que ocorre no leste e sul do Brasil. De comprimento que pode atingir até cinqüenta centímetros e cor marrom-escura (com algumas linhas longitudinais de tom mais carregado sobre o dorso), esse réptil tem uma singularidade: ...
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Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele, um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação, os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro. Ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar. Só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou ...
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- O marido não deve ser o último a saber. O marido não deve saber nunca.
- A morte de um velho amigo é uma catástrofe na memória. Todas nossas relações com o passado ficam alteradas.
- O amigo é um momento de eternidade.
- O asmático é o único que não trai.
- Toda mulher bonita é um pouco a namorada lésbica de si mesma.
- O biquíni é uma nudez pior do que a nudez.
- O que atrapalha o brasileiro é o próprio brasileiro. Que Brasil formidável seria o Brasil se o brasileiro gostasse do brasileiro.
- Não admito censura nem de Jesus Cristo.
- Nada nos humilha mais do que a coragem alheia.
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O Minotauro, monstro que possuía cabeça de touro e corpo de homem, era filho de Pasifaé, rainha de Creta, com um touro branco que o deus Posseidon (Netuno) havia dado a seu marido, o rei Minos, de Creta. Porém, quando o monarca se recusou a sacrificar o animal, Posseidon fez com que Pasifaé se apaixonasse pelo touro e mantivesse relações com ele. Posteriormente, depois do nascimento do Minotauro, Minos mandou o arquiteto e inventor Dédalo construir um labirinto tão complexo que a fuga dele, sem ajuda, seria impossível. Ali o Minotauro foi confinado.
Nessa época Minos declarara guerra aos atenienses, como vingança pela morte do filho Androgeu, e só lhes concedeu a paz sob condição de que periodicamente sete rapazes e sete moças deveriam ser enviados ao Minotauro, para que este os devorasse. Inconformado com isso, Teseu, o herói grego, decidiu acabar com o sacrifício inútil e se ofereceu como uma das vítimas, dando origem a uma passagem mitológica descrita por Thomaz Bulfinchi, em História dos Deuses e Heróis, da seguinte forma:
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Um dos primeiros decretos do governo provisório da República, datado de 15 de novembro de 1889, proibia a família imperial de residir no país e lhe concedia uma dotação de cinco mil contos para que ela pudesse se estabelecer na Europa, podendo ainda o Imperador, bem como seus familiares, disporem dos bens que possuíssem no território nacional pela forma mais conveniente que lhes parecesse. D. Pedro recebeu a mensagem que comunicava essa decisão e lhe dava o prazo de 24 horas para deixar o Brasil, e decidiu atendê-la, mas recusando a dotação. Assim sendo, na madrugada de 17 de novembro ele partiu para o exílio levando a família, encerrando dessa forma os 67 anos de regime monárquico no país. Suas palavras, quando do embarque, foram as seguintes: "É a minha aposentadoria. Já trabalhei muito. Irei descansar. Afinal sou livre. Posso ir para onde bem quiser".
Sobre esse episódio, o jornal A Tribuna, de Santos, SP, edição de 07 de julho de 1972, em matéria assinada pelo jornalista Alcindo Gonçalves, intitulada “Caderno Comemorativo do Sesquicentenário”, assim se manifestou:
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ABÓBORA GIGANTE

Quem trabalha com a terra, como produtor rural, de vez em quando é surpreendido por notícias que só vendo para acreditar. Como essa, por exemplo. A Feira Estadual do Alasca, nos Estados Unidos, estabeleceu em 02 de setembro de 2009, dois novos recordes de vegetais gigantes. Destaque para um repolho de 57,1 quilos, que quebrou a antiga marca anterior de 56,24 (prevaleceu durante 20 anos), obtida em 1989, no Reino Unido, segundo o site oficial da feira. O repolho foi colhido na fazenda de Steve Hubacek, de Wasilla (Alasca). O outro recorde alcançado na feira foi com um nabo-sueco de 37,6 quilos, produzido pelo agricultor Scott Robb.
Mas o que realmente deixou todo mundo de boca aberta foi a abóbora de 782,4 quilos apresentada em concurso de Ohio Valley, Estados Unidos, no mesmo mês e ano, pela produtora rural Christy Harp, que reside em Jackson Township. Ela ganhou ...
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