As libélulas são caçadoras tão vorazes que conseguem comer em meia-hora uma quantidade de insetos equivalente ao seu próprio peso. Verdadeiras especialistas na arte de voar, elas são capazes de agarrar suas presas em pleno ar graças aos seus dois pares de asas que funcionam separadamente. Assim, quando precisam voar devagar, o primeiro par bate um pouco antes do segundo; mas quando querem voar rapidamente, ou simplesmente planar, os dois pares batem em uníssono.
Segundo informativo do Instituto Ecológico Aqualung, “graças ao fantástico aparelhamento biológico que possui, uma libélula consegue planar, o que é impossível para a maioria dos insetos alados. Enquanto uma abelha vibra suas asas 4 vezes por segundo e muitos mosquitos imprimem até 8 batidas, a libélula bate suas asas 50 vezes por segundo. De acordo com as espécies, o tempo de vôo pode variar de dias, como ocorre com as espécies migratórias que possuem asas mais largas e conseguem planar nas correntes aéreas, a alguns minutos por dia. Em média, elas se mantêm voando por 5 a 6 horas diariamente. O absoluto controle de vôo ...
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A fobia é o medo mórbido, o temor doentio e persistente, a aversão a alguma coisa, representando um sintoma muito freqüente da neurose obsessiva e dos estados ansiosos, em geral. Existe um grande número de fobias, que são designadas com radicais gregos, ou seja, com parte das suas palavras de origem. Como nos exemplos abaixo, onde, por ordem alfabética, estão listados os medos de alguma coisa:
- abelhas: apifobia.
- água: hidrofobia.
- alegria: querofobia.
- alturas: acrofobia.
- animais: zoofobia.
- ar e correntes de ar: aerofobia.
- barulho: fonofobia.
- bebida: dipsofobia.
- cadáveres: necrofobia.
- cães: cinofobia.
- câncer: carcinomatofobia.
- casamento: gamofobia.
- chuva: ombrofobia.
- cobras: ofidiofobia.
- crianças: ...
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Superstição é crendice, preconceito, fanatismo, um desvio do sentimento religioso que leva a criar falsas obrigações, a temer coisas sem importância, a inspirar ou depositar confiança em coisas vãs e desprovidas de sentido. O termo é muitas vezes empregado num sentido vago e difícil de ser definido, porque como o misticismo que envolve tal conceito torna impreciso o limite entre o verdadeiro e o falso, muita gente disso se aproveitou para estabelecer normas de procedimento inventando supostos castigos e infelicidades a que estariam sujeitos os infratores dessas regras. Como no caso dos espelhos, na Idade Média, que por serem muito caros levaram os nobres que os possuíam a advertirem seus serviçais sobre o extremo cuidado com que a limpeza dos mesmos deveria ser feita, pois quem tivesse a infelicidade de quebrar um deles estaria fadado a viver sete anos de mau agouro.
A escritora Paula Simon Ribeiro esclarece em Folclore: similaridades nos países do Mercosul, que “As origens das crendices e superstições são tão antigas quanto a própria humanidade. No Brasil, chegaram com os portugueses, mesclaram-se às crenças dos ...
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Mimetismo é a qualidade ou propriedade que alguns animais têm de tomar a cor ou a configuração dos objetos do meio em que vivem (ou de qualquer ser pertencente a esse meio), e se constitui em um procedimento vantajoso para a espécie que a possui porque a torna menos suscetível ao ataque de inimigos. Existem diversas teorias sobre o mimetismo, sendo freqüente a explicação de que essa defesa natural se tenha fixado em determinadas espécies graças à seleção natural. A camuflagem empregada com tanta freqüência nas guerras modernas parece ser uma imitação direta do mimetismo animal.
O recurso de evitar predadores fingindo ser uma coisa perigosa é conhecido como mimetismo de Bates, um padrão de comportamento descoberto por Henry Bates (1825-1892), entomólogo e naturalista inglês que durante os onze anos em que se dedicou a pesquisas no Brasil enviou para o seu país cerca de 14.712 exemplares diferentes de insetos, sendo 8.000 deles de espécies até então desconhecidas. A primeira vez em que este pesquisador se deu conta de que alguns animais agiam dessa forma aconteceu quando ...
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Não é à toa que o futebol é chamado de esporte das multidões. Porque só ele, e mais nenhum outro, consegue levar aos estádios milhares e milhares de torcedores entusiasmados, muitos frenéticos e alguns alucinados, todos eles, sem exceção, felizes e sorridentes com a quase certeza de que o seu time de coração vai derrotar o adversário. No fundo, no fundo, essa legião de abnegados também alimenta o desejo de que a vitória tida como certa seja inesquecível, acachapante, marcada por uma enxurrada de gols que até poderão não ser tantos, vá lá, mas sempre em quantidade suficiente para humilhar o rival e fazê-lo perder o rumo de casa.
Isso acontece em todos os lugares do mundo, por mais adiantados ou atrasados que sejam, e daí, portanto, se poder dizer que não há cidade que não tenha a sua torcida organizada dos clubes tal e tal, ou o fã-clube dos jogadores fulano e beltrano. Em Periquitinho Verde as coisas não são diferentes, embora a paixão dominante dos seus moradores esteja repartida entre o Meteopé e o Cevaitê, as duas agremiações locais de enriquecido passado e empobrecido presente, ...
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Fé foi
uma deusa romana muito antiga, cuja festa era celebrada no dia 1º de outubro. Fiadora da veracidade e da lealdade tanto nas relações da vida pública como da privada, seu culto deu origem à locução "bona fide", que traduzia o procedimento leal, correto, de "boa fé". Seu templo localizava-se pouco acima do Capitólio romano, perto do templo de Júpiter, e seu prestígio devia ser bem elevado, pois na época imperial a figura da deusa foi representada com certa freqüência nas moedas que circulavam entre os romanos.
Como se observa, a expressão "boa fé" vem de longa data, tanto que o romano Marco Túlio Cícero (106 - 43a.C), que foi um excelente orador e escritor, fez menção a ela em pronunciamento onde defendia a necessidade de que os donos do poder agissem com correção e honestidade. Sobre Cícero, sua produção literária é a maior que se possui entre todos os escritores latinos, sendo precedida em qualidade apenas pelos poemas de Virgílio. Ele abordava temas diversos, desde orações, ensaios filosóficos e coleções de cartas, ...
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O Auto da Barca do Purgatório é uma complexa alegoria dramática de Gil Vicente, um gênio da literatura portuguesa que viveu provavelmente entre os anos de 1465 e 1537. A peça, apresentada em 1518, corresponde à segunda parte da chamada trilogia das Barcas (a primeira e a terceira são, respectivamente, o Auto da Barca do Inferno e o Auto da Barca da Glória), e se desenvolve em um porto imaginário onde os personagens ficam na praia, expiando pequenas faltas até merecerem a glória. Um deles é o lavrador que se apresenta de arado nas costas, e cujas fadigas e sacrifícios evitam a sua condenação. A certa altura ele diz:
“Nós somos vida das gentes / e morte de nossas vidas; / a tiranos - pacientes, / que a unhas e dentes / nos tem as almas roídas!”.
Essa é uma das muitas menções feitas no passado sobre o uso das armas naturais dos humanos, que são as unhas e os dentes, na luta em favor ou contra alguma ...
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Um leão apaixonou-se pela filha de um lenhador e resolveu pedi-la em casamento. O pai da moça ficou muito contrariado com a proposta a ele apresentada, mas como também receava aquela fera que deixava todo mundo apavorado, ficou sem saber o que fazer para resolver o problema. Até que teve uma idéia: ele disse que consentiria em ter o rei dos animais como futuro genro, mas para isso o pretendente deveria permitir que lhe arrancassem as unhas e dentes, pois sua menina tinha muito medo de ser ferida por ambos.
Contente com o que o pai da moça lhe dissera, o leão tratou de fazer o que ele desejava, mas quando retornou para renovar o pedido de casamento, o lenhador, que não mais o temia porque estava desdentado e sem garras, pegou um pedaço de pau e o enxotou de casa para a floresta.
Moral da história: Para que possamos resolver um problema devemos primeiramente reconhecê-lo, e depois enfrentá-lo de forma conveniente.
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Juscelino Kubitschek de Oliveira nasceu em Diamantina, Minas Gerais, no dia 12/09/1902. Diplomado em 1927 pela Faculdade de Medicina de Belo Horizonte, atuou como médico do Hospital Militar da Força Pública de Minas Gerais, integrando, nessa condição, as tropas que combateram os revoltosos de 1932. Chefe do Gabinete Civil de Minas Gerais em 1933/1934, elegeu-se deputado federal no ano seguinte, ocupando esse posto até 1937, quando o golpe de estado de Getúlio Vargas determinou o fechamento do congresso.
Prefeito de Belo Horizonte no qüinqüênio 1940/1945, participou nesse último ano da criação do Partido Social Democrático (PSD) em Minas Gerais, sendo escolhido seu primeiro-secretário. Deputado Constituinte em 1945 pelo PSD mineiro; Deputado federal de 1946 a 1950; e governador de Minas Gerais de 1951 a 1955, Juscelino concorreu à presidência da República tendo João Goulart como vice. Sua eleição provocou grave crise política, mas apesar disso ele tomou posse em 31 de janeiro de 1956, época em que a população do Brasil chegava a 60 milhões de habitantes.
Sua gestão foi marcada ...
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A Anacleta ia caminho da igreja, muito atrapalhada, pensando no modo porque havia de dizer ao confessor os seus pecados... Teria a coragem de tudo? E a pobre Anacleta tremia só com a idéia de contar a menor daquelas coisas ao severo padre Roxo, um padre terrível cujo olhar de coruja punha um frio na alma da gente. E a desventurada ia quase chorando de desespero, quando, já perto da igreja, encontrou a comadre Rita.
Abraços, beijos... E lá ficam as duas, no meio da praça, ao sol, conversando.
- Venho da igreja, comadre Anacleta, venho da igreja... Lá me confessei com o padre Roxo, que é um santo homem.
- Ai, comadre! - gemeu a Anacleta, - também para lá vou, e se soubesse com que medo. Nem sei se terei a ousadia de lhe dizer os meus pecados. Aquele padre é tão rigoroso...
- Histórias, comadre, histórias! - exclamou a Rita. Vá com confiança e verá que o ...
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A raposa fugia pela floresta em desabalada carreira, tendo em seu encalço alguns caçadores com uma numerosa matilha de cães. Chegando a uma clareira, ela pediu abrigo ao lenhador que lá se encontrava, e este, concordando com o pedido de socorro, aconselhou a fugitiva a entrar e se esconder em sua cabana. Quando os caçadores chegaram com os cachorros e lhe perguntaram se por acaso havia visto a raposa, o homem respondeu que não, mas disfarçadamente a sua mão direita mostrava onde ela havia se abrigado.
Porém, os caçadores não entenderam os seus sinais e foram embora, e a raposa, ao verificar que eles já se encontravam a uma distância segura, saiu da casa e se dirigiu apressada para o lado oposto, sem dizer uma única palavra. Por isso o lenhador a repreendeu:
- Apesar de eu tê-la salvo dos cães, você vai embora sem agradecer o bem que eu lhe fiz?
E a raposa respondeu:
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Em artigo publicado no jornal O Rebate, em Outubro de 2006, o escritor Ricardo Brandes, autor do livro Histórias de Oktober - Bem-vindos a Blumenau, esclarece que esta festa popular começou na Alemanha há 200 anos, em outubro de 1810, quando Luís I, mais tarde rei da Baviera, casou-se com a princesa Tereza de Saxe-Hildburghausen, da Saxônia.
Em comemoração a tal acontecimento ele organizou uma festa popular que aconteceu em um parque afastado do centro de Munique, depois batizado com o nome de Thereseienwieae, em homenagem à noiva, para a qual foram convidados todos os moradores da cidade. Do programa do festejo constava uma corrida de cavalos e outras atrações, tendo sido tamanho o seu sucesso que dali em diante tal divertimento passou a ser realizado em todos os anos, sempre contando com a entusiasmada participação do povo da região.
Trinta anos depois, em 1840, chegou a Munique o primeiro trem transportando visitantes vindos especialmente para o evento, razão pela qual algumas atrações foram criadas para entretê-los, entre elas as ...
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O sentimento abolicionista no Brasil começou a ganhar corpo em 1825, quando José Bonifácio de Andrade e Silva, em representação enviada à Assembléia Constituinte e Legislativa do Império, criticou o sistema escravista então vigorante. Depois dele, a pressão política imposta pelos ingleses provocou a edição de algumas leis visando o fim da escravatura, como aconteceu em 1831, com a que declarava livre todos os negros cativos vindos de fora do império; em 1850, com a proibição do tráfico negreiro decretado pela Lei Eusébio de Queirós; e em 1871, com a Lei do Ventre Livre. Um ano antes, em 1870, esse debate voltava ao Parlamento através do deputado Jerônimo Sodré, e a partir daí o movimento ganhou força graças às publicações antiescravistas e aos clubes e entidades criados com a mesma finalidade. A maioria da população engajou-se nessa campanha, e em 1884 a província do Ceará decretou o fim da escravatura em seu território. Antes dela, porém, a cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte (na ilustração, localização do município), já havia adotado a mesma medida, cabendo a ela, portanto, o pioneirismo na libertação dos negros cativos. Mossoró nunca ...
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CARRO DE BOI

Rústico, modesto, vagaroso, o carro de boi foi, sem dúvida alguma, um dos fatores que concorreram para o progresso rural do Brasil. Primeiro veículo de transporte usado no país, ele ainda pode ser encontrado em pequenas fazendas de regiões desprovidas de boas estradas de rodagem que permitam a circulação dos velozes caminhões da atualidade. Apesar de sua morosidade característica, o carro de boi continua resistindo aos novos tempos, sempre muito útil no desempenho de sua missão multissecular de transportar o que precisa ser levado de um lugar para outro.
Antigamente essa circulação era bem maior, pois chegava às vilas e povoados varando sertões e cortando os "gerais" das capitanias, províncias e estados. Isso porque, para se deslocar, ele mesmo fazia os seus caminhos, “ora rolando no campo limpo, ora aproveitando a picada da floresta espessa”. E como até hoje continua enfrentando qualquer tipo de terreno, transpondo obstáculos naturais por caminhos impraticáveis a outras espécies de veículos, o carro de boi ...
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Não sei, mas com esse tempo assim, essas nuvens pesadas, meu peito opresso, daria um conto e seiscentos para ser Augusto Frederico Schmidt e não precisar trabalhar. Falar nisso, onde anda Augusto, que nunca mais me telefonou? Comunistizou-se, na certa. Sempre achei que Augusto daria um militante da Quinta Casa.
Com esse tempo assim, se pudesse, subiria a Petrópolis (uma Petrópolis, é claro, avant les roses), pegaria um Simenon, protagonizado por Maigret, e não sairia da cama. Sinto uma soneira, uma preguiça! Por que será que não tenho coragem de enriquecer? Quase todos os meus colegas de imprensa enriqueceram, acordando cedo, indo à cidade e vendendo suas palavrinhas, a um conto e quinhentos. O jornalismo, bem administrado, é tão bom negócio quanto a especulação imobiliária e o jogo da bolsa. Querendo, a gente vende bem aquilo que publica e, melhor ainda, aquilo que não publica.
Outro negócio que eu poderia fazer, sem grandes canseiras, era agiotagem. Ah, daria um grande agiota! Às vezes, me olho no espelho e vejo o agiota. Eu tenho os olhos pequenos do agiota ...
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