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Esse jogo foi o pretexto utilizado por João Batista Viana Drumond, o Barão de Drumond, para incentivar pessoas a visitarem o seu zoológico. Os ingressos eram numerados, cada número representando um animal, e no final do dia um deles era sorteado para dar o prêmio em dinheiro. Mas tempos depois o sorteio passou a ser realizado fora do jardim zoológico, sem o rato, o javali, a girafa, o tucano e a zebra.

 

A origem do jogo do bicho parece ser o Camboja, na Ásia, e seus problemas com a lei são tão complexos quanto às próprias matemáticas e interpretações sobre sua prática. Mas apesar disso ele está enraizado no imaginário popular há muito tempo, principalmente por ser uma modalidade que permite a aposta de qualquer quantia. Os animais e números correspondentes são os seguintes:

 

Grupo 01       - Avestruz        - números 01, 02, 03, 04

Grupo 02       - Águia            - números 05, 06, 07, 08

Grupo 03       - Burro            ...

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No dia 24 de fevereiro de 1891, Prudente de Morais, presidente do Congresso Constituinte, iniciou assim seu discurso feito em sessão solene:

 

"Está promulgada a Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, e a nossa Pátria, após 15 meses de um governo revolucionário, entra, desde este momento, no regime da legalidade”.

 

Ao final, o orador foi saudado por aplausos prolongados saídos do recinto, das tribunas e das galerias.

 

A primeira Constituição do Brasil foi a de 25 de março de 1824, outorgada por Dom Pedro I. A segunda resultou da transformação do Império em República e estabelecia o regime presidencialista, com a separação dos poderes em Executivo,  Legislativo e  Judiciário, como órgãos autônomos e independentes. A forma de estado passou a ser federativa, e as províncias transformadas em unidades da federação, dirigidas por governador ou presidente e com suas Câmaras eletivas.

 

Com a proclamação da República a constituição de 1824 deixara de ...

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ZIPER (FECHO ECLAIR)

 

http://fernandod.com.br/images/textos/ZIPER 1.jpgDefinido como um fecho relâmpago feito de dois cadarços com dentes metálicos que se encaixam por ação de um cursor, o zíper, ou fecho éclair, é um fecho de correr utilizado em roupas, calçados, bolsas, pastas e outros objetos.

 

Seu criador foi o norte-americano Whitcomb L.Judson (1844-1909), de Chicago, USA, dono de 30 patentes registradas ao longo de uma carreira de 16 anos.

 

Sua história começou em 1893, durante a Exposição Mundial realizada em Chicago, nos Estados Unidos. Foi durante esse evento que Whitcomb Judson teve a idéia de criar um dispositivo deslizante que servisse para unir lados de roupas, já que, na época, qualquer peça do vestuário precisava de uma fileira de botões para fechar e se ajustar ao corpo.

 

Ele criou, então, um sistema de fecho feito de ganchos e fendas que se agarravam para abrir e fechar. ...

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Um cego era capaz de reconhecer facilmente, com um simples toque de suas mãos, as diferentes espécies de animais. Um dia alguém levou até ele um filhote de lobo e pediu-lhe que dissesse que bicho era aquele que tinha diante de si.

 

O cego então procedeu como era do seu costume. Passou as mãos vagarosamente sobre o animal, repetiu esse procedimento mais duas, três vezes, mas apesar disso, como ainda estivesse em dúvida sobre que bicho era aquele, explicou ao estranho que lhe fizera o pedido:

 

- Não posso lhe dizer com certeza absoluta se esse bichinho é um filhote de lobo ou um filhote de raposa, mas uma coisa eu posso afirmar sem o menor receio de errar: ele jamais será bem vindo em um curral de ovelhas.

 

Moral da história: As más tendências são mostradas já na infância.

 

Baseado em uma fábula de Esopo.

 

 

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Em 1908, quando se ocupava da profilaxia da malária entre os trabalhadores de estrada de ferro no norte de Minas Gerais, o médico Carlos Justiniano Ribeiro das Chagas (1879-1934) teve sua atenção despertada para um inseto – conhecido por barbeiro, ou chupança – que infestava as casas de pau-a-pique dos empregados da ferrovia. Como sugador de sangue (hematófago), ele parecia ser um potencial transmissor de doenças.

 

Essa hipótese foi confirmada pelo exame do estômago do barbeiro (Triatoma infestans), onde foram encontradas formas evolutivas de tripanossomas, protozoários (animais unicelulares) que parasitam a mosca tsé-tsé e vários mamíferos, incluindo o homem. Supondo que os insetos eram intermediários de um tripanossoma parasito dos vertebrados, Carlos Chagas solicitou do médico Osvaldo Cruz a realização de experiências de laboratório, utilizando alguns sagüis como cobaias para as picadas: ao final dos testes, o exame dos sagüis permitiu a descrição de um novo agente infectante, o Schizotrypanum cruzi, atualmente denominado Trypanosoma cruzi. Fora uma experiência inédita em medicina, pois o processo de pesquisa seguira caminho inverso ao habitual: através do parasito e seu hospedeiro, é que se ...

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No período das guerras napoleônicas, Portugal sofreu as conseqüências de sua condição de aliado tradicional da Inglaterra. Em 1807, tropas francesas e espanholas, que eram aliadas, ocuparam o país, obrigando a família real a fugir às pressas para o Brasil. Porém, pouco depois o povo português deflagrou uma rebelião que terminou expulsando as tropas francesas da península ibérica, o que contribuiu para o apressamento da queda de Napoleão. Uma dessas manifestações revoltosas aconteceu na vila de Olhão, ou Olhão da Restauração, cujos moradores prepararam uma emboscada às forças francesas que ocupavam o povoado. Isso aconteceu no dia 16 de junho de 1808, data de celebração do Corpo de Deus, e serviu como ponto de partida para a restauração da soberania portuguesa.

 

No mês seguinte um pequeno caíque de pesca partiu daquela pequena vila pesqueira na região do Algarve, sul de Portugal, com destino à cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, numa viagem repleta de riscos porque a rota da embarcação era orientada apenas pelas estrelas, pelas correntes marítimas e por um mapa rudimentar que os tripulantes possuíam, ...

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MÁGICA

01/08/2010 às 09:40:36

Conhecida há mais de 2.000 anos, a mágica é a arte de fazer coisas aparentemente impossíveis, usando truques e habilidade manual. De origem asiática, ela chegou a ser difundida na Europa antiga, mas entrou em declínio na Idade Média devido ao terror provocado pela crença em bruxas e demônios. Sua popularidade, porém, foi reconquistada no fim desse período, quando os mágicos passaram a fazer truques relativamente fáceis nas ruas, nas praças e nos castelos.

 

No século 18 a mágica passou a ser vista como perigosa porque a associavam às forças ocultas, ou seja, ligada ao Diabo e a espíritos estranhos. Foi no fim desse século que surgiram as idéias de magia branca – usada para fins benéficos, sobretudo a cura – e de magia negra – que provocaria o mal. No entanto, foi a Commédia dell’arte, precursora do teatro de variedades e do circo moderno, a grande responsável pela divulgação da mágica como diversão popular.

 

Embora ainda se exibissem nas ruas e nas feiras, os mágicos do século 19 começaram a ...

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A Patagônia é uma região do extremo meridional da América do Sul, pertencente ao Chile e Argentina. Com área de quase 700.000km2 constituindo uma meseta estéril entre a Cordilheira dos Andes e o oceano Atlântico, ela foi avistada pela primeira vez em 1520, pelo navegador  Fernão de Magalhães, mas permaneceu praticamente inexplorada (salvo em 1839, quando Charles Darwin a visitou) até 1869. Após essa data, vários cientistas de diversos países lá estiveram.  

 

Segundo a tradição, seu nome teria sido dado por Fernão de Magalhães, que ao ver seus habitantes vestidos de peles, com cabelos hirsutos e pintura no rosto, estes teriam lhe lembrado Patagón, monstro com cabeça de cão citado no romance espanhol Amadís de Gaula, do século XVI. Ao longo dos séculos 17 e 18, ingleses e espanhóis disputaram a posse da Patagônia, que foi anexada à Argentina em 1884, após a Guerra do Deserto, contenda militar travada entre Peru, Bolívia e Chile, de 1879 a 1884. motivada pela posse de um território inabitado no norte do deserto do Atacama. Esta zona ...

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O nome dessa revolta popular ocorrida em Pernambuco de 07/11/1848 a 31/03/1849, é derivado do partido praieiro, ou Partido da Praia, assim denominado porque os seus simpatizantes não só realizavam as suas reuniões habituais, como também imprimiam o jornal Diário Novo e  boletins políticos na Tipografia Imparcial, situada na rua da Praia, em Recife.

 

De tendência liberal, essa agremiação comandou a política da província nordestina de 1845 a 1848, tendo como programa a resistência ao governo e a nacionalização do comércio varejista, cuja maior parte se encontrava em mãos de portugueses. Reunindo entre os seus lideres mais importantes alguns membros da aristocracia rural pernambucana, esse grupo partidário não era propriamente de tendência radical ou revolucionária, mas diante do combate que inimigos poderosos lhe moviam, aliou-se a figuras radicais do cenário político da província, como o jornalista Antônio Borges da Fonseca, ao qual se deve a redação do Manifesto ao Mundo, lançado em 1° de janeiro de 1849, com as exigências seguintes:

 

1º  - Voto livre e universal do povo brasileiro.

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SUPOSITÓRIO, O

01/08/2010 às 15:14:05

O médico Jacinto Dores Incima, ou doutor Aiai, é o clínico geral do Hospital Municipal de Periquitinho Verde. Ele se tornou bem falado na cidade a partir do dia em que assumiu esse cargo naquele centro médico, oportunidade em que participou de um divertido episódio que se tornou conhecido como “o caso do homem que comeu bosta”, cuja repercussão obrigou o Zé Mico, que é o “tal”, a se mudar para a capital do país. Pois foi justamente a ele, médico, que o bancário Júlio César Pereira - apelidado de Hora Certa porque foi sempre o último a entrar e o primeiro a sair do serviço - se referiu durante conversa que mantinha com o advogado trabalhista Chico Silva, em uma manhã dessas quartas-feiras da vida.

 

O assunto era paciência, coisa que Júlio César havia deixado de lado quando certo cliente do banco onde trabalhava, desses graúdos metidos a bambambã, foi reclamar que seu cheque não poderia ter sido devolvido, mesmo já estando ele com o saldo da sua conta no vermelho. Os dois amigos concordavam que ela, a paciência, era uma virtude que tinha começo, meio ...

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O Auto da Barca do Purgatório é uma complexa alegoria dramática de Gil Vicente, um gênio da literatura portuguesa que viveu provavelmente entre os anos de 1465 e 1537. A peça, apresentada em 1518, corresponde à segunda parte da chamada trilogia das Barcas (a primeira e a terceira são, respectivamente, o Auto da Barca do Inferno e o Auto da Barca da Glória), e se desenvolve em um porto imaginário onde os personagens ficam na praia, expiando pequenas faltas até merecerem a glória. Um deles é o lavrador que se apresenta de arado nas costas, e cujas fadigas e sacrifícios evitam a sua condenação. A certa altura ele diz:

 

“Nós somos vida das gentes / e morte de nossas vidas; / a tiranos - pacientes, / que a unhas e dentes / nos tem as almas roídas!”.

 

Essa é uma das muitas menções feitas no passado sobre o uso das armas naturais dos humanos, que são as unhas e os dentes, na luta em favor ou contra alguma ...

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A história do lanterna começou exatamente na primeira corrida de bicicletas conhecida como Volta da França (Tour de France), uma competição que é realizada anualmente naquele país, durante o mês de julho, e que obriga os ciclistas que dela participam a percorrer em três semanas uma distância média de 3.300 quilômetros, porque sua quilometragem é diferente a cada ano.

 

Essa prova inaugural aconteceu no ano de 1903, e as pessoas que a assistiam começaram a chamar de lanterne rouge (lanterna vermelha, em francês), os competidores que ocupavam as piores colocações, certamente inspirados nas luzes da mesma cor colocadas na traseira do último vagão dos comboios de trens, um meio de transporte muito popular naquela época. Com o passar dos anos, e o crescimento verificado na fama internacional da Volta da França, a expressão também passou a ser usada em outros países, inclusive a Inglaterra e Portugal.

 

Duas curiosidades podem ser lembradas a respeito da Tour de France, prova que costuma reunir centenas de competidores e é acompanhada de perto por ...

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Num final de tarde o asno que carregava no lombo pesada carga de lenha seguia pela trilha riscada no campo mal podendo suportar o esforço que fazia. Em certo trecho, como o caminho era irregular e coberto de pedras, os que por ali passavam precisavam fazê-lo com cuidado e atenção, porque a trilha margeava uma área aonde a água estagnada formara ao longo do tempo um brejo perigoso.

 

Acontece que naquele exato momento o asno se sentia extremamente cansado em virtude de ter sido muito exigido durante o trabalho que seu dono o fizera realizar desde as primeiras horas da manhã, e por isso caminhava em passo lento e hesitante. Ao atingir o ponto crítico da travessia o pobre animal descuidou-se, tropeçou numa pedra, desequilibrou-se, o peso dos feixes de lenha fê-lo inclinar-se para o lado errado, e o coitado acabou caindo dentro do atoleiro.

 

Assustado, ele se pôs a zurrar desesperado, e enquanto chapinhava na lama também gritava pedindo ajuda:

 

- ...

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ZÉFIRO

04/08/2010 às 04:23:39

Apresentado algumas vezes como marido de Íris, a mensageira dos deuses e personificação do arco-íris, Zéfiro representava o vento ocidental, considerado pelos poetas como o mais ameno e suave dos ventos. Os romanos o identificavam com Favônio, a brisa suave do oeste, considerada auspiciosa por trazer a primavera e o renascimento da vegetação.

 

Os ventos eram divindades masculinas, e segundo alguns, descendiam de Astreu (o estrelado), filho do titã Créos e de Euríbia, uma deusa menor do mar; para outros, no entanto, seus pais foram Céu (Urano) e Terra (Gaia). Os atenienses dedicaram a eles um templo octogonal tendo em cada ângulo a figura de um dos ventos correspondendo aos pontos de onde respectivamente sopram: Setentrião (norte); Aquilão (nordeste); Coro (noroeste): Zéfiro (oeste); Austro (sul). Áfrico (sudoeste); Solano (sudeste); e Euro (leste). Os romanos reconheciam apenas quatro ventos principais: o Euro, o Boreal, o Noto, ou Austro, e os Zéfiros.

 

São muitas as passagens mitológicas em que Zéfiro é citado. Como na do nascimento de Afrodite (Vênus), deusa do amor e ...

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Acrópole é o nome que arqueólogos e historiadores dão aos centros das cidades antigas. Construídas nas partes mais altas da região onde se situavam, e geralmente cercadas de muralhas, elas assim proporcionavam aos seus defensores maiores e melhores condições de resistência aos inimigos que porventura pretendessem atacá-las. Com o tempo, porém, elas foram perdendo essa condição de fortaleza, passando a servir como sedes administrativas civis ou religiosas. 

 

Apesar de não ser a única, a acrópole de Atenas, certamente a mais famosa de todas, se ergue no topo de uma colina rochosa conhecida como “rochedo sagrado”, com pouco mais de 100 metros de altura, no centro da capital grega, e abriga algumas das mais famosas edificações do mundo antigo, como o Partenon, o Propileu, o Erecteion e o Templo de Atena Nike.

 

Fundada há mais de três milênios, Atenas viveu momentos de grande esplendor. Mas foi entre os anos 500 e 400 a.C., período em que seus governantes dedicaram maior e melhor atenção ao desenvolvimento artístico e cultural da população, que surgiu ...

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