Um lindo papagaio foi oferecido ao homem que passeava na feira. O vendedor, como era de se esperar, foi pródigo na argumentação com que tentava convencer o comprador em mira, mas dos predicados atribuídos ao pássaro que pretendia passar adiante, dois conseguiram despertar o interesse do cidadão consultado: primeiro, o de que a ave falava muita coisa, talvez até demais; e segundo, o de que ela era caseira, ou melhor dizendo, que não se aventurava em saídas para o exterior mesmo encontrando portas ou janelas abertas, preferindo o conforto e a segurança do confinamento interno.
Negócio fechado, o cidadão levou o papagaio para sua residência, onde o soltou na sala de jantar. A partir daí, e como desfrutava de total, completa e absoluta liberdade, o novo morador cuidou primeiro de inspecionar detidamente o lar que ganhara de mão beijada, e para isso percorreu todos os cômodos, um a um, examinando-os inicialmente com cuidado e atenção, e depois comentando em voz rouca e alta o que achava de cada uma das peças vistoriadas. “Currupaco, esse é legal”; ...
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A cenoura (originária do Afeganistão, país localizado no centro da Ásia e sem saída para o mar) tem uma história que começa há mais de dois mil anos. Com o correr do tempo ela passou a ser consumida e cultivada na região oriental do Mar Mediterrâneo (onde os povos que ali habitavam a cozinhavam em ensopados e a usavam na alimentação de doentes em recuperação), ao mesmo tempo em que se tornou também conhecida e apreciada tanto pelos gregos como pelos romanos. Mais à frente, já no século 12, popularizou-se em quase toda a Europa, e de lá, séculos depois, acabou chegando ao continente americano pelas mãos dos navegadores que desembarcavam nas novas terras em busca de riquezas ou qualquer outra coisa que pudessem levar em suas embarcações.
Planta da família Apiaceae, à qual também pertencem a salsinha, o aipo, o coentro, a erva-doce e o nabo, a cenoura, uma raiz tuberosa e sem ramificações, é fonte abundante de betacaroteno, antioxidante que o organismo humano converte em vitamina A, e que também é responsável pela coloração alaranjada característica ...
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José Abelardo Barbosa de Medeiros, mais conhecido como Chacrinha, talvez tenha sido o maior apresentador da televisão brasileira. Seu apelido veio do tempo em que trabalhava em uma estação de rádio localizada em Niterói, RJ (Rádio Clube de Niterói) no início da carreira, porque a emissora de rádio que o contratara ficava instalada em uma pequena chácara localizada no bairro de Icaraí, e ele se referia a ela como chacrinha. Além disso, desde essa época o comunicador já adotava uma postura aparentemente desrespeitosa, pois recebia seu público trajando cuecas e com um lenço amarrado na cabeça. A associação dessas duas circunstâncias acabou provocando o nascimento do apelido - Chacrinha - que pegou, tornou-se conhecido e ganhou projeção mundial graças ao talento que José Abelardo demonstrou ao longo de toda a sua vida profissional.
Natural do estado de Pernambuco, onde nasceu em 20 de janeiro de 1916, Chacrinha estreou na TV Tupi em 1956, apresentando o programa "Rancho Alegre", no qual aparecia vestido de xerife. Pouco depois ele se transferiu para a TV Rio, onde criou algumas brincadeiras com o ...
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A luta mundial dos movimentos feministas inclui em seus registros o nome da cidade de Mossoró, Rio Grande do Norte. Em 1928, esse estado nordestino era governado por Juvenal Lamartine, a quem coube o pioneirismo de autorizar o voto da mulher em eleições, o que não era permitido no Brasil, mesmo a proibição não constando da Constituição Federal.
No Consultor Jurídico do jornal “O Estado de São Paulo (www.conjur.com.br), encontra-se a informação de que logo após a proclamação da República, o governo provisório convocou eleições para uma Assembléia Constituinte. Na ocasião, uma mulher conseguiu o alistamento eleitoral invocando a legislação imperial, a Lei Saraiva, promulgada em 1881, que determinava direito de voto a qualquer cidadão que tivesse uma renda mínima de 2 mil réis. Mas a primeira eleitora do país foi a potiguar Celina Guimarães Viana, que invocou o artigo 17 da lei eleitoral do Rio Grande do Norte de 1926: “No Rio Grande do Norte, poderão votar e ser votados, sem distinção de sexos, todos os cidadãos que reunirem as condições exigidas por lei”. Em 25 ...
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Em 4 de outubro de 1836, a ilha de Fanfa, no rio Jacuí, distante aproximadamente quarenta quilômetros de Porto Alegre, foi palco de um dos primeiros conflitos travados entre as tropas imperiais brasileiras e os separatistas da República de Piratini, na Guerra dos Farrapos. Nessa ocasião, o chefe dos farrapos, Bento Gonçalves da Silva, foi aprisionado e levado para o forte do Mar, em Salvador, na Bahia, de onde conseguiu fugir meses depois, para voltar ao Rio Grande do Sul e reassumir a chefia das forças republicanas.
Dos antecedentes dessa batalha sabe-se que Bento Gonçalves, ao tomar conhecimento de que Antônio de Souza Neto havia obtido em 10 de setembro, às margens do arroio Seival, na região de Bagé, uma grande vitória sobre os soldados do governo - feito tão importante que levou aquele comandante a proclamar ali mesmo a independência da província gaúcha -, suspendeu o sítio imposto à cidade de Porto Alegre e deslocou-se com seus homens acompanhando o curso do rio Jacui, para encontrar-se com Neto. Chovia muito na época, ...
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O dia amanhecera nublado e frio. A floresta, por sua vez, mantinha-se silenciosa, aparentemente paralisada, como que entorpecida pela tristeza da coloração cinza com a natureza pintara aquela manhã de inverno. Foi quando um lobo surgiu como que vindo do nada, maldizendo a temperatura baixa e a fome que sentia. Nesse instante a fera avistou um cachorro que caminhava tranqüilamente em direção ao lugar onde ela estava, e com seu olhar de predador traquejado pelos anos de vida difícil por que já passara, logo percebeu tratar-se de um cão ainda novo e inexperiente, mas gordo e de pêlo luzidio, sinal de que era bem tratado no lugar onde morava.
Temendo ser obrigado a envolver-se em um luta que não desejava, o lobo aproximou-se do cão com a prudência que o momento exigia, e tratou de elogiar com voz cortês a figura formosa do recém-chegado, seu porte altivo e o brilho da sua pelagem. E tantos foram os louvores a ele dirigidos que o elogiado se encheu de vaidade e convidou satisfeito:
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- Alguns pastores chegam de mansinho, mas saem de mansão.
- Ao criar o mundo, Deus fez uma divisão honesta: deu o dinheiro aos ricos e a fome aos pobres.
- Ateus têm um santo em que nem eles acreditam, Os.
- Atletas de Cristo começam o dia abençoados e terminam bem suados, Os.
- Bom do Juízo Final é que será sem advogados, O.
- Cada dia que passa aumenta mais a minha certeza de que Deus ama os idiotas. Criou tantos deles..., A.
- Cara só é sinceramente ateu quando está muito bem de saúde, O.
- Cura da cegueira pela fé: é preciso ver para crer.
- Depois de participar da procissão organizada pelas beatas para pedir chuva, o padre criticou severamente a dança da chuva dos índios. “A dança não funciona”, decretou o religioso.
- Deus conseguiu fazer o mundo em seis dias porque não tinha ninguém perguntando quando ia ficar pronto.
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REFLEXÕES BESTAS 003
- Abstinência é uma coisa boa, desde que praticada com moderação, A.
- Casamento é o fim das criancices e o começo da criançada.
- Deus conseguiu fazer o mundo em seis dias porque não tinha ninguém perguntando quando ia ficar pronto.
- Diz o ditado que não só de pão vive o homem. Todos compreenderam e passaram a comer sanduíches.
- É dando... que se engravida.
- É perigoso ter muitas mulheres. Quem tem seis, por exemplo, tem cinco oportunidades de ser passado para trás.
- Especialista é aquele cara que sabe cada vez mais de cada vez menos. Já o super-especialista é o que sabe absolutamente tudo sobre absolutamente nada.
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As auroras polares começam quase sempre com a aparição de um arco luminoso branco amarelado que pode ser observado em qualquer parte da Terra. Como a sua freqüência - que está longe de ser uniforme - é muito maior nas regiões polares, sobrevem daí as designações correntes de aurora boreal (quando ocorre no pólo norte) e aurora austral (quando ocorre no pólo sul). Nos países situados ao sul do planeta (meridionais) esse fenômeno geralmente não passa disso, podendo, no entanto, desenvolver-se algumas vezes de forma brilhante. Do arco primitivo emergem bruscamente raios numerosos e coloridos que formam nas imediações do zênite (ponto da esfera celeste colocado verticalmente sobre o observador) figuras parecidas com coroas regulares (denominadas coronae borealis).
Nos países boreais (setentrionais), situados na parte norte do planeta, a forma das auroras é extremamente variável, o mesmo acontecendo com a sua freqüência, desde o equador, onde, quando muito, se observa uma delas de dez em dez anos, até as altas latitudes, onde são diárias. Os períodos do ano mais favoráveis ao surgimento dessas ocorrências são o outono ...
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Dois casais de pombos fizeram seus ninhos no mesmo jardim, mas em árvores diferentes. Neles, chegada a hora, cada uma das fêmeas depositou os seus ovos. Em seguida, as duas passaram a chocá-los, só os deixando quando saíam em busca de alimento. Um dia, porém, a pomba que havia botado menor número de ovos resolveu roubar um dos da sua vizinha, juntando-os aos seus. E assim o fez, passando a aguardar, ansiosa, que a natureza completasse o seu serviço. O tempo passou, os filhotes nasceram fortes e saudáveis, ávidos da vida, cresceram rapidamente, e quando já estavam cobertos de penas, foram iniciados pelas respectivas mães na arte de voar.
Um a um eles se lançaram ao espaço, hesitantes e temerosos, a princípio, mas em pouco tempo todos já haviam aprendido como bater suas asas para subir a qualquer altura e se manterem lá em cima, mudando de direção na hora que bem lhes aprouvesse, ou simplesmente flutuando para lá e para cá ao sabor da corrente de ar quente. Porém, em dado momento um deles, ao invés ...
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Hipócrates, considerado o Pai da Medicina, nasceu na ilha grega de Cós por volta de 460 a.C. Por descendência masculina ele pertencia ao ramo Cós, da família Esculápio (ou Asclepíades), que segundo a tradição se iniciara com Podalira, um sobrevivente da guerra de Tróia que ao voltar para casa perdera-se no caminho e fora conduzido por um pastor ao palácio de Damaithos, rei de Caria. Como este estava desesperado porque sua filha Syrna havia caído do telhado, se machucara e não estava bem, Podalira ofereceu-se para ajudá-lo utilizando o remédio que considerava ideal para o caso: fazer sangrias nos braços da moça. Admirado e agradecido, o rei deu ao médico sua filha em casamento. Podalira fundou duas cidades, uma com o nome de sua mulher, Syrna, e outra com o nome do pastor que o salvara.
Os filhos de Podalira nasceram em Syrna, que se tornou o berço dos Esculápios. Mas a família dividiu-se em dois ramos: o de Hipócrates preferiu morar na ilha de Cós, e o outro achou melhor instalar-se em Cnida, no continente. Como na época ...
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Filha do deus-rio Ínaco, ela era cortejada por Zeus (Júpiter, para os romanos), que um dia, estando em companhia da jovem e sentindo que sua esposa Hera (Juno) estava se aproximando, transformou a moça em uma bezerra, dizendo, ao ser perguntado, que aquela era uma nova criação. Desconfiada, mas sem poder provar a infidelidade do marido, a deusa pediu-lhe o animal de presente, e Zeus não teve outro recurso senão atendê-la. Para evitar um reencontro dos dois, Hera colocou a bezerra sob a vigilância de Argos, que tinha cem olhos na cabeça, e este, dali em diante, deixava o animal pastar durante o dia, mas à noite o prendia com uma corda que amarrava em seu próprio pescoço (na ilustração, pintura de Antônio Corregio: Zeus, em forma de nuvem, abraçando Io).
Ao perceber o sofrimento da amante Zeus chamou Hermes (Mercúrio) e ordenou-lhe que a libertasse. Apresentando-se como um pastor de rebanhos que tocava sua flauta enquanto caminhava, o “mensageiro dos deuses” atraiu a atenção de Argos, e este o chamou para sentar-se a seu lado. O falso pastor sentou-se ...
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Que dia maravilhoso haverá, aquele em que for possível telefonar para os melhores amigos e dizer-lhes que houve um ligeiro engano, que não teria sido preciso escrever coisa alguma? E que, dali em diante, nada mais se escreverá, a não ser os nomes e os números necessários das pessoas e das coisas.
Que boa impressão a de ser-se uma parte do coral, um grito em meio às vozes que clamam o gol, um gemido noturno, entre os muitos e repetidos gemidos, na imensa e fria sala do hospital de indigentes! E que absurda e amiga paz a de saber-se que a lua e a flor, o rio e a queixa, nada foi mais lua ou flor, mais rio ou mais queixa, por causa do que se disse. A própria mulher foi sempre bela ou fêmea, antes e a salvo da minha poesia e das minhas mãos!
Vivi entre o que viveu. Fui multidão e povo, um lugar ocupado, uma rescendência de suor, uma voz que pediu licença, um olhar que mendigou prazeres e uma parte milesimal dos pés ...
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Segundo alguns autores, Abrantes é uma cidade portuguesa construída sobre os restos arqueológicos de um tipo de povoado da Idade do Ferro - os “castros”, ou povoados fortificados -, cujas habitações predominantemente circulares eram feitas com pedras. Ela teria surgido no ano de 130 a.C., durante a Invasão romana da Península Ibérica, por decisão do cônsul Decimus Junius Brutus, cognominado Galaico, ou Galego, que entendendo ser aquele sítio uma encruzilhada de vias terrestres, achou por bem instalar ali, na margem direita do médio rio Tejo, uma guarnição militar.
Em 711 os árabes desembarcaram em Gibraltar, tomaram o sul da Espanha e marcharam para Toledo. De lá, avançaram em direção ao nordeste e ao norte e invadiram a região central de Portugal. Três anos depois, em 714, a maior parte da península ibérica já estava ocupada pelos mouros. Em 1118, ou 1148, Abrantes foi retomada pelas forças de D. Afonso Henriques (1112-1185), que determinou a reconstrução das defesas. Em 1179, sua bem sucedida resistência a uma nova tentativa de invasão árabe foi recompensada com a Carta ...
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O Zodíaco, palavra derivada do grego Zodion, que significa pequeno animal, é o trecho do céu que o Sol parece percorrer durante o ano. É dividido em doze partes, onde estão as doze constelações, signos do Zodíaco, cujos nomes latinos e astronômicos são: Aries, Tauro, Geminis, Câncer, Leo, Virgo, Libra, Escorpio, Sagitário, Capricornio, Aquário, Pisces. A disposição dos astros nessas diversas constelações evocou primeiramente a idéia dos diferentes signos, e cada um deles encontrou mais tarde o seu lugar na Mitologia.
Áries (Áries), o primeiro dos doze signos, é o carneiro de lá de ouro (o tosão de ouro buscado pelos argonautas) imolado a Júpiter e transportado ao firmamento.
Tauro (Touro), é o animal sob cuja forma Zeus (Júpiter) raptou Europa ou, segundo alguns poetas, foi Io que Júpiter arrebatou ao céu depois de havê-la tornado uma novilha.
Geminis (Gêmeos), representa, naturalmente, Castor e Pólux, os irmãos e argonautas que preferiram compartilhar a mortalidade a permitir que apenas um deles ...
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