Existem algumas versões explicando o surgimento da organização conhecida como máfia. Uma registra que ela era constituída originalmente por pequenos grupos de malfeitores com alguma ou nenhuma organização, liderados por chefes locais, e seu aparecimento deveu-se às condições de vida que na época prevaleciam na ilha da Sicília, extremidade meridional da península italiana, tais como pobreza da população, estrutura feudal da sociedade, incapacidade dos poderes estatais de ministrar a justiça com alguma eqüidade, e outros mais.
Outra versão explica que ela derivou dos grupos armados organizados pelos senhores feudais no século 17, para proteger seus castelos contra ataques de outros senhores feudais, grupos esses que muitas vezes abandonavam sua finalidade defensiva para também roubar os bens alheios. E uma terceira hipótese estabelece que a sociedade nasceu no século 16, com a finalidade de resistir aos invasores que tentavam se apossar da ilha.
A palavra “mafia”, que não é uma sigla, pertence ao dialeto siciliano e foi inspirada em “mahyah”, expressão árabe cujo significado é o de insolência, audácia, ousadia e ...
Continue a leitura...
Essa é uma lenda bastante comum na região centro-oeste do Brasil, e fala sobre certa onça muito grande que tem uma das patas dianteiras torta. Segundo a versão que é dada por pessoas que afirmam já tê-la visto em alguma oportunidade, ela nada mais é do que o espírito de um velho vaqueiro que durante sua vida foi mau ao extremo, e que depois de morto transformou-se na onça com uma das mãos torta, assim como se tivesse recebido uma espécie de castigo para as perversidades que praticou durante toda a sua existência. Dessa forma, como a fera é, na verdade, um espírito, ela não pode ser morta, daí o grande medo que inspira aos moradores da região por onde vagueia costumeiramente.
Uma outra versão dessa mesma crença relata que já lá se vão muitos anos, uma velha índia tapuia morava em uma pequena choça feita de cascas de pau, na beira do rio são Francisco. Contava-se, na época do acontecido, que ela era uma feiticeira muito malvada que se alimentava de sangue humano, e que quando ...
Continue a leitura...
A Guatemala é um país da América Central, limitado a oeste e norte pelo México; a leste, pelo Belize, oceano Atlântico e Honduras; e ao sul por El Salvador e oceano Pacífico. Dois terços de seu território, aproximadamente, são montanhosos e em parte vulcânicos, e as baixas terras litorâneas cobertas por rica floresta. Antes de ser descoberta pelos europeus, era habitada pelos índios quichés (aparentados com os maias do Iucatã, no México), que ali deixaram lindas construções, como pirâmides, palácios, templos, colunas, torres, fortalezas, pontes e esculturas.
Os quichés desenvolveram uma adiantada civilização nos territórios localizados no Iucatã (ou Yucatan, em castelhano), uma grande península que adentra o oceano Atlântico no extremo sudeste do território mexicano, e que foi o berço de grandes civilizações pré-colombianas*. Em 1523/24, Pedro de Alvarado, um dos oficiais de Fernando Cortês, iniciou a conquista da região travando violentos combates com os índios que ofereciam feroz resistência, tanto que somente em 1697, em uma ilha do lago Petén, os últimos maias foram finalmente submetidos.
O ...
Continue a leitura...
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.
Continue a leitura...
Rita Rosa, camponesa,
Tendo no dedo um tumor,
Foi consultar com tristeza
Padre Jacinto Prior.
O Padre, com gravidade
De um verdadeiro doutor,
Diz: - A sua enfermidade
Tem um remédio: o calor...
Traga o dedo sempre quente...
Sempre com muito calor...
E há de ver que, finalmente,
Rebentará o tumor!
Passa um dia. Volta a Rita,
Bela e cheia de rubor.
E, na alegria que a agita,
Cai aos pés do confessor:
- Meu padre! Estou tão contente!
Que grande coisa o calor!
Pus o dedo em lugar quente...
E rebentou o tumor.
Continue a leitura...
Alimento é qualquer substância sólida ou líquida que fornece a energia de que o organismo dos animais necessita para realizar atividades como crescer, renovar suas células e reproduzir-se. Estes estão distribuídos em quatro grupos formados de conformidade com suas preferências alimentares. São eles os herbívoros, os carnívoros, os onívoros e os detritívoros.
Na natureza, alguns seres podem ocupar vários papéis em diferentes cadeias alimentares. Quando comemos uma maçã, por exemplo, ocupamos o papel de consumidores primários. Já ao comer um bife, somos consumidores secundários, pois o boi, que come o capim, é consumidor primário.
Muitos outros animais também têm alimentação variada. Um organismo pode se alimentar de diferentes seres vivos, além de servir de alimento para diversos outros. O resultado é que as cadeias alimentares se cruzam na natureza, formando o que é chamado de teia alimentar.
Entre os animais carnívoros incluem-se as rãs-touro africanas, animais cujos ...
Continue a leitura...
A palavra talião significa desforra igual à ofensa, ou retaliação, tanto que no Direito, como é designada a aplicação dos preceitos que regulam as relações sociais, conhece-se como talião o antigo sistema de penas pelo qual o autor de um delito devia sofrer castigo igual ao dano por ele causado, e que vigorou em muitas legislações antigas.
No texto bíblico do Êxodo a recomendação para essa forma de procedimento encontra-se expressa com as seguintes palavras: “Se homens brigarem e acontecer que venham a ferir uma mulher grávida, e esta der à luz sem nenhum dano, eles serão passíveis de uma indenização imposta pelo marido da mulher, e que pagarão diante dos juízes. Mas se houver dano, urge dar vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe (21, 22 a 25)”.
E logo adiante: “Se um homem, ferindo seu escravo ou sua escrava, atinge-lhe o olho e lho faz perder, deixa-lo-á ir livre em compensação ...
Continue a leitura...
A cidade deseja ser diferente, escapar às suas fatalidades. Enche-se de brilhos e cores; sinos que não tocam, balões que não sobem, anjos e santos que não se movem, estrelas que jamais estiveram no céu. As lojas querem ser diferentes, fugir à realidade do ano inteiro: enfeitam-se com fitas e flores, neve de algodão de vidro, fios de ouro e prata, cetins, luzes, todas as coisas que possam representar beleza e excelência. Tudo isso para celebrar um meninozinho envolto em pobres panos, deitado numas palhas, há cerca de dois mil anos, num abrigo de animais, em Belém.
Todos vamos comprar presentes para os amigos e parentes, grandes e pequenos, e gastaremos, nessa dedicação sublime, até o último centavo, o que hoje em dia quer dizer a última nota de cem cruzeiros, pois, na loucura do regozijo unânime, nem um prendedor de roupa na corda pode custar menos do que isso.
Grandes e pequenos, parentes e amigos, são todos de gosto bizarro e extremamente suscetíveis. Também eles conhecem todas as lojas e seus preços - e, nestes dias, a ...
Continue a leitura...
A cidade de Manga fica no norte de Minas Gerais, às margens do rio São Francisco, divisa com a Bahia, na micro-região de Januária. Fundada em 07 de julho de 1923, e distante de Belo Horizonte, capital estadual, cerca de 700km, aproximadamente, ela abrigava em 2006 uma população estimada em 24.000 pessoas, conforme dados do IBGE. Até meados do século 17 seu território era habitado por indígenas, mas com a chegada dos bandeirantes que desbravavam o interior brasileiro em busca das riquezas minerais que sustentariam o fausto da corte portuguesa, esses índios aos poucos foram sendo expulsos para outras terras.
Ribeirinha como é, Manga é rica em casos e histórias ligadas ao São Francisco, cujo nome lhe foi dado por Américo Vespúcio, que em maio de 1501 partira de Lisboa em viagem financiada pelo comerciante Fernão de Noronha, para mapear o litoral das terras portuguesas de acordo com o tratado de Tordesilhas, assinado sete anos antes. Em 4 de outubro, o navegador florentino avistou um rio que desembocava no mar, e maravilhado com a beleza natural que tinha à sua ...
Continue a leitura...
Foi Praxedes Cristiano
À capital federal.
Levou a mulher, o mano
E a filha. E, ao cabo de um ano,
Regressa ao torrão natal.
Regressa... Vão esperá-lo,
Com festas e rapapés,
Os amigos, à cavalo;
Queimam-se as bichas de estalo,
Foguetes e busca-pés.
Praxedes, guapo e pachola,
Vem transformado e feliz:
Traz polainas e cartola,
E guarda-chuva de mola,
E botinas de verniz.
E a mulher, gorda matrona,
É aquilo que se vê:
Vem que parece uma dona,
Vestido cor de azeitona,
Saído do Raunier...
Depois do almoço, se ajunta
Toda a ...
Continue a leitura...
O dia era de calor insuportável e por isso o leão procurava descansar à sombra reconfortante de uma árvore frondosa. Mas não conseguia fazê-lo em paz porque um mosquito não lhe dava sossego, atormentando-o com o zumbido de seu vôo e a ardência que suas picadas provocavam. Irritado com o incômodo que o pequeno inseto lhe causava, leão rugiu ameaçador:
- Some daqui, bicho insuportável! Vai-te para longe, miserável!...
O mosquito não gostou da forma encolerizada como fora tratado, e por isso revidou com atrevimento:
- Se estás pensando que tua condição de rei dos animais vai me amedrontar, estás redondamente enganado. Caso não saibas, outros animais de tamanho bem maior que o teu não conseguem me assustar, e já que é assim, prepara-te, porque a guerra entre nós dois vai começar agora.
E dizendo isso se atirou com raiva sobre o peito do leão, procurando depois sua barriga, em seguida o focinho, ...
Continue a leitura...
Chamava-se Albertina, mas era a própria Nega Fulô: pretinha, retorcida, encabulada. No primeiro dia me perguntou o que eu queria para o jantar:
- Qualquer coisa — respondi.
Lançou-me um olhar patético e desencorajado. Resolvi dar-lhe algumas instruções: mostrei-lhe as coisas na cozinha, dei-lhe dinheiro para as compras, pedi que tomasse nota de tudo que gastasse.
- Você sabe escrever?
- Sei sim senhor — balbuciou ela.
- Veja se tem um lápis aí na gaveta.
- Não tem não senhor.
- Como não tem? Pus um lápis aí agora mesmo!
Ela abaixou a cabeça, levou um dedo à boca, ficou pensando.
- O que é lapisai? - perguntou finalmente.
Resolvi que já era tarde para esperar que ela fizesse o jantar. Comeria fora naquela noite.
- Amanhã você começa - conclui. - Hoje não precisa fazer nada.
Então ela se trancou ...
Continue a leitura...
Entre 1832 e 1835, as matas situadas ao sul de Pernambuco e ao norte de Alagoas abrigaram o movimento rebelde que recebeu o nome de cabanada porque seus integrantes, os chamados “cabanos”, habitavam rústicas cabanas levantadas por eles à beira dos rios e riachos lá existentes. Capitaneados pelo mulato Vicente Ferreira de Paulo, cerca de mil homens - pequenos proprietários, índios, brancos pobres sem terras e sem trabalho, e negros fugidos chamados regionalmente de papa-méis - se agruparam no local denominado Panelas de Miranda, sem que, de início, tivessem em vista qualquer objetivo político, limitando-se apenas a viver do roubo e da pilhagem. Essa rebelião, que posteriormente acabou provocando a deposição do presidente da província de Alagoas, Bernardo de Sousa Franco, não deve ser confundida com a Cabanagem, um dos maiores movimentos populares da história do Brasil, ocorrido na região do atual estado do Pará.
Texto publicado no site www.biblioteca.ibge.gov.br, explica que “segundo fontes locais, foi nos fins do século 18 para o limiar do século 19, que o cidadão Manoel Santiago de Miranda, português residente em ...
Continue a leitura...
Nas hortas e jardins do Brasil, a espécie mais comum desse molusco terrestre é a Helix similaris, um inimigo terrível do agricultor porque se alimenta exclusivamente de vegetais, causando sérios estragos nas plantações. Como quase todas as plantas, venenosas ou não, lhes servem de refeição, pode provocar acidentes prejudiciais, sobretudo quando mancha com sua baba frutos como os morangos, por exemplo, que muitas vezes são comidos sem o prévio cuidado de serem lavados em água pura.
O caracol, que tem concha relativamente fina e quase sempre escura, embora em algumas variedades elas sejam mais claras e até de uma só cor, não deve ser confundido com o caramujo (de concha mais grossa e de ambiente aquático). Ele mede entre 28 e 35 milímetros e pesa em torno de 8 a 12 gramas. Suas estrias (sulcos, riscas, traços) de crescimento são pouco visíveis e as faixas espirais bem escuras e destacadas na variedade padrão. É à noite, principalmente, que ele sai à procura de alimento, e apesar de se locomover de arrasto, percorre uma longa extensão em pouco tempo. Por ...
Continue a leitura...
A demonologia, ou demonografia, é o estudo científico da crença na existência e na influência dos demônios ou dos maus espíritos. Ela se baseia na teoria de que há seres fora do corpo convencendo, dominando e causando obsessão aos seres que vivem dentro do corpo, e se origina no reconhecimento das más influências que atuam na consciência humana. Os relatos sobre esse assunto são numerosos, mas como quase todos eles consistem em histórias de incidentes atribuídos às atividades de supostos maus espíritos, as investigações feitas até agora não autorizam que a demonologia seja considerada como ciência, devendo antes ser vista como simples crença religiosa.
É o caso, por exemplo, do bode que os judeus expulsavam para o deserto na festa das expiações, depois de terem jogado sobre ele todas as maldições que desejavam evitar ao seu povo. A expiação constitui uma celebração judaica, o Iom Kipur, celebrada anualmente no sétimo dia do décimo mês, quando todos os judeus devem jejuar, abster-se do trabalho, reunir-se no templo e oferecer sacrifícios. A explicação histórica para esse procedimento é que após ...
Continue a leitura...