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Caranguejos são crustáceos da ordem dos Decápodes, dos quais se conhecem vários gêneros e espécies. Eles têm cinco pares de pernas e abdome completamente dobrado por baixo do cefalotórax, que é a parte central do corpo, revestida em cima por uma carapaça de formato redondo, oval ou quadrado. Pode andar, em terra, em qualquer direção, sem se voltar, mas de preferência, costuma locomover-se de lado. Vive geralmente na água salgada, mas há alguns gêneros que têm na água doce o seu habitat. Alguns desses artrópodes passam a maior parte do tempo em terra, enquanto outros chegam até a subir em árvores.

 

O caranguejo, de forma geral, alimenta-se de outros animais, sendo bastante ágil e astucioso para pegar a sua caça viva; mas também tem preferência pela carniça e por toda a sorte de detritos, pelo que pode ser considerado um pequeno urubu do mar. Os diversos gêneros e espécies de caranguejo são vulgarmente denominados por nomes locais ou regionais, como guaiamu, guaiá, santola, espia-maré, siri e outros. No litoral do Nordeste brasileiro dá-se o nome de caranguejo ...

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O Alvinho encarava um batente que não era mole. Se virava mais que charuto em boca de bêbado por uma grana muito mixuruca, que mal dava pra ele escorar os repuxos. Coisa que não é mole, hoje em dia, com a vida custando os olhos da cara como anda. Muito nego se abilola. Principalmente se o pinta é casado e tem montes de filhos pra sustentar. Às vezes, entra em bobeira e sai falando sozinho. E esse era o lance do Alvinho. Cheio de bronca com a sinuca de bico em que estava, ficava pelos botecos cavernosos e biroscas escamosas fazendo o maior quás-quás-quás da paróquia:

 

- Estou na piorada. Sei que estou. Mas um dia vira o jogo. Tem que virar. Do jeito que está não pode ser. Vê eu? Mino linha de frente, me atucanando nessa zorra encardida. Tá direito? Tá, não. Eu, Alvinho  boa cuca, cheio de embaixada, perdido aqui nessa joça. Entregue às traças. A perigo perpétuo. Um dia tem que mudar.

 

E como esse papo que ele engrenava não dizia nada a ninguém, ...

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Conta-se, na floresta, a história da raposa esfomeada que andava sem rumo à procura do que comer. Ninguém sabe dizer se isso aconteceu porque a idade havia lhe tirado um pouco da agilidade corporal e esperteza no pensamento; ou se aquele período que ela vivia era mesmo de escassez de alimento em virtude dos bichos, por um motivo ou por outro, terem se afastado para outras áreas da mataria. O fato é que a raposa estava em jejum já fazia quase três dias, e a coitada, desesperada, prosseguia em sua caçada infrutífera.

 

Nisso ela chegou a um lugar de mato mais fechado, onde um tambor que ali fora esquecido fazia soar ruidosamente o seu tum, tum, tum, toda vez que o sopro do vento agitava os ramos das árvores copadas que o cercavam, levando-os a bater no instrumento. Ao ouvir o barulho a raposa se aproximou sorrateira, pé ante pé, e ao avistar aquela coisa estranha e barulhenta, pensou consigo mesma:

 

- Não sei o que é isso, ...

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Nascido em Trás-os-Montes, Portugal, por volta de 1480, esse navegador lusitano foi educado na corte de seu país, prestando serviços militares nas Índias Ocidentais (1505-1512) e no Marrocos (1513-1514). Perdendo os favores do rei Manoel I, sob a acusação de negociar com os mouros, ele não conseguiu que o soberano português o apoiasse no projeto de encontrar uma passagem ocidental para as Molucas, grupo de ilhas do arquipélago da Malásia. Daí, renunciando à cidadania portuguesa, ofereceu seus préstimos (em 1517) ao imperador Carlos V, da Espanha, que se interessou pelos seus planos e o designou, juntamente com outro aventureiro português, comandante de uma esquadra composta por 5 navios e 265 homens, que zarpou do porto de Sanlucar de Barrameda, na província de Cadiz, em 20 se setembro de 1519 (na ilustração, Magalhães em óleo sobre tela de autor desconhecido, 1848, no Museu Naval, Madri, Espanha).

 

A expedição alcançou a baía do Rio de Janeiro em dezembro do mesmo ano, explorou o rio da Prata em janeiro e fevereiro de 1520, e no dia 31 de março seguinte, quando buscava uma ...

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A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever.

 

A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

 

Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo ...

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AVARENTO, O

07/07/2012 às 20:27:55

AVARENTO, O

 Esopo

 

http://fernandod.com.br/images/textos/AVARENTO.jpgNum canto do jardim de sua casa o avarento escondeu o pote onde guardava as moedas de ouro que acumulara ao longo da vida. E todas as noites, antes de dormir, ele  o desenterrava para ver se o seu tesouro continuava à salvo, intacto, e ali ficava por algum tempo, saboreando o prazer de ter nas mãos as peças metálicas que juntara uma a uma.  

 

Até que essa sua rotina de visitas diárias ao esconderijo das moedas acabou despertando a curiosidade de um ladrão, que passou, então, a observar o que o avarento fazia. E poucos dias depois, em uma noite sem lua, esse amigo do alheio resolveu verificar de perto o que o dono da casa estava ocultando. Foi assim que ele desenterrou o pote e levou consigo as moedas de ouro.  

 

No dia seguinte, quando o avarento descobriu que fora roubado, a aflição e desespero o dominaram. E ...

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O cientista R. Jastrow, antigo colaborador da Nasa, escreveu "A Arquitetura do Universo (dos Astros, da Vida, dos Homens)", livro que retrata o universo segundo a visão dos anos sessenta, integrando dados da cosmologia, da astronomia, da geologia e da biologia. Afirmando que história da evolução cósmica teve início em torno de 20 bilhões de anos atrás, ele sugere em sua obra:

 

Dê uma olhada à sua volta. Tudo que você vê - e não vê - ao seu redor, envolve química. Seu micro, seu corpo, sua casa, a Terra, o ar, as galáxias. À medida que vamos conhecendo a química dos elementos e de seus compostos em laboratório, podemos relacionar esses processos químicos a fenômenos naturais e ao nosso cotidiano. Sabemos que a hemoglobina do sangue contém Ferro (Fe), mas por que não Urânio (U) ou Rutênio (Ru)? Como pode a grafite ser tão diferente do diamante, sendo feitos do mesmo elemento, o Carbono (C)? E o Universo, como foi que surgiu? Ainda não temos respostas para todas essas questões; embora o avanço da ciência ...

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Um gato faminto capturou um galo e ficou tentando encontrar uma desculpa para justificar o fato de que comeria a ave logo em seguida. Por isso o caçador acusou a caça de causar aborrecimentos aos homens com sua mania de cantar à noite e não os deixar dormir, mas o galo se defendeu afirmando que sua cantoria noturna certamente só trazia benefícios aos humanos, porque isso os fazia acordar cedo e ir para o trabalho. Ouvindo essa alegação, o gato não se deu por achado e replicou:

 

- Na verdade você tem uma boa desculpa, mas o certo é que eu não posso ficar sem o meu jantar.

 

E dito isso, comeu a sua presa.

 

Moral da história: Quem não tem bom caráter, sempre acaba encontrando uma desculpa para justificar suas ações.

 

Baseado em uma fábula de Esopo.

 

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PÉ

15/03/2010 às 18:45:23

No homem, o esqueleto do pé compreende o tarso, o metatarso e as falanges. O tarso e o metatarso formam o pé, propriamente dito, em que os ossos ficam ligados entre si por meio de articulações e de partes moles. Na mesma região ocorrem também os ossos sesamóides (semelhantes ou parecidos com a semente do sésamo), assim chamados porque são curtos e arredondados, ou ovais.

 

O tarso é constituído de sete ossos articulados entre si e agrupados do seguinte modo: dois na primeira série: astrágalo e calcâneo; um central: escafóide, ou navicular; e quatro na série afastada do centro: primeiro, segundo e terceiro cuneiformes e cubóide. O astrágalo, ou talus, articula-se com os do metatarso, que por sua vez é constituído de cinco ossos, dois dos quais se articulam com o cubóide, e os outros três com cada um dos cuneiformes. Cada dedo possui três falanges, com exceção do polegar, que tem duas.

 

Em posição normal ereta, o pé coloca-se horizontalmente, em ângulo reto com a perna; a parte superior constitui ...

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Certa vez uma borboleta se apaixonou perdidamente pela rosa mais bonita que havia no jardim. A flor ficou comovida quando soube que era amada de forma tão intensa por aquele inseto garboso que ostentava em suas asas lindos desenhos multicoloridos, e por isso, quando ele a procurou, ela concordou de imediato com o início do namoro. Acontece que depois de algum tempo de noivado, onde não faltaram juras e promessas de fidelidade e amor eterno, a borboleta se afastou alegando ter compromissos inadiáveis, só retornando após a passagem de um período relativamente longo.

 

Ao vê-la chegar, a rosa, chorosa, recriminou-a entre soluços:

 

- É a isso que você chama de fidelidade? Já perdi a conta dos dias que se  passaram desde a sua partida, e além do mais, também fiquei sabendo que você vive de namoro e beijos com qualquer tipo de flor que encontre pela frente. Isso é uma falta de respeito muito grande, e por isso me sinto profundamente magoada com esse seu procedimento.

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Com o subtítulo Periódico Sempre Moral e só per Acidens Politico, o jornal recifense O Carapuceiro, fundado pelo Padre Miguel do Sacramento Lopes Gama, circulou pela primeira vez no dia 7 de abril de 1832, com quatro páginas e formato de 21 x 15cm. Impresso na Tipografia Fidedigna, de José Nepomuceno de Melo (Rua das Flores, n. 18) traz no cabeçalho a ilustração de uma loja de chapéus e um chapeleiro experimentando uma carapuça na cabeça de um corcunda. No balcão da loja pode-se ver uma coroa, uma mitra, um barrete e uma cartola, à espera dos fregueses. Foi o segundo jornal do Recife a publicar uma ilustração no cabeçalho. O primeiro, O Carcundão: Alfarrábio velho por 40 réis, circulou um ano antes, em abril de 1831, só publicando três números, sendo o último, em 16 de maio do mesmo ano.

 

Tornando-se conhecido como Padre Carapuceiro, Lopes Gama foi, além do fundador, o único redator do jornal. Seu objetivo sempre foi o de distribuir carapuças: “Façam de conta que, assim como há lojas de chapéus, o meu ...

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Três touros combinaram um dia que daquela data em diante só pastariam juntos, porque entenderam que se procedessem dessa maneira, com um protegendo o outro, eles poderiam ficar mais tranqüilos quanto aos predadores existentes naquela área. E durante algum tempo eles realmente agiram dessa maneira, sem desconfiar, porém, que um leão sorrateiro, mas receoso de atacá-los porque estavam sempre agrupados, rondava o lugar à espera de uma oportunidade menos perigosa para transformá-los em jantar.

 

Até que em dado momento, aproveitando a desatenção que a passagem de alguns dias tranqüilos havia provocado nos touros, o leão começou a valer-se de pequenas artimanhas para tentar separá-los, e tão logo isso passou a acontecer, tratou de perseguí-los sem medo, um de cada vez, acabando por devorar a todos eles segundo a sua própria vontade.

 

Moral da história: A união é que traz a força.

 

Baseado em fábula de Esopo.

 

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Dominicano e inquisidor espanhol, frei Tomás de Torquemada nasceu em Valladolid, Espanha, no ano de 1420, aproximadamente, morrendo em 16 de setembro de 1498, no mosteiro dominicano de Ávila, também na Espanha. Ingressando na Ordem de São Domingos, celebrizou-se ali por sua cultura e devoção, sendo por isso escolhido, em 1482, como um dos inquisidores da fé. Nessa função o frei se destacou mais uma vez pelo empenho e dedicação com que desempenhava as atividades sob sua responsabilidade, tanto que no ano seguinte foi promovido a inquisidor-geral.

 

Sua primeira providência nessa nova função foi procurar a ajuda de dois experientes entendidos em leis, João de Chaves e Tristão de Medina, para que redigissem as Instruções e Ordenanças dos Inquisidores, com cerca de 28 artigos que orientavam os inquisidores no julgamento de crimes de heresia, apostasia, feitiçaria, bigamia, usura e blasfêmia, e autorizava a prática de tortura para obter as evidências necessárias, caso o acusado se recusasse a confessar a prática dos atos de que era acusado. Essas normas foram publicadas na Assembléia de Sevilha, e delas Torquemada se valeu para ...

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As águas-vivas conhecidas como caravelas estão presentes em todos os mares (no Brasil elas são encontradas com mais facilidade  do Maranhão até Alagoas, e do sul da Bahia até Santa Catarina), preferindo viver livremente ao sabor das ondas e impulsionadas pelo vento, em águas claras, quentes e não muito profundas.


O interessante nesse animal marinho é que ele, na realidade, não é uma água-viva, embora se pareça com ela, mas sim uma colônia complexa de indivíduos denominados pólipos, onde um depende do outro para sobreviver. Por isso funcionam em perfeita harmonia, cada qual desempenhando sua tarefa específica: o pneumatóforo se transforma no corpo principal de flutuação; os dactilozoóides formam os tentáculos; os gastrozoóides o aparelho digestivo, e os gonozoóides produzem os gametas (óvulo e espermatozóide) para a reprodução.


O núcleo dessa colônia é, portanto, um animal com a forma de um balão de gás de onde saem longos tentáculos, tudo desenvolvido a partir de um único ovo fecundado, o que importa em dizer que os membros da ...

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Supremo Ser Incriado / Santo Deus Onipotente / Manda teus raios de luz / Ilumina a minha mente / Para transformar em versos / Uma história comovente.

 

Falo da vida de Ester / Que na Bíblia está descrita / Era uma judia virtuosa / E extremamente bonita / Por obra e graça divina / Teve venturosa dita.

 

Foi durante o cativeiro / Do grande povo Judeu / Um rei chamado Assuero / Naqueles tempos viveu / E com o nome de Xerxes / Na História apareceu.

 

O rei Assuero tinha / Pelo costume pagão / Um harém com muitas musas / As mais belas da nação / Mas era a rainha Vasti / Dona do seu coração.

 

Porém a rainha Vasti / Caiu no seu desagrado / Pois embora fosse bela / Não cumpriu um seu mandado / Vasti, durante um banquete / Não quis ficar a seu lado.

 

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