Certa vez uma borboleta se apaixonou perdidamente pela rosa mais bonita que havia no jardim. A flor ficou comovida quando soube que era amada de forma tão intensa por aquele inseto garboso que ostentava em suas asas lindos desenhos multicoloridos, e por isso, quando ele a procurou, ela concordou de imediato com o início do namoro. Acontece que depois de algum tempo de noivado, onde não faltaram juras e promessas de fidelidade e amor eterno, a borboleta se afastou alegando ter compromissos inadiáveis, só retornando após a passagem de um período relativamente longo.
Ao vê-la chegar, a rosa, chorosa, recriminou-a entre soluços:
- É a isso que você chama de fidelidade? Já perdi a conta dos dias que se passaram desde a sua partida, e além do mais, também fiquei sabendo que você vive de namoro e beijos com qualquer tipo de flor que encontre pela frente. Isso é uma falta de respeito muito grande, e por isso me sinto profundamente magoada com esse seu procedimento.
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O crocodilo-anão, também conhecido como crocodilo-pigmeu africano, é um réptil pertencente à ordem dos Crocodilídeos, formada pelos crocodilos, jacarés, aligátores e gavialídeos. Os primeiros são da família Crocodilidae, que possui catorze espécies diferentes; os outros dois, da família Alligatoridae, que se divide em oito espécies, entre elas as dos gêneros Caiman e Paleosuchus, às quais pertencem os jacarés brasileiros (não há crocodilos no Brasil); e os últimos distribuídos em duas espécies: o gavial, e o falso-gavial, nativos da Índia e península malaia.
Estes crocodilos são os menores membros da família dos crocodilianos, daí o anão que trazem no nome. De tamanho relativamente pequeno (um metro e meio, em média, embora possam ser encontrados exemplares um pouco maiores) quando comparados com seus parentes, eles vivem nos rios, pântanos, lagos e zonas úmidas do centro-oeste africano, beneficiando-se da floresta densa ali existente para manter o seu corpo dentro da temperatura ideal. Para alimentarem-se eles caçam peixes, aves, pequenos mamíferos, sapos e crustáceos, o que fazem com facilidade.
Embora a estimativa de que seu ...
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O Ato Adicional, proclamado por lei de 12 de agosto de 1834, foi uma grande experiência, a mais próxima da democracia no período imperial. Três anos após a abdicação do imperador, ainda não se fizera qualquer reforma nas instituições e o país estava dilacerado por lutas que ameaçavam sua unidade, surtos revolucionários no Rio, Maranhão e Pará. O mais recente fora a sedição militar de Ouro Preto, em 1833. O Senado era conservador, embora longe de ser “a escravatura de D. Pedro I”, como era chamado pelo jornal O Sete de Abril. As eleições de 1833 mandaram para a Câmara uma maioria liberal moderada e pela lei de 12 de outubro de 1833 os deputados estavam investidos de poderes constituintes (Na ilustração, o senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro).
As propostas iniciais para uma reforma iam muito longe, e o substitutivo Miranda Ribeiro (José Cesário de Miranda Ribeiro, visconde de Uberaba, {1792-1856} foi deputado geral, presidente da província de São Paulo, ministro do Supremo Tribunal da Justiça, conselheiro de Estado e senador do Império do Brasil de 1844 a ...
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O burro, um animal híbrido que não se reproduz, é proveniente do cruzamento da égua com o jumento. Seu tipo, porte e aparência se assemelham mais com o cavalo, embora os caracteres do jumento se apresentem na estrutura do esqueleto, na sobriedade de comportamento e na resistência ao trabalho, o que lhe permite prestar relevantes serviços ao seu dono, sobretudo nas regiões montanhosas. No entendimento do povo, porém, o burro é um animal de pouca inteligência, daí a denominação desse muar ter-se tornado um adjetivo aplicável ao indivíduo de inteligência primária, incapaz de aprender a não ser o puramente elementar, sendo também aproveitado em diversas locuções populares usadas como termo de comparação.
Como, por exemplo, “burro carregado de livros”, para qualificar o indivíduo que tem o grau de doutor sem o merecer; “burro de carga”, tipificando aquele que executa não só o trabalho que lhe compete, mas ainda o dos outros; “cabeça de burro”, quando se trata de um indivíduo sem inteligência; “vozes de burro não chegam ao céu”, para esclarecer que opiniões sem autoridade ou valor ...
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ALFAIATE VOADOR, O
A esperança de voar acompanhou o homem durante séculos e séculos. No mundo ocidental, os primeiros projetos nesse sentido pertencem a Leonardo da Vinci (1452-1519), uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento. que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico, sendo ainda conhecido como o precursor da aviação e da balística.
Mas alguns séculos depois diversos outros inventores dedicaram tempo e atenção às máquinas de vôo mais pesadas do que o ar. Entre eles os ingleses George Carley (morto em 1857), William Henson (1805-1888), Francis Wenham (ainda vivo em 1866), e John Stringfellow (1799-1883), que chegaram a preparar modelos sumários desses aparelhos voadores.
Depois deles surgiram outros interessados em fazer o homem voar. Como o francês Clemente Ader (1841-1925), o inglês Hiram Steves Maxim (1840-1916), e o norte-americano Samuel Pierpont Langley (1834-1906). Em 17 de dezembro de 1903, quando os irmãos norte-americanos Wilbur (1867-1912) e Orville ...
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A origem dessa expressão tem versões diferentes, e a mais aceitável delas conta que a partir de 1777 reinou em Portugal a rainha Maria I (1734-1816), sucedendo a seu falecido pai, o rei José I. Mas a morte do marido, ocorrida em 1786, e a do filho primogênito em 1788, seguidas em 1789 pela Revolução Francesa e suas conseqüências, impressionaram o espírito da rainha e perturbaram seu juízo, fazendo com que os primeiros sinais de loucura nela se manifestassem no dia 1º de fevereiro de 1792.
Sete anos depois, em 17/07/1799, quando já não havia mais nenhuma esperança de que sua mãe pudesse ser curada, o príncipe João (1767-1826) assumiu a regência. Em 1807, assim que as tropas de Napoleão invadiram Portugal pela primeira vez, a família real e a corte lusitana aceitaram o conselho dos ingleses e se mudaram com armas e bagagens para o Brasil, viajando numa esquadra que navegou até a cidade do Rio de Janeiro escoltada durante todo o percurso por navios de guerra britânicos.
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- Advocacia é uma maneira legal de burlar a Justiça, A.
- Alguns juízes são absolutamente incorruptíveis. Ninguém consegue induzi-los a fazer justiça.
- Antes de ser criada a Justiça, todo mundo era injusto.
- De que adianta pedir justiça, se o ignorante apóia o rico e o rico tem mais poder que ela?
- Escândalo sexual no judiciário. Fórum recebe nova vara.
- Juízes são uns privilegiados: ninguém julga os seus julgamentos, Os.
- Justiça anda tão devagar, que quando o sujeito é julgado por um crime já cometeu mais quatro, A.
- Justiça brasileira é muito eficiente em dois momentos: na hora de condenar os pobres e quando absolve os ricos, A.
- Justiça diz que todos devem pagar pelos seus crimes. Alguns fazem isso com cheque, A.
- Justiça é como batata frita: quando você menos percebe, ela acaba, A.
- Justiça seja feita: nem todo ladrão é político.
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- Ideal na vida é morrer jovem o mais tarde possível, O.
- Importante é morrer com saúde, O.
- Morrer é deixar de pecar. Portanto, se você está preocupado com o grande número de pecados que está cometendo, já sabe qual é a solução.
- Morre-se apenas uma vez, mas por tanto tempo...
- Morreu com todo o futuro pela frente. Era um astrólogo.
- Morreu de enfarte o João. Comentário geral: um ótimo coração.
- Morte aos fanáticos!
- Morte súbita é aquela em que a pessoa morre sem o auxílio dos médicos.
- Não é preciso se preocupar com a morte. Ela é garantida e ninguém vai ser bobo de querer roubá-la da gente.
- Não há nada de errado com a velhice que a morte não resolva.
- Quando lhe foi apresentada a mortalha para provar, a moribunda falou: “Nem morta!”
- Quando Papai Noel morrer vai ter ...
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Onde se estende o Passeio Público do Rio de Janeiro, refletiam-se ao sol as águas estagnadas da lagoa do Boqueirão, terrenos do Campo da Ajuda, com orla de lama e orquestra de sapos.
Para o alto, na direção do morro de Santa Tereza, erguia-se uma casinha romântica, ao lado de uma palmeira ornamental. Morava aí a linda Suzana, a moça mais bonita e mais pobre dos arredores, com sua velha avó.
Suzana era noiva de Vicente Peres, auxiliar de botânica de Frei Conceição Veloso, apaixonado e ciumento.
Dom Luiz de Vasconcellos e Souza, décimo segundo vice-rei do Brasil, governava.
Vez, por outra, passeando, o futuro Conde de Figueiró encontrava Suzana, parando para admirá-la. E acabou desejando por sua a menina carioca descuidada e simples, moradora na solidão da lagoa sinistra.
Cheio de planos de reforma, Dom Luiz fazia-se acompanhar pelo seu executor ...
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Arthur, rei do país de Gales que parece ter vivido entre os séculos 5 e 6 da Era Cristã, é a figura central de um grande ciclo de romances de cavalaria. Por volta do ano 500 ele comandou vitoriosamente os bretões contra os saxões, mas, além disso, quase nada se sabe concretamente de sua vida. A vasta literatura pseudo-histórica que cresceu em torno do seu nome a partir do século 9, reflete tradições folclóricas aliadas a conceitos mitológicos (na ilustração, o rei Arthur em uma escultura alemã renascentista)
Segundo a lenda ele nasceu no Castelo Tintgatel, na Cornualha, em data desconhecida, e viveu em Caerleon, Gales, com sua esposa Guinevere; instituiu a Ordem dos Cavaleiros da Távola Redonda, célebres por suas proezas; caçou o fabuloso urso Twrch Trwyth; conquistou muitas terras; viu-se traído por sua mulher e seu cavaleiro mais querido; ferido mortalmente na batalha de Camlan, movida contra seu sobrinho Medraud, foi levado para Avalon por três rainhas de fadas, de onde deverá voltar quando se tornar necessário ao seu país.
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João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
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Em 4 de outubro de 1836, a ilha de Fanfa, no rio Jacuí, distante aproximadamente quarenta quilômetros de Porto Alegre, foi palco de um dos primeiros conflitos travados entre as tropas imperiais brasileiras e os separatistas da República de Piratini, na Guerra dos Farrapos. Nessa ocasião, o chefe dos farrapos, Bento Gonçalves da Silva, foi aprisionado e levado para o forte do Mar, em Salvador, na Bahia, de onde conseguiu fugir meses depois, para voltar ao Rio Grande do Sul e reassumir a chefia das forças republicanas.
Dos antecedentes dessa batalha sabe-se que Bento Gonçalves, ao tomar conhecimento de que Antônio de Souza Neto havia obtido em 10 de setembro, às margens do arroio Seival, na região de Bagé, uma grande vitória sobre os soldados do governo - feito tão importante que levou aquele comandante a proclamar ali mesmo a independência da província gaúcha -, suspendeu o sítio imposto à cidade de Porto Alegre e deslocou-se com seus homens acompanhando o curso do rio Jacui, para encontrar-se com Neto. Chovia muito na época, ...
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PARQUE NACIONAL DA AMAZÔNIA
Pará
A Floresta Amazônica sempre foi um dos grandes patrimônios do Brasil. Sua grandiosidade, representada pela quantidade infindável de espécies animais e vegetais, fez com que fosse conhecida como a região de melhor biodiversidade do planeta. Para preservá-la dos freqüentes crimes ambientais que ali ocorriam, foi criado em fevereiro de 1974, pelo Decreto n° 73.683, o Parque Nacional da Amazônia, como parte do Programa de Integração Nacional (PIN). Transformado em Unidade de Conservação de Proteção Integral, o parque está situado no município de Itaituba, região Sudoeste do estado do Pará, possuindo área de 945.851,00 hectares e perímetro de 508.366,413 metros, sendo administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio.
A história de sua criação pode ser resumida da seguinte forma: em 1971, uma área designada "Polígono Desapropriado de Altamira", com 6 milhões de hectares, fora desapropriada pelo INCRA para implantação dos ...
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Durante mais de 3 milhões de anos o homem viveu caçando animais selvagens e colhendo frutas, sementes e mel. Esta forma de vida, a primeira com a qual ele subsistiu após ter atingido um estágio de evolução mais aperfeiçoado, baseava-se na divisão do trabalho, na criatividade e na cooperação. O conhecimento que temos desse estilo de comportamento provém, de um lado, do estudo de povos que ainda hoje vivem da caça e da coleta, e de outro, das evidências presentes nos restos e artefatos usados pelo homem primitivo, muitos deles na forma fossilizada.
A partir de dado momento as características físicas que o homem havia alcançado lhe permitiram desenvolver melhores técnicas de caça e coleta de alimentos, dando-lhe a condição de que precisava para estender sua presença além das terras originais da África, penetrando pela Ásia e Europa e cruzando mais tarde para a América e para a Austrália. Sobre essa fase é possível obter dados a partir dos ossos desmembrados dos animais caçados, das armas e utensílios com que o homem feria, matava suas presas e tratava da carne, ...
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Hipólita, rainha das amazonas, tribo de mulheres guerreiras, possuía um cinturão mágico dado a ela por seu pai, o deus Ares (Marte), mas que Admeta, filha de Euristeu, rei de Micenas, desejava para si. Por isso o soberano ordenou a Hércules que fosse buscá-lo sem tardança. Sobre a realização desse trabalho existem versões diferentes, como a do historiador francês Alain Quesnel, em “A Grécia – Mitos e Lendas”, que diz em certo trecho:
“Chegando à foz do rio que banha o país das Amazonas, o herói decide permanecer no primeiro porto que avista. No minuto exato em que o navio atraca, aparece sobre as colinas vizinhas uma tropa de cavalaria impressionante, toda engalanada. Armadas até os dentes, cabelos ao vento, as amazonas descem ao porto. Hércules dirige-se à horda de guerreiras, entre as quais logo identifica Hipólita. Em seu esplêndido traje de combate a rainha é facilmente reconhecível. Na cintura ela leva o magnífico cinturão que Ares, deus da guerra, deu-lhe de presente. Hipólita também reparou em Hércules. Seduzida pela enorme estatura e pela possante musculatura do herói, ...
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