Conta-se, na floresta, a história da raposa esfomeada que andava sem rumo à procura do que comer. Ninguém sabe dizer se isso aconteceu porque a idade havia lhe tirado um pouco da agilidade corporal e esperteza no pensamento; ou se aquele período que ela vivia era mesmo de escassez de alimento em virtude dos bichos, por um motivo ou por outro, terem se afastado para outras áreas da mataria. O fato é que a raposa estava em jejum já fazia quase três dias, e a coitada, desesperada, prosseguia em sua caçada infrutífera.
Nisso ela chegou a um lugar de mato mais fechado, onde um tambor que ali fora esquecido fazia soar ruidosamente o seu tum, tum, tum, toda vez que o sopro do vento agitava os ramos das árvores copadas que o cercavam, levando-os a bater no instrumento. Ao ouvir o barulho a raposa se aproximou sorrateira, pé ante pé, e ao avistar aquela coisa estranha e barulhenta, pensou consigo mesma:
- Não sei o que é isso, ...
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O leão e o homem discutiam sobre a valentia de cada um deles, sem conseguirem, como é óbvio, chegar a um acordo. A fera alegava que enfrentava os problemas que lhe surgiam pela frente contando, para isso, apenas com os dons que a natureza havia lhe concedido, como a força física, a agilidade de movimentos e a capacidade de espreitar e surpreender suas vítimas, enquanto o ser humano precisava se valer de facas, lanças, revólveres, espingardas e outras armas semeadoras da morte, para preservar a própria vida.
O homem rebatia essa afirmação vangloriando-se principalmente da inteligência que possuía, o que lhe permitia raciocinar, avaliar e comparar as informações recebidas através dos cinco sentidos, coisa que ele, leão, não podia fazer. Mas garantia que também era forte o bastante para enfrentar feras como o seu interlocutor, tanto que lhe apresentaria uma prova irrefutável de que falava a verdade. E o levou a uma gruta onde aparecia gravada na pedra a figura de um homem forte afogando o leão que mantinha debaixo de si. O rei dos animais inicialmente limitou-se a rir ...
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Pouco se sabe sobre a rainha de Sabá, inclusive seu próprio nome. Os autores árabes a tratavam como Balquis, soberana da Arábia que viveu por volta do século 10 a.C. e se tornou famosa principalmente pela visita que fez ao rei Salomão, em 985 a.C.. Nessa época, após haver discutido com seus conselheiros, decidiu procurar pessoalmente o rei de Israel com o intuito de negociar com ele um tratado comercial que lhe assegurasse o monopólio das caravanas que viajavam de Israel e Tiro com destino às Índias, passando pelo seu reino ao sul da Arábia. Este era habitado pelos sabeus, raça semítica de cultura muito antiga e de linguagem semelhante à etíope - cujos povos foram os primeiros colonizadores da Etiópia -, e dele se dizia que possuía grande riqueza e poderosos recursos justamente por estar localizado na rota comercial entre a Índia e a África.
Diz a lenda que a rainha nasceu por volta do ano 1020 a.C. e morreu aos 55 anos de idade, sem nunca ter casado. Tendo assumido o trono com apenas quinze anos, em virtude ...
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Rainha do Egito, Cleópatra (66-30 a.C.), filha do faraó Ptolomeu Auleta XI, tornou-se uma das mulheres mais conhecidas da história da humanidade e um dos governantes mais famosos do Egito, sendo conhecida apenas por Cleópatra. Nunca foi a detentora única do poder em sua terra natal - de fato co-governou sempre com um homem ao seu lado: o seu pai, o seu irmão (com quem casaria mais tarde) e, depois, com o seu filho. Contudo, em todos estes casos, os seus companheiros eram apenas reis nominais, mantendo ela a autoridade em suas mãos.
Sabe-se pouco sobre a infância e adolescência de Cleópatra, supondo-se, porém, que tenha recebido uma educação esmerada. A lenda fez dela uma mulher bonita e sexualmente liberta, mas as fontes antigas enfatizam a sua inteligência e diplomacia e a consideram como de beleza comum. Além do egípcio, idioma natal, afirma-se que falava outras sete ou oito línguas, entre as quais o grego, o arameu, o etíope, a língua dos Medas, o hebraico e o latim. Os registros da época também atribuem a Cleópatra a escrita de livros ...
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Os índios Macuxi ocupam uma área de 1.678 mil hectares no norte da Amazônia e do estado de Roraima, bem junto à fronteira com a Guiana. Estão distribuídos em várias comunidades há muito familiarizadas com os brancos, dedicam-se à agricultura e à criação de gado, mas ainda mantém vivos e íntegros os costumes, tradições e lendas herdadas de seus antepassados, entre estas últimas a de que um índio da tribo, rapaz forte e inteligente, apaixonou-se pela índia mais bela da aldeia. Os dois se casaram logo depois de iniciado o namoro, e viviam muito felizes até o dia em que a índia adoeceu gravemente e ficou paralítica.
O índio macuxi, para não se separar de sua amada, teceu uma espécie de tipóia e amarrou a índia às suas costas, levando-a consigo para todos os lugares onde andava. E assim os dias e as noites foram se sucedendo, até o momento em que o índio sentiu que sua carga estava bem mais pesada do que o normal. Curioso, ele foi verificar o que acontecia, e qual não foi sua surpresa ...
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Ave marinha da família dos Diomedeídeos, o albatroz-errante (também conhecido como albatroz-gigante ou gaivotão), é o mais corpulento e vigoroso dos habitantes alados dos mares, sendo encontrado na maior parte do oceano Antártico, também conhecido por oceano Austral, nome dado às águas que circundam o Continente Antártico e constituídas pelo prolongamento meridional do oceano Atlântico, oceano Pacífico e oceano Índico.
Geralmente essas aves buscam sua alimentação em águas do talude continental - trecho do fundo oceânico com declive pronunciado, entre a plataforma continental e as planícies abissais que se estendem em profundidade superior a 4.000 metros. Mas podem ir bem mais além, daí o nome que têm. Elas caçam preferentemente de dia, e como não são boas mergulhadoras, capturam suas presas na superfície (lulas e peixes), não enjeitam mamíferos marinhos mortos, águas-vivas e crustáceos, sendo vistos com freqüência recolhendo os restos de pesqueiros.
Registros antigos nos dão conta de que em 1415, quando os portugueses iniciaram as navegações oceânicas conhecidas como descobrimentos portugueses, seus marinheiros avistaram pela ...
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Descendente de Sem, filho mais velho de Noé, o patriarca hebreu nascido em Ur, na Caldéia (antiga região às margens do rio Eufrates e golfo Pérsico), é o ponto de partida da história do povo de Israel. Seguindo as ordens de Deus ele se estabeleceu primeiramente na Mesopotâmia (região situada entre os rios Tigre e Eufrates, hoje pertencente ao Iraque), fixando-se depois no país de Canaã (antiga região da Palestina, entre o rio Jordão e o Mediterrâneo, e que hoje compõe o território de Israel), que lhe havia sido prometido, e onde o Criador lhe anunciou que seria pai de um grande povo. A fome o obrigou, porém, a transferir-se primeiramente para o Egito, em seguida para Betel, ao norte de Jerusalém, e depois para o vale do Manre, enquanto Lott, seu sobrinho, preferiu ficar em Sodoma, cidade destruída posteriormente em virtude de sua devassidão.
Os livros sagrados revelam que Deus apareceu a Abraão quando este já beirava os noventa anos de idade, prometendo-lhe que sua mulher Sara teria um filho, e ordenando-lhe também que se circuncidasse, bem como toda ...
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A moréia é um peixe ósseo de corpo longo e cilíndrico, comum nas costas do Mediterrâneo e encontrado em todos os mares, inclusive ao longo do litoral brasileiro. Dela existem cerca de 200 espécies (como a pintada, verde, amarela, de areia, dourada, banana, etc.), das quais a maior mede até 3 metros de comprimento. Animal carnívoro, a moréia tem como habitat as áreas com fundos de pedras ou frestas em recifes de corais, nelas permanecendo entocada durante o dia, só saindo à noite para caçar os polvos, crustáceos e peixes de que se alimenta.
Uma de suas características é a ausência de nadadeiras peitorais e ventrais (também lhe faltando praticamente a anal, pois a dorsal se une a ela), o que a torna parecida com uma serpente. Desprovida de escamas, mas revestida de um muco protetor que cobre todo o seu corpo robusto, a moréia mais comum tem dorso com coloração variando do bege ao amarelo-claro com manchas arredondadas marrom-escuro ou mesmo negras espalhadas por toda a extensão do corpo, e ventre esbranquiçado. Ela possui boca grande e mandíbulas poderosas ...
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A catalepsia é uma perturbação psicomotora que consiste na cessação dos movimentos voluntários do indivíduo e na manutenção da atitude ou posição em que ele se encontrava no momento do ataque. Durante essa perturbação o doente conserva o uso perfeito da inteligência e percepção, mas não responde às questões que lhe são propostas. Já a narcolepsia é uma neurose caracterizada pela tendência irresistível para o sono, geralmente de duração rápida, mas que se repete em breves intervalos, obrigando o indivíduo a deitar-se.
Por sua vez, o estanho é um elemento metálico empregado na fabricação de ligas como o bronze e a solda, e também na confecção de latas. Objetos feitos com ele foram descobertos nas pirâmides egípcias, demonstrando que os antigos já o conheciam. Seu uso generalizou-se entre os romanos quando eles começaram a explorar as minas de cassiterita da Cornualha, Inglaterra, e iniciaram a fabricação de utensílios domésticos, entre eles os pratos e copos, sempre presentes nas casas das pessoas que tinham mais dinheiro.
Mas os hábitos de ...
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Oh! o lindo, o lindo vaso que Celina possuía! E com que carinho, com que meiguice ela tratava as flores daquele vaso, o mais belo de toda a aldeia!
Levava-o à toda parte, e no seu ciúme, na sua avareza, não queria confiá-lo a ninguém, com medo de que mãos profanas estragassem as raras flores que nele viçavam. Ela mesma as regava, de manhã e à noite; ela mesma as catava cuidadosamente todos os dias, para que nenhum inseto as roesse ou lhes poluísse o acetinado das pétalas. E em toda a aldeia só se falava do vaso de Celina. Mas, a rapariga, cada vez mais ciosa do seu tesouro, escondia-o, furtava-o às vistas de todo o mundo. Oh! O lindo, o lindo vaso que Celina possuía!
Certa vez, (era por ocasião das colheitas) Celina acompanhou as outras raparigas ao campo. A manhã era esplêndida. O sol inundava de alegria e de luz a paisagem. E as raparigas iam cantando, cantando; e as aves nas árvores, gorjeando, e as águas do riacho nos seixos da estrada, murmurando, faziam ...
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A expressão é pouco usada na atualidade, embora possa representar com absoluta fidelidade as situações difíceis e perigosas vividas pelo homem moderno. A história revela que Siracusa, fundada em 734 a.C. pelos colonizadores gregos de Corinto, se tornou na época a maior cidade da Sicília, e hoje, entre as suas ruínas mais famosas estão um teatro e um templo gregos do século 5 a.C., muralhas e fortificações da cidade, aquedutos do período de Hierão III (478-467 a.C.), um anfiteatro romano e catacumbas. Seu passado foi marcado por guerras, invasões e tirania, como a de Dionísio, o Velho, que em 405 a.C. aproveitou-se da luta de seu país contra os cartagineses para apoderar-se do poder.
Para consolidá-lo, ele adotou medidas como a construção de fortificações, a expulsão dos seus inimigos políticos, a evacuação dos soldados gregos de diversas cidades sicilianas e sua substituição por mercenários. Belicoso e cheio de ambição, Dionísio moveu diversas guerras contra os cartagineses e reinos vizinhos, até tornar-se o senhor da Itália Grega, em 386 a.C. Dois anos depois ele enviou uma delegação numerosa para ...
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Os dois homens que seguiam lado a lado pela estrada que atravessava a floresta, quase morreram de susto quando avistaram um urso enorme que vinha vindo em direção a eles. O que primeiro enxergou a fera não pensou duas vezes: tratou de correr depressa para a árvore mais próxima e subiu nela até o último galho, pondo-se a salvo.
Mas o outro ficou sem ação, meio perdido, e como não sabia o que fazer, simplesmente deitou-se no chão e ficou completamente imóvel, fingindo-se de morto. O urso então se aproximou dele e ficou cheirando suas orelhas durante algum tempo, como se estivesse tentando reconhecer alguma coisa através do faro, até que finalmente, talvez achando que o homem a seus pés não estava mais vivo, endireitou o corpo e afastou-se devagar.
Foi só depois de alguns minutos que o viajante empoleirado no alto da árvore atreveu-se a descer de lá e aproximar-se do companheiro ainda deitado, perguntando-lhe curioso:
- O ...
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ABSINTO
Absinto é uma bebida alcoólica que foi largamente usada na França até o ano de 1915, quando o governo daquele país proibiu a sua fabricação e o seu consumo em virtude dos grandes males - como doenças nervosas, dores de cabeça, etc. - que causava aos que a bebiam. Ela é feita a partir da erva Artemisia absinthium, conhecida popularmente como losna, uma planta herbácea e aromática cujo nome vem do grego e significa “privado de doçura”. E ela é, realmente, tão amarga, que a Bíblia a menciona em diversas passagens como símbolo das dificuldades e tristezas da vida.
Em Deuteronômio (29:18), por exemplo, está escrito que “não haja entre vós, homem ou mulher, família ou tribo, cujo coração se desvie hoje do Senhor, nosso Deus, para oferecer culto aos deuses dessas nações; não haja entre vós raiz que produza cicuta e absinto”. Em Provérbios (5.4), a citação é a seguinte: “No fim, porém, é amarga como o absinto, aguda como a espada dee dois gumes”. O ...
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Bioflavonóides são pigmentos naturais das frutas e vegetais que têm fama de trazer numerosos benefícios à saúde, embora não haja prova científica de que realmente o façam. Até o momento foram identificados 800 bioflavonóides diferentes, e como muitos são de cor amarela, muitas vezes nos referimos a eles como flavonóides, nome derivado de flavus, termo latino para amarelo.
Em conjunto, os bioflavonóides são também conhecidos como vitamina P, nome com o qual os nutricionistas não concordam porque ainda não foram comprovados como essenciais à nutrição e à saúde. Mas muitos pesquisadores os estão estudando e têm desenvolvido numerosas teorias com relação às suas possíveis funções. Alguns especialistas acreditam que eles:
Mantêm os capilares – Os capilares são vasos sangüíneos microscópicos e altamente permeáveis à transferência do oxigênio, dos hormônios e dos nutrientes e anticorpos da corrente sangüínea para as células dos indivíduos. Todavia, se as paredes dos capilares forem frágeis demais, o sangue vazará dos vasos para as células, podendo resultar em contusões, hemorragia cerebral e retiniana, sangramento gengival ...
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A teoria do balonismo, ou aerostação, conjunto das técnicas da construção e utilização de aparelhos de ascensão, da categoria dos mais leves que o ar, nasceu do princípio de Arquimedes, segundo o qual todo corpo mergulhado em fluido recebe impulso de baixo para cima, com força igual ao peso do fluido por ele deslocado. O corpo manter-se-á em equilíbrio estático, descerá ao fundo ou subirá à tona, conforme for o valor do peso - igual, superior ou inferior - em relação ao peso do fluído deslocado.
Não é possível indicar a data precisa em que se inventaram os aeróstatos. Na realidade, ele surgiu quando alguém construiu um balão e o encheu de ar quente, mais leve do que o ar atmosférico, para fazê-lo subir ao espaço. Apesar disso, se convencionou dizer que o aparecimento do balonismo data de século 17, quando o padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão subiu - ou dizem que subiu - aos ares, num balão cheio de ar quente, ao qual provavelmente se deu o nome de passarola. Esse fato causou espanto na época, o que fez com que ...
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