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BRUXARIA

02/08/2010 às 06:50:32

A bruxaria existiu desde a mais remota antiguidade, e o fato curioso é que as mulheres entregaram-se muito mais a práticas desta natureza do que os homens. Naqueles tempos, as que exerciam os ofícios de feiticeiras e de bruxas eram chamadas de sibilas pelos gregos e romanos, e é daí que se origina o vocábulo sibilino, com sentido de enigmático, difícil de  compreender ou interpretar. Os poetas clássicos atribuem diversas habilidades a estas bruxas mágicas, relacionando seus poderes mágicos com os fenômenos astrológicos e astronômicos e com os acontecimentos funestos ou felizes do curso da vida humana.

 

A bruxaria foi combatida pelos padres da igreja, que a consideravam uma impostura. Na Idade Média, os tribunais eclesiásticos e civis tomaram conjuntamente as medidas mais severas contra os que exerciam essa atividade, responsabilizando-os pelos malefícios causados tanto a particulares, como à sociedade em geral. A bruxaria, então, era considerada como crime passível de pena capital, e foi por isso que milhares de homens e mulheres morreram queimados nas fogueiras da Inquisição. Porém, com a evolução das Ciências Naturais, muitos fatos que eram ...

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BOI-BUMBÁ

06/12/2010 às 17:16:29

O Boi-Bumbá é uma manifestação folclórica que surgiu no Nordeste do país, mas disseminou-se por quase toda a Amazônia, especialmente no estado do Amazonas, visitado anualmente por milhares de turistas interessados em conhecer o famoso Festival Folclórico de Parintins. É provável que sua origem esteja ligada às histórias nascidas com o ciclo do gado nos séculos 17 e 18, quando a vida girava em torno do boi e de sua criação.  Conta-se que na Belém da segunda metade do século 19, o Boi-Bumbá reunia negros escravos em um folguedo que misturava ao ritmo forte a representação de um motivo surpreendente para a época: a luta de classes dentro da sociedade colonial. O boi acabou se tornando uma das manifestações mais autênticas da cultura paraense.

 

A história encenada do Boi-Bumbá é quase sempre a mesma, com pequenas alterações. Um boi foi comprado para a festa de aniversário da esposa do fazendeiro. Quando o animal chegou, o feitor recebeu ordem para tratá-lo bem. Ao lado dessa fazenda morava uma família composta pelo pai Francisco, Chico, sua mulher Catarina, seu compadre Casumba e ...

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Asclépio, ou Esculápio para os romanos, era filho de Apolo com a mortal Corônis, filha única de Flégias, rei da Beócia. Este, revoltado com a gravidez inesperada de sua herdeira, incendiou o templo de Delfos consagrado ao deus, e por esse crime foi lançado ao Tártaro, onde permanece com um grande rochedo suspenso sobre si, ameaçando cair a qualquer momento e esmagar sua cabeça.

 

Asclépio teve muito prestígio no mundo antigo, embora os textos primitivos apresentem-no apenas como herói, sem o caráter divino. Segundo a lenda, o centauro Quiron foi quem lhe ensinou a arte de curar as feridas e as doenças, transmitindo-lhe também o conhecimento das plantas medicinais e o da composição dos remédios. A partir daí ele se transformou em um médico extremamente hábil, conseguindo tantas curas que chegou mesmo a ressuscitar os mortos. Essa situação desagradou a Zeus (Jupiter), que um dia, incomodado com o fato de um mortal pretender igualar-se aos deuses e estender aos homens a imortalidade divina, o fulminou com um raio. Com o passar do tempo Asclépio também passou a ser considerado um ...

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Teofrasto (372-287 a.C.), filósofo grego, foi um grande divulgador da ciência. Dos seus muitos escritos destacam-se “Historia plantarum” (História das plantas) e “De causis plantarum” (Sobre as causas das plantas), tratados que constituem a mais importante contribuição à ciência botânica de toda a antiguidade até ao Renascimento, além de “O Caráter”, obra que não só descreve os tipos de moral que orientam a conduta dos seres humanos, como também faz uma valiosa e mordaz descrição de como era vida em sua época. Atribui-se a ele a autoria da frase “O tempo é muito caro”, primeira menção que se conhece sobre a relação entre o espaço temporal que separa os fatos acontecidos na vida de cada um, e o valor pecuniário que a ele pode ser atribuído. Mais de mil anos depois, o norte-americano Benjamim Franklin (1706-1790), inventor do pára-raios, também teria chegado a essa mesma conclusão após ler os livros do filósofo da antiguidade, criando, então, a frase “tempo é dinheiro”, que se transformaria mais adiante em uma das regras básicas do capitalismo.

 

Mas o que tempo e ...

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BAÍA DE PARANAGUÁ 

Paraná

 

A baía de Paranaguá está localizada no estado do Paraná. Sua área de 677 mil km2 subdivide-se em algumas baías menores (Antonina, Laranjeiras, Pinheiros e outras), possuindo em seu interior várias ilhas de maior e menor tamanho (Teixeira, Pedras, do Mel, Cotinga, Rasa de Cotinga, Cobras, Palmas, etc.), além de comunidades de pescadores,

 

Uma das mais vastas e belas baías de toda a costa brasileira, ela abriga em sua margem esquerda a cidade de Paranaguá, onde se encontra instalado o complexo portuário que tem o seu nome. Ele é o segundo de maior importância econômica no país, uma vez que perde apenas para o porto de Santos, no litoral paulista.

 

Cercada pela serra do Mar e Mata Atlântica, a região compreende manguezais, canais, águas abertas, ilhas e barras, num dos trechos mais piscosos do litoral paranaense. O acesso à baía é feito através do Canal da Galheta, que ...

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VALE, O

01/09/2010 às 07:34:02

Sou como um vale, numa tarde fria,

Quando as almas dos sinos, de uma em uma,

No soluçoso adeus da ave-maria

Expiram longamente pela bruma.

 

É pobre a minha messe. É névoa e espuma

Toda a glória e o trabalho em que eu ardia...

Mas a resignação doura e perfuma

A tristeza do termo do meu dia.

 

Adormecendo, no meu sonho incerto

Tenho a ilusão do prêmio que ambiciono:

Cai o céu sobre mim em pirilampos...

 

E num recolhimento a Deus oferto

O cansado labor e o inquieto sono

Das minhas povoações e dos meus campos.

 

messe – colheita, vitória, conquista, lucro.

 

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GENGIS KHAN

10/07/2010 às 20:25:37

O conquistador mongol nasceu em 1162, na Mongólia, às margens do rio Onon, e morreu em agosto de 1227. Seu pai, Yesugei Baadur, senhor de uns quarenta clãs (tribos constituídas de várias famílias sujeitas à autoridade de um chefe com mando hereditário), morreu envenenado por membros da tribo dos tártaros, e por isso o menino o sucedeu quando tinha apenas treze anos de idade, adotando então o nome de Temuchin. Treinado como arqueiro montado, procedimento comum entre as crianças mongóis, ele ganhou posição de liderança entre clãs amistosos quando empreendeu campanha contra a tribo que raptara sua noiva, derrotando os guerreiros adversários e trazendo de volta a moça com quem viveria até o fim de sua vida.

 

Por isso ele se tornou famoso e respeitado, e como era praxe entre os nômades mongóis, acabou sendo nomeado líder de diversas tribos por seu valor como guerreiro. Tendo, então, um exército respeitável à sua disposição, Temuchin consolidou seu domínio sobre tribos rivais, conquistando-as e eliminando seus inimigos, muitas vezes com crueldade. Em 1206, uma assembléia dos chefes de todas as tribos das ...

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Conto do vigário é o furto feito por meio de uma mentira artificiosa, contada a um indivíduo ingênuo que quer passar por espertalhão e acaba logrado. Uma de suas aplicações consiste no seguinte: o ladrão (vigarista) conta à provável vítima uma história complicada sobre uma importante soma em dinheiro que se acha guardada num embrulho (paco) e que ele deseja confiar provisoriamente, por motivo de comodidade ou necessidade, a uma pessoa honesta, em troca de algum dinheiro mais miúdo de que precisa no momento. O otário, na esperança de enganar o desconhecido que o considera de uma honestidade a toda prova, aceita o negócio e dá o seu dinheiro ao vigarista. E assim que se encontra longe dele, abre o embrulho e verifica que ele contém apenas papéis ou jornais velhos simetricamente cortados e disfarçados sob uma nota de real valor. Apesar de pouco usada nos dias de hoje, de vez em quando ainda se tem notícia de que alguém foi vítima desse golpe.

 

Daí o uso da expressão conto-do-vigário, para a qual existem algumas explicações curiosas e ...

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O nariz do Mercholino passa a vida rente aos mijos de cachorro pelas calçadas da amargura. Tantas vezes passa horas e horas a remoer sobre seus medos de ficar apavorado e eventualmente fica apavorado com a simples menção do tema Solidão. E nem precisa ser dessas superlativas, deprê-datórias, com bafo de naftalina e tosse pneumocócica renitente, adepta de sertanejas universitárias de inspiração cornutas, melosas e com vibrato nasalar de cantor goiano. Uma tragédia. Sófocles se torce de invídia nas catacumbas da insignificância. Em verdade, qualquer titica de solidãozinha o deixa alucinado de horror. Tem alergia dessas solidões solícitas que andam por aí emperiquitadas em legs fosforescentes, pan-cakes e blush e batons sabor desilusão. Morreria se uma dessas, insidiosa, fingindo provisórios, mas de baú, periquito e nécessaire se instale, mal dos pecados, dentro de sua mansarda bucólica, de design rococó europeu, decorada com alegorias do carnaval de Veneza e seus fantasmas usocapientes, de tradição e familiares, íntimos até. Esses, um parágrafo à parte.

 

Além do fino trato, o hábito, a convivência pacífica, acabou por fazê-los seus diletos inquilinos, quais sejam: Dois piratas, um inglês, Sir Francis Brake enforcado ...

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PÉ-RAPADO

20/08/2010 às 21:35:24

Os dicionários esclarecem que o substantivo pé-rapado se trata de um brasileirismo cujo significado é o de indivíduo pobretão, de condição humilde, mas também dão a ele, por extensão, o sentido de pessoa sem caráter, de más qualidades, crápula e vagabundo. No entanto, a origem dessa expressão pode ser explicada de algumas formas diferentes: na primeira, a suposição é de que tenha sido criada na segunda metade do século 17 porque o poeta baiano Gregório de Matos Guerra (1633-1696) a utilizou em versos dirigidos a Anica, mulata por quem ele se interessava para determinados fins, e que lhe pedira dinheiro para comprar sapatos:

 

Um cruzado pede o homem, / Anica, pelos sapatos, / mas eu ponho isso à viola /  na postura do cruzado. / Diz que são de sete pontos, / mas como eu tanjo rasgado, / nem nesses pontos me meto, / nem me tiro desses trastos. / Inda assim se eu não soubera /  o como tens trastejado / na banza dos meus sentidos, / pondo-me a viola em cacos, / o cruzado pagaria, / já que ...

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ALFAIATE VOADOR, O

 

A esperança de voar acompanhou o homem durante séculos e séculos. No mundo ocidental, os primeiros projetos nesse sentido pertencem a Leonardo da Vinci (1452-1519), uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento. que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico, sendo ainda conhecido como o precursor da aviação e da balística.

 

Mas alguns séculos depois diversos outros inventores dedicaram tempo e atenção às máquinas de vôo mais pesadas do que o ar. Entre eles os ingleses George Carley (morto em 1857), William Henson (1805-1888), Francis Wenham (ainda vivo em 1866), e John Stringfellow (1799-1883), que chegaram a preparar modelos sumários desses aparelhos voadores.

 

Depois deles surgiram outros interessados em fazer o homem voar. Como o francês Clemente Ader (1841-1925), o inglês Hiram Steves Maxim (1840-1916), e o norte-americano Samuel Pierpont Langley (1834-1906). Em 17 de dezembro de 1903, quando os irmãos norte-americanos Wilbur (1867-1912) e Orville ...

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MANGUES

05/02/2011 às 22:25:09

Ecossistema típico de áreas costeiras alagadas em regiões de clima tropical ou subtropical, os mangues (ou manguezais) abrigam, na verdade, pequena variedade de espécies animais, mas ainda assim são considerados como um dos ambientes naturais mais produtivos do Brasil devido às grandes populações de crustáceos, peixes e moluscos neles existentes. Substituindo os pântanos salgados das regiões temperadas, são constituídos por conjuntos de árvores e arbustos litorâneos que se desenvolvem em ambientes salinos, ou salobros, constantemente inundados pela maré, e se formam nas praias abrigadas (como as de baías e enseadas) e na foz dos rios (sendo um berçário para muitas espécies de animais), aparecendo também nas ilhas oceânicas e nos recifes de coral, em áreas não sujeitas à ação das ondas.

 

A vegetação que se desenvolve nessas áreas possui raízes aéreas chamadas “escoras” (que absorvem o ar e sustentam a planta no solo pouco consistente) ou pneumatóforos (cuja função principal é a aeração da parte mergulhada no lodo, onde o teor de oxigênio é muito baixo). Essas raízes formam uma trama que reduz a velocidade das ondas (proporcionando melhores condições ...

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1686 - GUERRA DOS BÁRBAROS, A

Guerra do Açú

 

http://fernandod.com.br/images/textos/GUERRA DOS BARBAROS 1.jpgBandeirantes foram os sertanistas do Brasil Colonial que a partir do início do século 16 penetraram nos sertões brasileiros em busca de riquezas minerais, de indígenas para escravização, ou do extermínio de quilombos.

 

Entre 1671 e 1674, alguns deles passaram a cruzar o sertão nordestino com esses objetivos. Na época, os colonizadores portugueses já haviam implantado a cultura açucareira na região litorânea, e por isso criadores de gado voltaram sua atenção para o interior. Sua chegada revoltou os indígenas e deu início a uma guerra prolongada. As tribos lutavam quase sempre sozinhas, o que agradava os portugueses porque  manutenção do conflito por período maior de tempo faria com que os naturais da terra fossem sendo exterminados aos poucos.

 

Em 1685 os índios janduís, do grupo lingüístico dos cariris, viviam na região do Seridó, ...

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DARIO, O GRANDE

08/12/2010 às 11:29:13

Rei da Pérsia e filho de Histaspes, Dario I (550-485 a.C.) foi um dos sete nobres que destronaram o usurpador Gaumata em 521 antes de Cristo. Depois que os conspiradores depuseram o impostor, concordaram em se reunir a cavalo, às primeiras horas da manhã seguinte, e em escolher como rei aquele cujo animal rinchasse primeiro após o nascer do Sol. Diz a tradição que Dario venceu a competição graças a um estratagema do seu escudeiro Ebarés, que durante a noite, às escondidas, levou o cavalo do amo, juntamente com uma égua, para o lugar combinado, e graças a esse ardil a montaria de Dario foi a primeira a rinchar (na ilustração, relevo em pedra de Dario no trono e seu filho Xerxes, atrás dele).

 

O historiador grego Heródoto dá versão um pouco diferente ao episódio, explicando que a ascensão de Dario ao trono se deu por meio de uma espécie de sortilégio entre os líderes do golpe: antes do amanhecer, cavalgariam, todos juntos, pela planície, em direção ao nascente, e se o cavalo de algum deles se empinasse e relinchasse ...

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Certo dia o lobo amanheceu com o remorso pesando-lhe na alma e no coração, e em razão disso pôs-se a fazer uma retrospectiva sobre sua vida de animal predador, sim, mas que mata apenas por necessidade, para comer. E lá ia ele caminhando sem rumo pelo campo à fora, refletindo sobre sua tão comentada crueldade, até que ao fim de algum tempo não mais duvidou de que, realmente, ele e os de sua espécie eram temidos e odiados por todos, principalmente cães, aldeões e caçadores, que os tinham como inimigo comum e daí lhes moviam uma guerra sem tréguas.

 

Somos execrados - pensava ele - e por isso nossa cabeça é colocada a prêmio por qualquer fidalgo que se julgue importante. Como se isso não bastasse, desde a mais tenra idade todas as crianças são induzidas a nos temerem como se fossemos criaturas bárbaras, e tudo por quê? Porque caçamos para sobreviver, já que ninguém nos alimenta. E se isso é criminoso, abominável, imperdoável, melhor seria pastar os brotos tenros do capim que cresce nas campinas, mesmo ...

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