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MAIAS

01/02/2011 às 22:16:02

Uma centena de cidades em ruínas, perdidas na vegetação tropical, além de dois milhões de descendentes, foi tudo o que restou da civilização maia submetida pelos espanhóis nos séculos 16 e 17. Com 15 milhões de habitantes, o império estendia-se por uma área de 325.000 km2, abrangendo áreas de diversos dos atuais estados mexicanos, além da maior parte da Guatemala e Honduras. Embora não atingissem o desenvolvimento urbano dos egípcios ou astecas – o número de habitantes nas cidades maias era inferior a 200.000 - nem tenham dominado plenamente o uso dos metais, os maias construíram uma civilização comparável à do Egito e Mesopotâmia.

 

Assim como aconteceu com outros povos, em épocas diferentes, os maias também viveram períodos distintos em seu passado histórico, que correspondem tanto à expansão conseguida por eles em certas regiões, como à sua desintegração. Isso permite a divisão dessas etapas de vida política e social em três épocas distintas: a Pré-maia (3.000 antes de Cristo-317); o Antigo Império (317-987); e o Novo Império (987-1697). A primeira corresponde a uma fase obscura, embora se saiba que inicialmente eles ...

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A letra de uma bela canção sobre o pássaro Uirapuru, autoria de Jaconina e Murilo Latini, diz o seguinte :

 

“Uirapuru, uirapuru,/ seresteiro cantador do meu sertão./ Uirapuru, uirapuru,/ ele canta as mágoas do meu coração. / A mata inteira fica muda ao teu cantar. / Tudo se cala para ouvir tua canção  / que vai ao céu numa sentida melodia. / Vai a Deus em forma triste de oração./ Uirapuru, uirapuru... / Ele canta as mágoas do meu coração. / Se Deus ouvisse o que te sai do coração,/entenderia que é de dor tua canção / que daria para salvar o meu sertão”.

 

O uirapuru é um passarinho de canto magnífico que, segundo a lenda, traz sorte a quem o possui, proporcionando felicidade nos negócios e no amor. Seu porte é pequeno, o bico curto e alargado, a alimentação baseada em frutos e insetos, e seu habitat as matas da Amazônia no Brasil, Venezuela e Guianas, embora existam variedades encontradas na região que se estende ao Rio de Janeiro, São ...

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CAMPINAS-SP

06/09/2011 às 19:38:36

Com pouco mais de 260 anos de história, a cidade de Campinas ocupa hoje uma área de 801 km², com 1.080.999 habitantes, segundo o Censo de 2010, o que a colocou como a terceira mais populosa de São Paulo (ficando atrás somente de Guarulhos e da capital), e a 14ª de todo o país.

 

Distante 97 km da capital, ela faz parte de um dos pólos metropolitanos da cidade de São Paulo, desempenhando importante papel estratégico no desenvolvimento estadual através da indústria, serviços e geração de tecnologia, além de contar com importantes Universidades.

 

Em 2010, segundo dados do Censo IBGE, a população campineira era composta por 716.386 brancos (66,33%); 74.656 pretos (6,91%); 274.588 pardos (25,42%); 13.275 amarelos (1,23%); 1.043 indígenas (0,10%); além dos 165 sem declaração (0,02%). A cidade recebeu imigrantes principalmente durante o século 20, que foram atraídos pelo grande crescimento das indústrias locais, e também pelo desenvolvimento do cultivo da cana-de-açúcar. Hoje, grande parte deles está concentrada na região conhecida como Pedra Branca, onde há predomínio de descendentes de ...

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DESPEDIDA

31/08/2010 às 09:18:04

Por mim, e por vós, e por mais aquilo

que está onde as outras coisas nunca estão.

Deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:

quero solidão.

 

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.

E como o conheces? - me perguntarão.

Por não ter palavras, por não ter imagem.

Nenhum inimigo e nenhum irmão.

 

Que procuras? Tudo. Que desejas? Nada.

Viajo sozinha com o meu coração.

Não ando perdida, mas desencontrada.

Levo o meu rumo na minha mão.

 

A memória voou da minha fronte.

Voou meu amor, minha imaginação.

Talvez eu morra antes do horizonte.

Memória, amor e o resto onde estarão?

 

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.

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CANANEUS

11/12/2012 às 21:38:26

CANANEUS

 

http://fernandod.com.br/images/textos/CANANEUS 1.jpgGuerras, invasões estrangeiras e lutas sanguinárias marcam a história dos cananeus, povo bíblico cujo derradeiro conflito foi travado contra os israelitas, que os assimilaram quando da ocupação da Terra Prometida.

 

O nome cananeu deriva de Canaã, um dos filhos de Cam, filho de Noé. Esta descendência lhes foi atribuída por sua grande dependência política em relação aos egípcios camitas. No entanto, sabe-se que a maioria dos habitantes de Canaã – Palestina e Fenícia – era formada por semitas imigrados em diversos períodos, provavelmente entre o 4º e 2º milênios anteriores ao nascimento de Cristo.

 

Como os cananeus da Fenícia ficaram geograficamente separados dos palestinos, tiveram uma evolução histórica e política diversa da dos habitantes da planície e do vale do Jordão. No Velho Testamento, as palavras Canaã e cananeus têm ...

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CICLOPES

24/07/2010 às 21:44:58

 Segundo as lendas gregas mais antigas, os ciclopes eram gigantes dotados de extraordinária força física e com um único olho no centro da testa, como diz seu nome (ciclos, círculo, e ops, olhar). Eles aparecem na literatura, pela primeira vez, numa passagem da Odisséia , de Homero onde são descritos como canibais, filhos de Posseidon, o deus das águas, vivendo exclusivamente dos produtos da terra ou dos seus rebanhos, desconhecendo assembléias e leis, habitando os bosques e vivendo como selvagens na ilha da Trinácia, provavelmente a Sicília, sem o menor temor em relação aos deuses e aos homens.

 

Para o poeta e escritor Hesíodo, eles eram filhos de Urano e de Geia, tendo sido expulsos do céu pelo titã Cronos quando este destronou Urano, e em seguida encerrados em subterrâneos do mundo inferior, mas que ao serem libertados por Zeus (Júpiter) o auxiliaram a derrotar uma raça de gigantes, forjando os raios para ele. Outra versão diz que Júpiter os lançou no Tártaro tão logo nasceram, mas em seguida libertados pelo deus, a pedido da Terra (Geia, Gaia). Vulcano (Hefesto) ...

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AVE-DO-PARAÍSO

01/12/2010 às 15:45:22

As aves-do-paraíso, também conhecidas como aves-de-deus, vivem nas zonas de floresta tropical da Nova Guiné, norte da Austrália e algumas ilhas daquela região da Oceania, e foram assim chamadas pelos europeus por causa das suas penas e plumas coloridas. São aves de pequeno e médio porte, cujo tamanho, do bico à ponta da longa cauda, varia de 15 a 100cm, em média, e que se destacam, na maioria das suas 43 espécies, pela exuberância e colorido diversificado da plumagem dos machos, lembrando as cores do arco-íris. Ao contrário das fêmeas, que apresentam coloração cinzenta ou castanha, e sem brilho, embora em algumas espécies o macho não seja ornamentado e por isso tenha muita semelhança com a fêmea. A alimentação dessas aves, que não cantam, é baseada em frutos e folhas, insetos e répteis pequenos.

 

As plumas das aves-do-paraiso são de grande importância para os nativos da Nova Guiné, que as têm como símbolo de melhor condição social. O mesmo acontecia com os europeus da metade do século 16. Os registros da época registram que após a descoberta da ilha, as ...

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A origem do nome Jogos Olímpicos, segundo alguns escritores, refere-se à primeira sede das competições (Olímpia), local onde existia um templo dedicado a Zeus, o Senhor do Olimpo, morada dos deuses, a cujo filho Hércules as lendas atribuem o início desses jogos. Divindade suprema dos helenos, Zeus (Júpiter para os romanos) era a personificação do céu, pai dos deuses e dos homens, ordenador do mundo, que residia no éter ou no cume das montanhas, mas quase sempre preferia ficar no Olimpo, entre as outras divindades. Ele presidia a todos os fenômenos da atmosfera, alternando os dias e as noites, a sucessão das estações climáticas e dos anos, as nuvens, as tempestades, os ventos, o raio e o trovão, a chuva e o arco-íris. Deus fecundo, protetor das colheitas e dos frutos, era venerado em todos os países gregos, principalmente no cume das montanhas, razão pela qual existiam vários centros onde seu culto era praticado.

 

Olímpia era um desses lugares. Quando da construção do seu templo consagrado ao deus maior, a incumbência de projetar o prédio e acompanhar as ...

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TAPA NA CARA

01/02/2011 às 04:46:11

TAPA NA CARA

 

 

http://fernandod.com.br/images/textos/TAPA NA CARA.jpgNo trem que percorria um trecho serrano da estrada, viajavam uma senhora de idade, uma moça daquelas de fechar o comércio, um brasileiro e um argentino. Eles se acomodavam naqueles dois bancos que ficam de frente um para o outro, mas permaneciam calados, apreciando a paisagem. Quando a composição entrou em um túnel, o ambiente no interior do vagão escureceu porque as luzes internas estavam apagadas. Foi quando, de repente, se escutou o barulho de um beijo, logo seguido pelo som estridente de um tapa dado com vontade. Segundos depois, quando o trem saiu do túnel e tudo voltou ao normal, os quatro passageiros permaneciam aparentemente indiferentes, como se nada tivesse acontecido, mas cada um deles imaginava o que se passara naqueles breves instantes de escuridão.

 

A senhora idosa pensou: Essa moça merece elogios, porque mostrou que tem linha. Um desses dois rapazes a beijou, e ela meteu um tapa na cara do atrevido.

 

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PATO-DA-TORRENTE

 

O pato-da-torrente (Merganetta armata) é uma   ave que vive na Cordilheira dos Andes, na América do Sul, ao longo dos rios de águas rápidas, frias e cristalinas. Com comprimento entre 38/ 46 cm, é encontrado da Venezuela à Terra do Fogo em altitudes que variam de 1.500 a 4.500 metros, embora possa ser visto a partir do nível do mar. Ele é um dos três patos especializados que habitam as águas correntes nas montanhas do hemisfério Sul. O pato-azul (Hymenolaimus malacorhynchos), da Nova Zelândia, e o pato-de-salvadori (Salvadorina waigiuensis), da Nova Guiné, são os outros dois, mas embora não haja parentesco próximo entre eles, os três possuem características semelhantes que os ajudam a sobreviver em rigorosas condições de temperatura.


Cada casal de pato-da-torrente tem um território que se estende por quase dois quilômetros ao longo de um rio. A alimentação de ambos é composta por moluscos e pequenos peixes capturados das fendas nas rochas com o bico estreito que possuem. Mas apesar de procurar comida em ...

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O chapéu coco, o bigodinho, a bengala e as calças largas do pequeno burguês londrino chegaram a Hollywood em 1914, mas em pouco tempo o mundo tomava conhecimento de um personagem singular, um herói desalinhado e ingênuo, engraçado e comovente. Seu nome: Carlitos, criação de Charles Spencer Chaplin, ator e cineasta nascido em 16 de abril de 1889, em um bairro suburbano de Londres. Seus pais, Charles e Hannah Chaplin, eram artistas de variedades e desde cedo ensinaram o menino a dançar e a cantar.

 

Com a morte do pai (1894) Charles e Sidney, seu irmão mais velho, precisavam ganhar a vida, e para isso faziam pequenos serviços, dançavam na rua e até mendigavam para comer. A família sofria em conseqüência da desnutrição, e Hannah teve uma depressão que a levou à loucura. Com seis anos e meio, Charles cantava e dançava num music-hall, um número que durava apenas alguns minutos. Mas aos sete anos começou sua carreira profissional integrando um grupo de sapateadores de tamancos.

 

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Um órgão da imprensa brasileira publicou em 25 de março de 2009 a foto de um homem tendo na mão um ovo considerado como o maior do mundo. A legenda dessa ilustração esclarece que tal ovo teria supostamente sido posto no século 17 e pertenceria à extinta ave-elefante de Madagascar. Complementando a nota, cuja fonte divulgada era a agência de notícias France Press, o jornal informou que naquele mesmo dia o referido objeto seria oferecido em leilão pelo antiquário The Chelsea Fair, estabelecido em Londres, capital inglesa, e que seu valor estimado girava em torno de 340 mil dólares.

 

A ave-elefante, cujo nome científico é Aepyornithidae, pertencia a uma família de aves extintas há centenas de anos, da qual faziam parte apenas dois gêneros descritos pelos pesquisadores: o Aepyornis e o Mullerornis Milne, ambos divididos em algumas subespécies surgidas em períodos diferentes do quaternário, era geológica que abrange duas épocas com dinâmicas ambientais distintas: o pleistoceno, entre 2 milhões de anos e 10.000 anos atrás, e o holoceno, entre 10.000 anos e os nossos dias.  Conhecidas por ...

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Como o seu próprio nome indica, a pêra vaginal, retal ou oral, tinha o formato dessa fruta. Esse instrumento de tortura era introduzido na boca, no reto, ou na vagina da vítima, e depois totalmente aberto por meio de um parafuso existente em sua parte superior, provocando lacerações internas quase sempre irreversíveis.


Algumas dessas peças também possuíam pontas em gancho na extremidade que penetrava mais profundamente no supliciado, destroçando a garganta, o reto ou a raiz do útero de quem fosse submetido a tal tormento.


A aplicação da pêra oral era reservada principalmente aos pregadores protestantes, aos hereges e aos leigos cujas tendências contrariavam a doutrina religiosa prevalecente. Já a pêra vaginal destinava-se às mulheres acusadas de feitiçaria, das quais se dizia que faziam acordo com Satanás e outras forças sobrenaturais, e também às adúlteras ou suspeitas de terem mantido relações sexuais com familiares. Por último, o retal era aplicado nos homossexuais masculinos ativos e passivos. A prática dessa tortura selvagem e animalesca deu origem à expressão “ter para pêras”, atualmente em desuso, cujo significado era ...

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PINTASSILGO, O

09/12/2010 às 15:24:50

Contam os antigos que em certo dia a mamãe pintassilgo deixou seus filhotes no ninho e saiu em busca de comida para alimentá-los. Quando retornou, não mais os encontrou: alguém os havia levado. Desesperada, ela iniciou uma busca frenética pelas redondezas, perguntando a todos os seus vizinhos e passantes se eles saberiam informar alguma coisa sobre o paradeiro das pequeninas e indefesas aves que havia deixado em casa, supostamente em segurança. Tudo em vão.

 

Até que, uma semana depois, a coruja que morava na árvore fronteira à sua lhe disse que vira, no dia anterior, alguns filhotes de pintassilgo, e que provavelmente eles seriam os que ela estava procurando. “Onde você os viu?”, perguntou a mãe aflita. “Na casa do fazendeiro”, respondeu a coruja.

 

A mamãe pintassilgo voou imediatamente para a fazenda indicada. Chegando lá, procurou primeiramente no pátio, mas não encontrou o que queria. Depois na varanda da casa, também sem resultado. Desanimada, ela olhou para cima, e notou, então, que na janela mais larga do andar superior uma gaiola ...

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Tinham metido tantas caraminholas na cabeça da pobre Luizinha, que quando a coitada, às dez horas, apagava a luz, metida na cama, vendo-se no escuro, tinha tanto medo, que começava a bater os dentes... Pobre Luizinha! Que medo, que medo ela tinha do diabo!

 

Um dia, não pôde mais! E, no confessionário, ajoelhada diante de padre João, abriu-lhe a alma, e contou-lhe os seus sustos, e disse-lhe o medo que tinha de ver uma bela noite o diabo em pessoa entrar no seu quarto, para a atormentar. Padre João, acariciando o belo queixo escanhoado, refletiu um momento. Depois, olhando, com piedade a pobre pequena ajoelhada, disse gravemente:

 

- Minha filha! Basta ver que está assim preocupada com essa idéia, para reconhecer que realmente o diabo anda a perseguí-la... Para o tinhoso amaldiçoado, assim é que começa...

 

- Ai, senhor padre! Que há de ser de mim? Tenho a certeza de que se ele me aparecesse, eu nem forças teria para gritar...

 

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