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O cidadão japonês que responde pela alcunha de Michutopoco Inudoeu chegou ao Brasil na metade do século XX, lá pelos idos de 1950. Veio numa leva de conterrâneos para explorar as possibilidades que o País oferecia àqueles estrangeiros que tinham um neurônio a mais que os daqui. E Michutopoco tinha esse neurônio a mais. No meio de toda aquela gente que desembarcou no porto de Santos, lá estava a bela e sonhadora Toquijunto Diti, acompanhada de seus pais e alguns irmãos. Michutopoco e Toquijunto se conheceram na viagem, e foi amor à primeira vista. Por causa disso, enquanto o navio rasgava as ondas do mar ora bravio ora calmo ele tratou de se aproximar do futuro sogro. Foi um sucesso. Houve até ciúmes por parte da eleita, pois eis que sua irmã mais nova arvorou suas asas para cima do futuro cunhado. Mas este, com os olhos vidrados na escolhida, deu de ombros e seguiu firme no seu objetivo.

 

Após o desembarque, alguns anos se passaram, a língua portuguesa praticamente dominada, e eis que o casal de apaixonados se tornou ...

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Os senhores todos conhecem a pergunta famosa universalmente repetida: "Que livro escolheria para levar consigo, se tivesse de partir para uma ilha deserta...?"

 

Vêm os que acreditam em exemplos célebres e dizem naturalmente: "Uma história de Napoleão." Mas uma ilha deserta nem sempre é um exílio... Pode ser um passatempo...

 

Os que nunca tiveram tempo para fazer leituras grandes, pensam em obras de muitos volumes. É certo que numa ilha deserta é preciso encher o tempo... E lembram-se das Vidas de Plutarco, dos Ensaios de Montaigne, ou, se são mais cientistas que filósofos, da obra completa de Pasteur. Se são uma boa mescla de vida e sonho, pensam em toda a produção de Goethe, de Dostoievski, de Ibsen. Ou na Bíblia. Ou nas Mil e uma noites.

 

Pois eu creio que todos esses livros, embora esplêndidos, acabariam fatigando; e, se Deus me concedesse a mercê de morar numa ilha deserta (deserta, mas com relativo conforto, está claro - poltronas, chá, luz elétrica, ar condicionado) o que levava comigo era ...

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Durante as três primeiras décadas do século 19 a província da Bahia foi palco de várias rebeliões de escravos. Uma delas ocorreu quando negros muçulmanos pertencentes às tribos dos haussás e nagôs, e denominados “malês” porque liam e escreviam no idioma árabe, se insurgiram contra a escravidão e a imposição da religião católica. Na época, metade da população residente na cidade de Salvador era composta por negros de culturas e procedências africanas diferentes, com a maioria deles formada pelos chamados "negros de ganho", aqueles que realizavam tarefas por dinheiro e por isso tinham mais liberdade que os negros das fazendas. Eles exerciam pequenos ofícios rentáveis, como o de alfaiates, carpinteiros, vendedores ambulantes e acendedores de lampião; podiam circular com certa facilidade pelas ruas; e alguns, economizando parte dos ganhos que recebiam, conseguiam comprar a própria alforria. No entanto, mesmo libertos, os negros continuavam sendo tratados com desprezo pelos brancos, e não tinham qualquer possibilidade de ascensão social.

 

Esta situação levou-os a se revoltarem contra os dominadores e seus subordinados mulatos, promovendo em janeiro de 1835 a mais importante dessas ...

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151 a 200

10/01/2011 às 20:15:40

151 – Alguns meses têm 31 dias, outros 30. Quantos têm 28?

 

152 – Como é que se faz uma pilha de rádio?

 

153 – Como fazer para um elefante ficar elegante?

 

154 – Como se chama o mosquito que pica a gente?

 

155 – De que é que se pode encher um barril para que ele foque mais leve?

 

156 – Diga logo, sem pensar, quantos peixes há no mar?

 

157 – Na prova de matemática, o que a calculadora disse para o aluno?

 

158 – Por que a batata e o pão não se entendem?

 

159 – Por que a batata tem inveja da cebola?

 

160 – ...

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MAL-ENTENDIDO

02/08/2010 às 10:32:41

O que é um mal-entendido? É tudo aquilo que se entende mal, que é interpretado indevidamente ou serve para formar opinião errada sobre as coisas. Os mal-entendidos são provocados por gestos, expressões, palavras e ações compreendidas de forma equivocada por quem as vê ou escuta, criando, algumas vezes, situações desagradáveis e constrangedoras para as pessoas.

 

Foi o que aconteceu há pouco tempo com Alexandra Zoroastro, espevitada colunista social de Periquitinho Verde, que jantava com o marido e um casal de amigos no Panela’s, o restaurante chique da cidade. A novidade da casa era a peixada de pirarucu com um molho denominado manauense porque a receita fora fornecida por uma índia que morava em Manaus. Pelo menos era isso o que o que aparecia impresso no cardápio.

 

O problema surgiu quando o garçom preparou-se para servir os fregueses. Alexandra foi a primeira, e assim, quando o funcionário da casa postou-se a seu lado para atendê-la, a colunista social mais famosa da cidade ergueu a sobrancelha esquerda, endereçou ao rapaz um daqueles olhares de banda cuja finalidade é a de ...

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Os homens das cavernas dançavam ao som de flautas. É o que sugere um artigo publicado em junho de 2009 na revista científica Nature que descreve o mais antigo instrumento musical fabricado pelo homem de que se tem notícia: uma flauta com cerca de 35 mil anos, retirada de uma caverna em Hohle Fels, no sul da Alemanha. A descoberta indica que os primeiros europeus modernos já tinham uma tradição musical estabelecida.

 

O responsável pelas escavações, arqueólogo Nicholas Conard, da Universidade de Tübingen, também na Alemanha; declarou que o instrumento musical foi montado a partir de 12 fragmentos de osso de abutre que estavam espalhados pelo interior da referida caverna. Juntas, as peças dão forma a um instrumento de quase 22 centímetros e com cinco furos. Ela é mais completa e parece ser mais velha do que os fragmentos de osso e marfim de outras sete flautas desenterradas também no sul da Alemanha e documentadas.

 

A flauta sugere que há cerca de 35 mil anos os seres humanos haviam estabelecido ...

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TATURANAS

12/03/2010 às 20:50:25

As taturanas são insetos ainda na fase larval, pertencentes à ordem dos Lepidópteros (borboletas e mariposas). Muitas famílias formam esta ordem e poucas causam problemas ao homem, mas nos últimos dez anos foram registrados vários casos de acidentes provocados por elas, inclusive com óbitos atribuídos a lagarta Lonomia obliqua (ilustração), também chamada taturana assassina, cujos espinhos venenosos contêm uma toxina que causa hemorragias internas e externas, com possíveis complicações fatais.

 

Todos os lepidópteros têm o mesmo tipo de desenvolvimento, variando apenas os períodos, conforme a espécie. Devido à sua importância, usaremos como exemplo a já citada Lonomia obliqua. O ciclo biológico desta taturana - mais conhecida no sul do Brasil pelos nomes de Ruga, Oruga, ou Lagarta-taturana - tem início no acasalamento de mariposas desse grupo, que vivem em média 15 dias e não se alimentam, pois seu aparelho bucal é atrofiado. Após a cópula, a fêmea faz a postura nas folhas e galhos de árvores frutíferas comestíveis, como abacateiro, ameixeira, pessegueiro, comuns em pomares, ou mesmo em árvores nativas dentro das matas. Após 25 dias em média, as ...

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MULA DO PADRE, A

Ascenso Pereira

 

 Um dia no engenho, / já tarde da noite / que estava tão preta / como carvão... / A gente falava de assombração:

 

- O avô de Zé Pinga-Fogo / amanheceu morto na mata, / com o peito varado / pela canela do Pé-de-Espeto!

 

- O cachorro de Brabo Manso / levou, sexta-feira passada, / uma surra das caiporas!

 

- A Mula de Padre quis beber o sangue / da mulher de Chico Lolão...

 

Na noite preta como carvão / a gente falava de assombração! / Lá em baixo a almanjarra, / a rara almanjarra, / gemia e rangia, / que o Engenho Alegria / é bom moedor...

 

Eh, Andorinha! / Eh, Moça-Branca! Eh, Beija-Flor. . .

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PEIXE-MORCEGO

12/07/2010 às 08:29:27

O peixe-morcego é comum na costa brasileira. De coloração arenosa ou pardacenta, com manchas escuras por toda a parte superior do corpo, mede aproximadamente entre 10 e 15cm, podendo chegar a 35. São geralmente encontrados em águas quentes e rasas de todo o Atlântico americano, embora também possam descer a profundidades maiores, preferindo viver junto às pedras porquê estas lhes oferecem camuflagem perfeita.

 

O Jornal do Commércio, editado na cidade de Recife, Pernambuco, noticiou em 30 de janeiro de 1999 que um peixe com, pernas, asas e chifre ”fora capturado na Praia do Suape, no litoral sul daquela cidade, pelo pescador Flávio Correia de Lacerda, de 20 anos”, que na manhã de 25 do mesmo mês, uma segunda-feira, o havia fisgado com linha e anzol perto dos arrecifes lá existentes. Segundo a publicação, o jovem teria declarado a respeito do animal tirado por ele do mar, que “nunca tinha visto nada igual”.

 

Pesquisando a respeito o jornal procurou a ictiologista Dinalva Guedes, do Departamento de Pesca da Universidade Federal Rural de ...

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NÃO DAR PÉ

06/03/2012 às 19:18:14

NÃO DAR PÉ

 

O sentido da expressão “não dar pé” está ligado à capacidade das pessoas conseguirem nadar, uma arte ou técnica que sendo dominada por qualquer um permite ao mesmo boiar na água e avançar em qualquer direção graças ao movimento dos seus braços, pernas e do próprio corpo.

 

Por isso a informação de dar ou não dar pé é fundamental, já que no primeiro caso, quem quer que esteja dentro do mar, rio, lagoa ou mesmo em alguma piscina, tem condição de manter seus pés apoiados naturalmente no chão e a cabeça fora da água, sem se afogar. Ao contrário do que acontece quando os que não sabem nadar, ou o fazem precariamente, cometem a tolice de mergulhar por qualquer motivo em local que não pé, porque nessa situação eles estarão sujeitos ao risco da morte por afogamento,  caso alguém não os socorra prontamente. .

 

Afogamento é a morte por asfixia, ou seja, ...

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O bairro da Casa Forte é hoje um dos mais tradicionais de Recife. No passado, século 16, sua área era ocupada por um engenho de açúcar pertencente a Diogo Gonçalves, que o construiu em terras situadas à esquerda do rio Capibaribe, doadas a ele por Duarte Coelho, primeiro donatário da capitania hereditária de Pernambuco e fundador de Olinda. Nesse terreno, as casas e a senzala, bem como a capela de Nossa Senhora das Necessidades e a sede da propriedade, foram erguidas numa campina onde hoje se situa a praça da Casa Forte (ilustração), um dos locais mais aprazíveis da capital pernambucana.

 

Depois de Diogo Gonçalves, que batizara seu engenho com o nome de Isabel Gonçalves, a propriedade passou pelas mãos de vários donos, razão pela qual também ganhou outras denominações, entre elas a de Dona Anna Paes. Foi nesse lugar que em 17 de agosto de 1645 as tropas holandesas, derrotadas dias antes (em 03 de agosto) na batalha do Monte das Tabocas, sofreram novo revés diante das forças pernambucanas lideradas por João Fernandes Vieira, André ...

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Conta a tradição que na época em que Cristo foi crucificado, os soldados romanos tinham como hábito quebrar os pés dos condenados para retirá-los da cruz com mais facilidade, mas quando foram em busca de Jesus e O encontraram com os pés já soltos, um deles não ficou satisfeito e perfurou com a lança o corpo à sua frente. Nesse momento teria saído água da ferida, e esta respingou nos olhos do centurião de má índole, curando-o na mesma hora de uma séria doença que ele tinha nas vistas.

 

Com isso o soldado reconheceu Cristo como o filho de Deus, converteu-se sem qualquer hesitação, e seu passo seguinte foi abandonar imediatamente o exército e a casa onde morava, tornar-se monge e passar a percorrer a região da Capadócia, na atual Turquia, em trabalho de catequese. Na Bíblia, Mateus (27:54), Marcos (15:39) e Lucas (23:47) se referem ao centurião que reconheceu o filho de Deus, e João (19:33/34), relatando a mesma passagem, dizem: “Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe ...

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1838 - QUILOMBO DE MANUEL CONGO

 Rio de Janeiro

 

Em 1838, a região dos atuais municípios sul-fluminenses de Vassouras, Mendes, Paty do Alferes, Miguel Pereira e parte de Paracambi produzia 70% do café exportado pelo Brasil. Essa atividade exigia grande necessidade de mão-de-obra escrava, que era comprada em outros estados ou importada da África. Os preferidos eram os homens jovens, pois a maior parte do trabalho consistia em derrubar matas, plantar e capinar, o que requeria grande vigor físico.

 

Manuel Congo era um deles. Pertencia ao capitão-mor Manuel Francisco Xavier, dono de centenas de escravos (449, conforme inventário feito após sua morte, em 1840) e das fazendas Freguesia, Maravilha, além do sítio Cachoeira, em Paty do Alferes.

 

Em 5 de novembro o capataz da primeira matou a tiros um escravo que saíra da propriedade sem autorização. Revoltados, seus companheiros tentaram linchar o assassino, mas foram impedidos. E como nenhuma punição foi ...

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JORNAIS DE MULHERES – Século 19

 

http://fernandod.com.br/images/textos/JORNAIS DAS MULHERES 11.jpgOficialmente, o primeiro jornal impresso no Brasil foi “A Gazeta do Rio de Janeiro”, fundado em 10/09/1808. Circulando duas vezes por semana, era uma publicação oficial da Coroa portuguesa, então refugiada no país. Pouco antes dele, Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça editara em Londres, em 1º de junho de 1808, o primeiro número do Correio Brasiliense, ou Armazém Literário, considerado o primeiro jornal brasileiro.

 

Depois surgiram muitos outros jornais e revistas, todos de vida curta e costumeiramente feitos por homens porque naquela época as mulheres não exerciam essa atividade. Comportamento tão impróprio e incorreto que elas próprias, ao longo do tempo, se encarregaram de modificá-lo

 

Segundo a jornalista Dulcília Buitoni em “Mulher de Papel: a representação da mulher na imprensa feminina brasileira”, sua tese de doutorado pela FFLCH/USP (1980), “A primeira revista feminina brasileira teve um nome comprido e ...

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Certa noite, um lobo andava pela floresta em busca de comida. E já estava empenhado nessa tarefa havia um bom tempo, sem qualquer resultado prático, quando sentiu no ar o cheiro de carneiros. “Até que enfim!”, foi o pensamento que lhe veio à cabeça de imediato, e então, imaginando o que de bom poderia encontrar mais adiante para aplacar a fome que sentia, ele caminhou rapidamente na direção que o seu faro indicava.   

 

Logo à frente às árvores davam lugar a uma grande área coberta de relva, e era nesse pedaço de chão que os carneiros descansavam protegidos por um cão. O lobo não se preocupou com isso. O que fez foi sair andando passo a passo, o mais devagar que podia, procurando se aproximar do ponto que ficava mais distante do vigia, onde algumas das possíveis presas dormiam sossegadas.

 

E já estava quase lá quando uma de suas patas traseiras descuidou-se um momento e pisou em um pedaço de tábua já meio apodrecido. Esta rangeu sob o peso ...

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