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O vale do São Francisco é rico em histórias sobre seres fantásticos que habitam suas águas. Uma delas fala sobre o caboclo d’água, ou nego d’água (na ilustração ao lado e abaixo, estátua no rio São Francisco, na colônia de pescadores do Angary, em Juazeiro-BA), um gigante que dizem morar numa gruta de ouro existente no lugar mais profundo do rio, e que se diverte prejudicando a vida dos pescadores, afugentando os peixes ou virando suas canoas. Conta a lenda que quando os ribeirinhos se sentem perseguidos por essa entidade fantástica, oferecem a ela um pedaço de fumo: o monstro fica contente com o presente recebido e os deixa em paz. Um outro recurso usado para afugentá-lo é pintar na parte submersa do casco da embarcação uma estrela branca, porque ela mantém o caboclo d’água à distância.  

 

Ninguém sabe dizer quando essa crendice começou, mas conta-se que o chefe de uma tribo de índios das margens do São Francisco resolveu mudar-se para a cidade dos brancos, e que no caminho para lá, quando descansava à noite, foi acordado por ...

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Conta-se, na floresta, a história da raposa esfomeada que andava sem rumo à procura do que comer. Ninguém sabe dizer se isso aconteceu porque a idade havia lhe tirado um pouco da agilidade corporal e esperteza no pensamento; ou se aquele período que ela vivia era mesmo de escassez de alimento em virtude dos bichos, por um motivo ou por outro, terem se afastado para outras áreas da mataria. O fato é que a raposa estava em jejum já fazia quase três dias, e a coitada, desesperada, prosseguia em sua caçada infrutífera.

 

Nisso ela chegou a um lugar de mato mais fechado, onde um tambor que ali fora esquecido fazia soar ruidosamente o seu tum, tum, tum, toda vez que o sopro do vento agitava os ramos das árvores copadas que o cercavam, levando-os a bater no instrumento. Ao ouvir o barulho a raposa se aproximou sorrateira, pé ante pé, e ao avistar aquela coisa estranha e barulhenta, pensou consigo mesma:

 

- Não sei o que é isso, ...

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0 corvo sentia muita sede e por isso, quando avistou um jarro esquecido no chão, voou até ele com a esperança de encontrá-lo cheio de água. Mas descobriu desanimado que o jarro continha tão pouca água dentro dele, que por mais que esticasse o pescoço o seu bico não conseguia alcançá-la. Por isso, já cansado das muitas tentativas fracassadas que fizera, ele então se pôs a pensar no que poderia fazer para resolver o problema.

 

E assim se passaram alguns minutos, até que o corvo levantou a cabeça, olhou à sua volta, pegou algumas pedras pequenas que encontrou ali por perto, e as foi colocando uma a uma dentro do jarro, continuando a fazer isso até que o nível da água na vasilha, que ia subindo na medida em que mais pedrinhas iam sendo jogadas lá dentro, chegou a um ponto em que ele conseguiu bebê-la sem qualquer esforço, saciando assim a sede que sentia.

 

Moral da história: A necessidade é a mãe das invenções.

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Viático é o sacramento da Eucaristia ministrado aos doentes em suas casas. Sobre esse procedimento católico, o folclorista e escritor Alexandre José de Melo Morais Filho, em seu livro Festas e Tradições Populares do Brasil,  escreve que:

 

“Antigamente, quando à cabeceira do enfermo o padre devia substituir o médico, e o derradeiro suspiro daquele que ia entrar na paz dos céus parecia querer exalar-se, a família reunida decidia sobre as ministrações místicas, para o que rápido expediente e singelos aprestos tornavam-se de estilo. De antemão, a pessoa mais velha, ou a mais considerada, predispunha o doente para receber o sacramento; e palavras confusas rolavam no ambiente de um quarto que em breve se empalideceria aos reflexos lívidos de círios ardente. (...) Na casa onde esperavam o viático, uma calma aparente sucedia às lágrimas ardentes; a família, rodeando o enfermo, o confortava; as crias, entristecidas, encolhiam-se, circulando os umbrais das portas; as pretas idosas, magras de vigília e de pesadumes, deitavam flores na banqueta, serviam em salvas de prata copos d’água, amparavam com a mão trêmula o galhinho de arruda de ...

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O dia era mormacento, abafado, razão pela qual o cão buscava um jeito de escapar daquela canícula que lhe tirava o ânimo, deixando-o sonolento e indisposto. Ele procurava um lugar onde pudesse deitar-se e dormir em paz, aguardando a chegada de ares mais suportáveis, e por isso dirigiu-se ao estábulo que avistou pouco adiante, entrou nele e imediatamente se sentiu no paraíso, pois o chão de terra úmida que encontrou no lugar dava ao ambiente coberto e fechado uma sensação de frescura que o fez suspirar de alívio e agradecimento à boa fada que o havia encaminhado para lá. Satisfeito com o acontecido, o cachorro se acomodou em um canto, sobre um monte de palha, e logo pegou no sono.     

 

Pouco tempo depois um boi foi levado para o mesmo local. Naquela manhã, este animal havia trabalhado com o seu dono desde que o sol nascera, e como estava esfomeado, tratou de comer o capim que alguém havia colocado no cocho antes de sua chegada. Mas o barulho dos movimentos que ele fazia acordou o cão, que insatisfeito ...

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Na mitologia grega existem dois personagens com o mesmo nome: Minos. O primeiro, rei de Creta, uma ilha longa e estreita, com 260 km de comprimento e largura variando entre 12 e 60 km, situada no sul do mar Egeu, teria sido filho de Zeus (Júpiter) e de Europa, marido de Pasifaé e construtor do famoso Labirinto de Creta, que depois de morto desceu ao mundo subterrâneo e lá se tornou um dos juizes dos mortos. O outro seria filho de Licaste e neto do primeiro.

 

A Minos se atribui o início da guerra contra os atenienses, como vingança pela morte do filho Androgeu. Ele só concedeu a paz sob condição de que em cada ano sete rapazes e sete moças fossem enviados ao Minotauro, uma criatura com cabeça e cauda de touro num corpo de homem, para sacrifício.

 

Minos (que supostamente viveu por volta do ano 1.500 a.C.) e seus irmãos Radamanto e Sarpédon, tinham sido criados por Asterion, rei de Creta, que ao morrer legou seu trono ...

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ÉSQUILO

08/12/2010 às 14:36:48

“Aqui jaz Ésquilo, sob o solo fértil de Gela, hóspede da terra ateniense, a qual amou acima de todas as coisas. A valentia deste filho de Euforion pode ser narrada pelo persa de longos cabelos, que fugiu de Maratona”. Este é o epitáfio de Ésquilo, escrito pelo próprio guerreiro pouco antes de sua morte, em 456 antes de Cristo. 

 

Filho de Euforion e de várias gerações de eupátridas (nobres proprietários de terras), ele lutou contra os persas, na Ásia Menor, para defender os interesses gregos ameaçados pelo império de Dario I. Participou da batalha de Maratona (490 a.C.) e, segundo se afirma, da batalha de Salamina, na qual os gregos conseguiram recuperar Mileto, até então sob o domínio da Pérsia. Depois das Guerras Medicas, fez uma proclamação: “Durante muito tempo, sobre o solo da Ásia, não mais se obedecerá às leis dos persas; não mais se pagará tributo sob a coação imperial; não mais se cairá de joelhos para receber ordens. O grande rei (Dario) não tem mais força” (na ilustração, busto de Ésquilo do Museus Capitolinos, Roma).

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A grande frustração de muita gente em Periquitinho Verde é a de que a cidade não fica à beira-mar. É claro que não estou me referindo aos graúdos, aos financeiramente bem arranjados na vida, ou politicamente agasalhados em alguma boca rica na administração pública municipal, estadual ou federal, porque aí já é covardia, não é mesmo? Falo, sim, da plebe ignara, dos cidadãos cujo cotidiano é o da briga de foice no escuro para pagar as contas no dia do vencimento, porque o mês desse povo tem duração sempre maior que a do salário recebido.

 

Daí o desânimo que toma conta de quase todo esse pessoal quando chega o verão, época em que a vontade de ir à praia contamina os moradores da cidade como se fosse uma epidemia. Porque se a orla marítima estivesse logo ali, alguns quarteirões adiante, ou até mesmo um pouquinho mais longe, não importa, desde que os ônibus bairro a bairro quebrassem o galho dos interessados, então não haveria necessidade de se gastar tanto dinheiro com o bronzeado mixuruca da família, ninguém há de negar, mas ainda assim suficientemente moreno para que ...

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- Advocacia é uma maneira legal de burlar a Justiça, A.

- Alguns juízes são absolutamente incorruptíveis. Ninguém consegue induzi-los a fazer justiça.

- Antes de ser criada a Justiça, todo mundo era injusto.

- De que adianta pedir justiça, se o ignorante apóia o rico e o rico tem mais poder que ela?

- Escândalo sexual no judiciário. Fórum recebe nova vara.

- Juízes são uns privilegiados: ninguém julga os seus julgamentos, Os.

- Justiça anda tão devagar, que quando o sujeito é julgado por um crime já cometeu mais quatro, A.

- Justiça brasileira é muito eficiente em dois momentos: na hora de condenar os pobres e quando absolve os ricos, A.

- Justiça diz que todos devem pagar pelos seus crimes. Alguns fazem isso com cheque, A.

- Justiça é como batata frita: quando você menos percebe, ela acaba, A.

- Justiça seja feita: nem todo ladrão é político.

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CAMISINHA PARA TODOS
José João dos Santos (Mestre Azulão)

 

http://fernandod.com.br/images/textos/CAMISINHA PARA TODOS.jpgAIDS é uma moléstia / De temeridade imensa / Você vê televisão? / Ouve rádio, lê imprensa? / Não fique aí de joelhos / Tome logo meus conselhos / Para evitar a doença  / AIDS não pega no beijo / Nem num aperto de mão / É transmitida no sangue / Através da transfusão / Ou na extração de dente / Se usar de um doente / A agulha da injeção

 

Criança também tem AIDS / Transmitida pelos pai / Vítimas duma transfusão / Ou farras e bacanais / Mata, avião, trem e carro / Apesar que o cigarro / Está matando muito mais / Você tem uma mulher / Formosa igualmente Lua / Porém não se satisfaz / Ainda quer mulher da rua / Ou transa com a vizinha / Use uma camisinha / Pra não transmitir pra sua

 

Amantes e ...

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FEBO (Apolo)

25/07/2010 às 21:43:43

Juntamente com Ares (Marte), Hermes (Mercúrio) e Dionísio (Baco), o deus Febo (Apolo, para os romanos) pertence ao grupo das divindades imberbes, porque sempre jovens. Segundo a mitologia grega, sua mãe, a deusa Latona (Leto), filha do Titã Coeus, ficou grávida de Zeus (Júpiter), despertando ciúmes em Hera (Juno), que por isso mandou a serpente Piton contra ela e obteve da Terra a promessa de que não lhe daria abrigo. Mas Posseidon (Netuno) decidiu ajudá-la, e para isso fez surgir uma ilha ao sul do mar Egeu (Delos), onde Latona, transformada em codorniz, deu à luz Febo (Apolo) e sua irmã gêmea Ártemis (Diana).

 

Febo, ou Apolo, foi, depois de Zeus (Júpiter) a figura mais importante da mitologia. Tendo ajudado seu pai na guerra contra os Titãs e contra os gigantes Aloídes, mas não se conformando com o fato deste ter fulminado com um raio o seu filho predileto, Asclépio, matou os Ciclopes que haviam forjado aquele raio. Febo era o deus do Sol, da Luz (daí a razão do seu nome), da Poesia, da Música, da Profecia, ...

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O peixe é um animal vertebrado que vive na água, respirando por guelras. Este seu sistema respiratório diferencia-se grandemente da respiração pulmonar porque enquanto nos animais com pulmão o ar absorvido por eles segue até esses órgãos, encontrando-se com o sangue e ali ocasionando a necessária troca do oxigênio pelo gás carbônico que vai ser expelido, nos animais com guelras, ao contrário, o sangue é que vai até elas, onde se encontra com o oxigênio para a mesma troca.

 

Essas guelras são formadas por lâminas membranosas dispostas em séries paralelas - como os dentes de um pente - e localizadas perto da cabeça do animal, em comunicação com a parte dianteira do seu aparelho digestivo. Quando a água é engolida pelo animal, ela entra em sua boca, passa pelas guelras, oxigena o sangue devido ao ar que nela está dissolvido, sendo em seguida expelida pelos opérculos, conjunto de peças ósseas que protege as brânquias ou guelras dos peixes.

 

O sangue dos peixes aflui de todo o corpo para o coração, de ...

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Girau do Ponciano é um município com área de 500,618km2, localizado na região central do estado de Alagoas e distante 159 quilômetros da capital, Maceió. Situada na microrregião de Arapiraca, no agreste alagoano, tem Campo Grande, Craíbas, Feira Grande, Jaramataia, Lagoa da Canoa e Traipu como municípios vizinhos, e contava em 2010, conforme Censo realizado no mesmo ano, com 30.042 habitantes, sendo 18.165 homens e 18.435 mulheres.


Segundo o IBGE, o povoamento do lugar se deve a um caçador de origem ignorada, de nome Ponciano, que acompanhado de dois companheiros ali instalou um girau (estrado de varas apoiadas em forquilhas fincadas no solo) para guardar o que caçava. Daí a razão do topônimo. Outras fontes sustentam, porém, que anos depois, em data desconhecida, uma mulher de nome Cidade Rodrigues e seus filhos, Manoel e Antônio, chegaram ao mesmo lugar e lá implantaram nova propriedade. Por isso são considerados como sendo os responsáveis pela fundação do núcleo populacional original.

 

A partir daí o lugar desenvolveu-se rapidamente, impulsionado pela movimentação de pessoas e fertilidade das terras, ...

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1686 - GUERRA DOS BÁRBAROS, A

Guerra do Açú

 

http://fernandod.com.br/images/textos/GUERRA DOS BARBAROS 1.jpgBandeirantes foram os sertanistas do Brasil Colonial que a partir do início do século 16 penetraram nos sertões brasileiros em busca de riquezas minerais, de indígenas para escravização, ou do extermínio de quilombos.

 

Entre 1671 e 1674, alguns deles passaram a cruzar o sertão nordestino com esses objetivos. Na época, os colonizadores portugueses já haviam implantado a cultura açucareira na região litorânea, e por isso criadores de gado voltaram sua atenção para o interior. Sua chegada revoltou os indígenas e deu início a uma guerra prolongada. As tribos lutavam quase sempre sozinhas, o que agradava os portugueses porque  manutenção do conflito por período maior de tempo faria com que os naturais da terra fossem sendo exterminados aos poucos.

 

Em 1685 os índios janduís, do grupo lingüístico dos cariris, viviam na região do Seridó, ...

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Os ventos, deslocamentos do ar atmosférico, surgem com o movimento de algumas partes da atmosfera, ocasionadas pelas diferenças da pressão atmosférica decorrentes de alterações da temperatura. Essas diferenças exercem uma função muito importante no movimento das massas de ar e dos ventos, pois os deslocamentos do ar ocorrem de uma área de alta pressão (baixa temperatura) para uma área de baixa pressão (alta temperatura). O ar aquecido das zonas de baixas latitudes próximas ao equador se expande, torna-se leve e sobe (ascende), criando uma área de baixa pressão. O ar mais frio e denso das áreas de médias e altas latitudes, desce, fazendo surgir uma área de alta pressão. Uma vez que há tendência das massas de ar igualar essas pressões, estabelece-se, assim, uma dinâmica atmosférica, ou seja, uma circulação geral de ar quente entre os trópicos e os pólos passando pelas zonas de médias latitudes.

 

O vento deve, então, ser considerado como o ar em movimento, porque resulta do deslocamento de massas de ar derivado dos efeitos das diferenças de pressão atmosférica entre duas regiões distintas, sendo, porém, ...

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