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PÉ

15/03/2010 às 18:45:23

No homem, o esqueleto do pé compreende o tarso, o metatarso e as falanges. O tarso e o metatarso formam o pé, propriamente dito, em que os ossos ficam ligados entre si por meio de articulações e de partes moles. Na mesma região ocorrem também os ossos sesamóides (semelhantes ou parecidos com a semente do sésamo), assim chamados porque são curtos e arredondados, ou ovais.

 

O tarso é constituído de sete ossos articulados entre si e agrupados do seguinte modo: dois na primeira série: astrágalo e calcâneo; um central: escafóide, ou navicular; e quatro na série afastada do centro: primeiro, segundo e terceiro cuneiformes e cubóide. O astrágalo, ou talus, articula-se com os do metatarso, que por sua vez é constituído de cinco ossos, dois dos quais se articulam com o cubóide, e os outros três com cada um dos cuneiformes. Cada dedo possui três falanges, com exceção do polegar, que tem duas.

 

Em posição normal ereta, o pé coloca-se horizontalmente, em ângulo reto com a perna; a parte superior constitui ...

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Na floresta, o cedro orgulhoso e imponente bradava aos ventos que passavam por ali, que ele era a majestade, o senhor das matas, diante de quem todos deveriam curvar-se submissos. “Vejam - dizia ele -, como minha fronte ergue-se impávida e altaneira acima de todos os que me cercam, buscando a vastidão dos céus”.

 

E dizia mais: “É em meus ramos, noite e dia, que a águia altaneira descansa tranqüila de seu voejar sem barreiras, porque somente em mim ela encontra o seu poleiro de confiança. Enquanto isso, o homem, pobre homem, cumpre o negro destino dos infelizes sem esperanças, arrastando-se humilde e insignificante no lodo da mediocridade que o torna cada vez menor”.  

 

Mas o vento levou essas palavras ao homem que passava ali por perto, e este, magoado e enraivecido pelo sarcasmo insolente do pretensioso carvalho, foi até ele e o abateu sem pena, a vigorosos golpes de machado.

 

Moral da história: Triste é o fim dos arrogantes.

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AMOR E MEDO

31/08/2010 às 05:46:39

Quando eu te fujo e me desvio cauto

Da luz de fogo que te cerca, oh! bela,

Contigo dizes, suspirando amores:

" Meu Deus! que gelo, que frieza aquela!"

 

Como te enganas! Meu amor é chama

Que se alimenta no voraz segredo,

E se te fujo é que te adoro louco...

És bela eu moço; tens amor eu medo!...

 

Tenho medo de mim, de ti, de tudo,

Da luz da sombra, do silêncio ou vozes,

Das folhas secas, do chorar das fontes,

Das horas longas a correr velozes.

 

O véu da noite me atormenta em dores,

A luz da aurora me intumesce os seios,

E ao vento fresco do cair das tardes

Eu me estremeço de cruéis receios.

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A história do Caminho do Ouro, ou Estrada Real começa no século 16, quando as expedições dos colonizadores portugueses iniciaram a exploração do interior brasileiro. As chamadas “entradas” partiam da cidade de São Paulo em direção à atual Guaratinguetá, dali vencendo a serra da Mantiqueira e embrenhando-se nos sertões de Minas Gerais. Foi essa a rota que muitos bandeirantes percorreram inicialmente em busca dos índios que pretendiam escravizar, mas a constatação e divulgação de que a terra das Gerais era um novo Eldorado, porque rica em ouro e diamantes, fez crescer a atenção e o interesse de aventureiros de toda a espécie, conduzindo para lá um grande número desses caçadores de fortuna.

 

Anos depois, já no início do século 17, certo trecho da trilha foi substituído por outro, que ligava o porto de Parati, no litoral do Rio de Janeiro, à região mineradora de Ouro Preto, então conhecida como Vila Rica. E como a melhor maneira de se construir uma estrada sempre foi a de se aproveitar um caminho já pronto, o traçado da nova rota, posteriormente conhecida ...

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O negro vinha da Aldeia Velha, servindo de carreiro. O carro tinha muito sebo com carvão nas rodas e chiava como frigideira. Aquilo não acabava nunca. Sua Incelência já reparou os ouvidos da gente quando está com as maleitas? Pois, tal e qual. O carreiro era meu charapim: acudia pelo nome de João, como eu. Deitou-se nas tábuas, enquanto os bois andavam para diante, com as archatas merejando suor que nem macaxeira encroada. Levavam um sino para a Capela de Estremoz. Na vila era povo como abelha, esperando o brônzio para ser batizado logo. João de vez em quando acordava e catucava a boiada com a vara de ferrão:

 

- Eh, Guabiraba!, eh, Rompe-Ferro, eh, Manezinho!

 

Era lua cheia. Sua Incelência já viu moeda de ouro dentro de uma bacia de flandres? Assim estava a Lua em cima. João encarou o céu como onça ou gato-do-mato.  Pegou no sono, e o carro andando... Mas a boiada começou a fracatear, e ele quando acordava, zás! – tome ferroada!  Os bois tomaram coragem ...

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ORANGOTANGO

12/07/2010 às 06:22:44

Macaco antropóide (parecido com o homem) que vive nas florestas da Indonésia, tanto na ilha de Sumatra (a sexta maior do mundo, com 45 milhões de habitantes) como na de Bornéu (cuja maior parte é território indonésio, pertencendo o restante à Malásia e Brunei), podendo ser encontrado desde regiões mais baixas, ao nível do mar, até alturas acima de quinhentos metros nas montanhas. Esse animal tem cerca de 1,50m de altura (o que o coloca como a segunda maior espécie de primata do mundo), peso que pode chegar aos cem quilos, cabeça grande, beiços redondos e nariz enterrado entre os olhos.

 

Seu tronco é curto e atarracado, enquanto os braços, muito compridos e com unhas nos dedos, são relativamente maiores que os membros posteriores; as orelhas miúdas, a pele marrom com pêlos de um castanho escuro, ou avermelhado, exceto nos pés, mãos e rosto. As mãos não diferem muito das dos humanos, mas são musculosas e suficientemente fortes para sustentar o corpo do animal a algumas dezenas de metros acima do solo, a mesma capacidade e habilidade que têm os ...

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- Alegria de poste é estar no mato sem cachorro.

- Alegria é como tristeza, só que ao contrário.

- Alguns átomos também se consideram íntegros.

- Caso sejas apunhalado pelas costas, faz como na ópera: canta!

- Chega de homenagens. Eu quero é o dinheiro.

- Ciência exata é profetizar sobre o que já aconteceu.

- Cinema ajuda a sonhar; a televisão, a dormir, O.

- Clássico é clássico, e vice-versa.

- Coisa pior do que encontrar um bicho na goiaba é encontrar meio.

- Coisas que mais contribuem para avacalhar a dignidade de um homem são, pela ordem, bofetão de mulher e tombo de bunda no chão, As.

- Com os métodos modernos de rejuvenescimento, as pessoas estão morrendo cada vez mais jovens.

- Comida fornecida na cadeia pode causar prisão de ventre.

- Comissão faz o ladrão, A.

- Como diria ...

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BESTA-FERA

04/08/2010 às 19:41:02

A definição mais simples que se possa dar à besta-fera é a de que se trata de uma criatura selvagem, cruel, sanguinária e desapiedada. A crença nesse ser fantástico certamente tem a ver com o texto bíblico do Apocalipse, onde São João relata: “Vi, então, levantar-se do mar uma fera que tinha dez chifres e sete cabeças; sobre os chifres, dez diademas, e nas suas cabeças, nomes blasfematórios. A fera que eu vi era semelhante a um leopardo: os pés como os de urso, e as faces como as do leão. Deu-lhe o dragão a sua força, o seu trono e grande poder (13, 1 e 2)”.

 

E mais adiante: “Vi, então, outra fera subir da terra. Tinha dois chifres, como um cordeiro, mas falava como um dragão. Ela exercia todo o poder da primeira fera, sob a vigilância desta, e fez com que a Terra e seus habitantes adorassem a primeira fera (13, 11 e 12)”. E finalmente: “Eis aqui a sabedoria” Quem tiver inteligência, calcule o número da fera, porque é número de um homem, e esse número ...

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Belo Horizonte, capital mineira, tem pouco mais de um século de existência, mas apesar disso coleciona mistérios como poucas outras cidades brasileiras conseguem fazer. Não faz muito tempo, a pesquisadora Heloísa Starling, da Universidade Federal de Minas Gerais, falando sobre o assunto, explicou que os relatos dessas manifestações do além servem, de alguma forma, para a população compensar as dificuldades encontradas no cotidiano. Segundo os esclarecimentos da professora, os vivos, através dos seres de outros mundos, fantasiam um meio de voltar ao passado para compensar algo do presente, ou então os utilizam para estabelecer uma ponte entre o que é natural e sobrenatural.

 

Uma dessas narrativas tem ligação com o cemitério do Nosso Senhor do Bonfim (Ilustração acima. Na ilustração abaixo, estátua da loira no mesmo cemitério), situado no bairro do mesmo nome e próximo à região central da cidade. Inaugurado em 08/02/1897, sua construção resultou de uma determinação da Comissão Construtora da Nova Capital, que proibira os sepultamentos no adro da Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem. Na época, ordenou-se a utilização de um cemitério provisório no espaço onde hoje ...

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Manuel de Borba Gato, bandeirante paulista do século 17, viveu praticamente internado na selva entre os anos de 1680 a 1700, fugindo de um crime cometido por seus criados e pelo qual fora responsabilizado.

 

De acordo com os relatos de vários cronistas, quando Dom Rodrigo Castelo Branco, fidalgo espanhol enviado para vistoriar minas de ouro, desentendeu-se com Manuel de Borba Gato, dois serviçais deste último, temendo pela vida do patrão, mataram o nobre visitante. Em razão disso, não restou ao bandeirante outro recurso senão procurar refúgio na casa de um tio seu, às margens do rio Doce, para escapar da punição que certamente lhe seria aplicada. Existe, no entanto, outra versão, segundo a qual o próprio Borba Gato teria sido o autor da morte de Dom Rodrigo, não se sabendo qual delas é a verdadeira.

 

Seu falecimento ocorreu em 1718, quando já contava, segundo alguns cronistas, com quase 90 anos de idade, mas ainda ocupando o cargo de Juiz Ordinário da Vila de Sabará.

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A cidade de Ouro Preto / Possui fama nacional / E para Minas Gerais / Eis a primeira capital / Foi tombada para ser / Patrimônio mundial / Teve escravo, teve lei / Teve paz e crueldade / Riqueza por toda parte / E poetas de verdade / Ouro Preto sempre foi / O palco da liberdade.

 

Em Ouro Preto tudo tem. / Tem igrejas seculares / Tem ladeira da preguiça / E também tem muitos bares. / Tem moça namoradeira / E figuras populares / A Inconfidência Mineira / Por ali que aconteceu / Tiradentes virou mártir / Enforcado ele morreu / E nenhum conspirador / Na terra sobreviveu.

 

Cidade muito famosa / Pelo Festival de Inverno / Os hippies fizeram lá / Um movimento moderno / Ouro Preto é tida como / Lugar de povo fraterno / Em toda parte do mundo / Há um tipo popular / Vivem assim porque não / Se conseguem encaixar / Aos modelos sociais / De acordo com o lugar.

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ACORDO LEONINO

09/12/2012 às 18:07:13

ACORDO LEONINO

 

http://fernandod.com.br/images/textos/LEAO, RAPOSA, CHACAL E O LOBO.jpgOs dicionários definem acordo como pacto, concórdia, concordância ou conformidade entre pessoas interessadas em alguma coisa, mas que não conseguiam se entender. Em tese, portanto, um acordo deveria dar fim ao desencontro dos envolvidos em qualquer problema.

 

Mas nem sempre as coisas funcionam dessa maneira.

 

Uma fábula contada por três fabulistas famosos nos dá idéia de como os acordos podem ter fim desagradável para os do lado mais fraco.

 

Certa vez, o leão, a raposa, o chacal e o lobo, combinaram sair juntos para caçar. E foi o que fizeram. Logo eles mataram um veado, que por ordem do leão foi dividido pelos outros sócios em quatro ...

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FOBIA

15/09/2010 às 21:03:50

A fobia é o medo mórbido, o temor doentio e persistente, a aversão a alguma coisa, representando um sintoma muito freqüente da neurose obsessiva e dos estados ansiosos, em geral. Existe um grande número de fobias, que são designadas com radicais gregos, ou seja, com parte das suas palavras de origem. Como nos exemplos abaixo, onde, por ordem alfabética, estão listados os medos de alguma coisa:

 

- abelhas: apifobia.

- água: hidrofobia.

- alegria: querofobia.

- alturas: acrofobia.

- animais: zoofobia.

- ar e correntes de ar: aerofobia.

 

- barulho: fonofobia.

- bebida: dipsofobia.

 

- cadáveres: necrofobia.

- cães: cinofobia.

- câncer: carcinomatofobia.

- casamento: gamofobia.

- chuva: ombrofobia.

- cobras: ofidiofobia.

- crianças: ...

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ÁGUA-VIVA IRUKANDJI

 

As águas-vivas, criaturas marinhas estranhas e misteriosas, existem há mais de 650 milhões de anos. Elas pertencem ao grupo dos Cnidários, ou Celenterados, representado por milhares de espécies diferentes, todas tendo como característica comum a boca no centro do corpo e cercada por tentáculos bamboleantes.

 

Sua aparência semelhante à de um cogumelo gelatinoso é estranha e até certo ponto surrealista, mas esconde muitas vezes um animal extremamente perigoso, do qual o homem deve manter-se convenientemente afastado.  

 

A Irukandji (Carukia barnesi) é uma dessas espécies. Encontrada nas águas das quentes praias australianas, ela era praticamente desconhecida até meados da década de 1960, mas sua presença nas águas costeiras do litoral norte da Austrália - e em outros locais dos oceanos Índico e Pacífico - tornou-se cada vez mais ameaçadora. Com massa corporal do tamanho de uma unha e tentáculos de apenas alguns centímetros, (veja ilustração acima), ela possui um veneno tão forte que já ...

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A sangria constitui um dos processos terapêuticos mais antigos, e sua prática ainda pode ser observada entre os atuais povos selvagens. Ao lado dela, foi igualmente tradicional o emprego, para o mesmo fim, das sanguessugas, ventosas, cauterizações e outros meios, todos esses processos baseados a princípio na crença de que os males do corpo eram causados por um demônio que se incrustava nele causando dores, inflamações e outras conseqüências, e que para alívio do paciente seria necessário expulsar esse ser maligno, o que se fazia por meio de uma abertura na parte correspondente do corpo, para que ele saísse por ali junto com o sangue que jorrava. Mais tarde, verificou-se empiricamente que a operação produzia realmente determinados efeitos às vezes diferentes da intenção inicial, e então a tradição consagrou certas normas para que a sangria pudesse ser realizada.

 

Além disso, algumas perdas naturais de sangue, como sangrias pequenas do nariz e as menstruações, mostraram ter efeito benéfico, o que orientou igualmente o homem primitivo no sentido de determinadas práticas de sangria. Para os antigos, o sangue constituía um dos ...

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