A Grande Barreira de Coral, o maior recife de coral do mundo, está situada junto à costa nordeste do estado australiano de Queensland. Com uma extensão de 2.300 quilômetros e formada por 2.900 recifes, 600 ilhas continentais e 300 atóis de coral, ela é um ecossistema complexo que serve de habitat a uma enorme variedade de peixes, corais, moluscos, algas e crustáceos.
Além deles, também são encontrados por lá espécies marinhas pertencentes à família dos celenterados, ou cnidários, animais de conformação semelhante a um saco e com apenas uma abertura (escondida entre os tentáculos) que serve, ao mesmo tempo, de boca e de ânus. Uma delas é a água-viva conhecida como vespa-do-mar, variedade que os biólogos classificam como agressiva e extremamente perigosa porque a ação rápida e potente de seu veneno não permite, em alguns casos, que sua vítima tenha tempo de nadar para a praia e por isso ela acaba morrendo no mar.
Em novembro de 1998, em sua edição número 134, a revista Superinteressante publicou matéria intitulada “Bailarina ...
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São muitos - e variados - os detalhes sobre a lenda de Atlas, ou Atlante. Segundo Hesíodo, poeta grego que viveu provavelmente no século 7 a.C. e escreveu a Teogonia, uma coletânea das lendas mais antigas sobre o nascimento e os feitos dos deuses, o titã Atlas, de tamanho maior que qualquer mortal, pertencia à geração divina dos seres desproporcionados, violentos, monstruosos, encarnação das forças selvagens da natureza nascente, dos cataclismos iniciais com que a terra se arrumava para poder receber os humanos.
Filho de Jápeto e da oceânida Climene, neto de Urano, sobrinho de Saturno e irmão de Prometeu e Epimeteu, ele lutou ao lado os Gigantes contra a rebelião dos deuses olímpicos liderada por Zeus (Júpiter), razão pela qual, após a derrota das forças que apoiava, foi condenado por sua cumplicidade a sustentar nos ombros a abóbada celeste.
Diz-se que Atlas era o pai de Electra, Celeno, Taigete, Maia, Mérope, Asterope e Dríope, as sete Plêiades que, cansadas de serem perseguidas pelo caçador Órion, pediram a Zeus que ...
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REFLEXÕES BESTAS 001
- Amigos são os que na prosperidade aparecem se receberem convite, e na adversidade aparecem sem serem chamados.
- Antigamente eu dava um boi por uma briga. Hoje, meu amigo, brigo simplesmente por um bife.
- Aonde vamos parar? Até Papai Noel já anda saindo com veados.
- Certas madames já tingiram tanto os seus cabelos que até as suas caspas são coloridas.
- Chave do sucesso é reservar oito horas por dia para o trabalho, oito para dormir, e ter certeza deque não são as mesmas, A.
- Dinheiro de pobre parece sabão: quando ele o pega, escorrega da mão.
- Dinheiro não é tudo, e muitas vezes não é nem o suficiente, O.
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A manhã era calma, de brisa fresca, e o sol brilhava forte nas alturas. Tranqüila e satisfeita a águia voava baixo em seu pedaço de céu, quando de repente foi atingida no peito por uma flecha certeira. Mortalmente ferida, ela caiu ao chão, e lá deitada, aguardando a morte, percebeu que a seta que a atingira trazia na extremidade algumas penas. Então, em seus últimos momentos, a águia ainda conseguiu murmurar:
- Oh, deus das aves, como é triste saber que nós ajudamos os nossos inimigos a preparar as armas que causarão a nossa própria destruição.
Moral da história: Cuida-te do perigo, porque ele pode morar bem ao lado de tua casa.
Baseado em uma fábula de Esopo
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São Benedito é um dos santos mais populares do país. Amado em todas as regiões do território nacional, principalmente pela população negra, ele é chamado de santinho preto e tem seu culto associado aos padecimentos do homem de cor brasileiro.
O santo nasceu na Sicília, Itália, filho de descendentes de escravos que haviam sido trazidos da Etiópia e mais tarde libertados por seus senhores, de quem haviam adquirido o sobrenome. Pastor de ovelhas durante a adolescência, e tratado como Mouro pelos que o conheciam, tinha somente dezoito anos de idade quando decidiu consagrar sua vida ao Senhor. Mas apesar da vontade que manifestava com fervor, somente quando atingiu vinte e um anos lhe permitiram viver entre os Irmãos Eremitas de São Francisco de Assis, onde professou os votos de pobreza, obediência e castidade, passou a andar descalço, a dormir no chão, sem cobertas, e a praticar outros sacrifícios. Já nessa época era procurado por pessoas que se comoviam com a sua humildade e por isso pediam por conselhos e orações, tornando-se conhecido o fato de que algumas ...
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A origem da palavra embalagem está associada ao verbo embalar, balançar no berço (a criança), ninar, acondicionar (mercadorias ou objetos) em pacotes, fardos, caixas etc., para protegê-los de riscos ou facilitar seu transporte. O embalar, como ato de proteger e carregar alguma coisa com o mesmo cuidado com que se aconchega um bebê, traduz bem as funções primárias da embalagem: proteger e transportar. Sob esse ponto de vista a embalagem tem sua origem antropológica e sociológica nos primórdios da civilização humana, pois deriva da necessidade básica do ser humano alimentar-se, guardando e conservando os alimentos por mais tempo.
Com o crescimento das sociedades tribais a atividade nômade deu espaço ao sedentarismo e fixação dos grupos em um dado local. Como explorador, o homem começou a desbravar territórios de adversidade climática onde já não bastava caçar ou colher para alimentar-se imediatamente. Também era preciso transportar e armazenar.. A necessidade da embalagem começou a aparecer na medida em que a vida do homem tornou-se mais complexa. Foi quando lhe amadureceu a consciência de que passara a ser preciso armazenar ...
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Tá vendo aquela cacimba / lá na bêra do riacho, / im riba da ribanceira, / qui fica, assim, pru dibaxo / de um pé de tamarinêra.
Pois, um magote de moça / quage toda manhanzinha, / foima, assim, aquela tuia, / na bêra da cacimbinha / prá tumar banho de cuia.
Eu não sei pru quê razão, / as águas dessa nacente, / as águas que ali se vê, / tem um gosto diferente / das cacimbas de bebê...
As águas da cacimbinha / tem um gôsto mais mió. / Nem sargada, nem insôça... / Tem um gostim do suó / do suvaco dessas môça...
Quando eu vejo essa cacimba, / qui inspio a minha cara / e a cara torno a inspiá, / naquelas águas quilaras, / Pego logo a desejá...
Desejo, prá quê negá? / Desejo ser um caçote, / cum ...
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O mangusto é um mamífero carnívoro pertencente à família dos Viverrídeos, que compreende animais de pequena estatura. Eles se dividem em cerca de vinte espécies e subespécies, cujas características principais são o corpo alongado, as patas curtas com cinco ou raramente quatro dedos, comprimento do corpo que pode chegar aos 65cm, mais 50cm de cauda, e altura raramente excedendo os 15cm. A cabeça é pontiaguda, as orelhas curtas e arredondadas, e o corpo coberto de pêlos anelados, de cor variada, mas com manchas pretas e brancas. Uma dessas espécies é a do mangusto-anão, natural das regiões tropicais da Ásia, África e península Ibérica, cujos exemplares se alojam preferentemente em cupinzeiros abandonados.
Facilmente domesticável, ele presta bons serviços a quem o mantiver solto pela casa, pois além de se afeiçoar ao dono e montar guarda durante a noite, ainda é um excelente predador de algumas espécies daninhas, como lagartos, ratos e assemelhados, além das cobras, sendo essa a razão pela qual foram introduzidos na Jamaica, para ajudar a acabar com as serpentes que infestavam aquela ilha. Mas, infelizmente, esse ...
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ESCALA DE TEMPO GEOLÓGICO
Geologia é a área da ciência que estuda o processo de formação e composição da Terra, fornecendo uma visão geral da evolução do planeta desde o seu surgimento até os dias de hoje. Alguns dos campos de estudo relacionados à geologia são a geofísica, que analisa fenômenos químicos relacionados ao planeta; a mineralogia, que estuda a propriedade dos minerais; e a paleontologia, voltada para a busca e a análise de fósseis de plantas e animais.
O escocês James Hutton (1726-1797) é considerado um dos pais da geologia moderna. Ele desenvolveu um dos princípios fundamentais dessa ciência ao defender a idéia de que o relevo da Terra fora formado durante um longo processo de transformações naturais, pensamento que confrontava diretamente a visão bíblica de que nosso planeta tinha sido criado havia apenas 6 mil anos, para abrigar a espécie humana.
A partir daí a história geológica da Terra foi dividida em ...
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DISCUSSÃO DO CARIOCA COM O PAU-DE-ARARA
Apolônio Alves dos Santos
Já que sou simples poeta / poesia é meu escudo / com ela é que me defendo / já que não tive outro estudo. / Vou mostrar para o leitor / que o poeta escritor / vive pesquisando tudo.
Certo dia feriado / sendo o primeiro do mês / fui tomar uma cerveja / no bar de um português. / Lá assisti uma cena / agora pego na pena / para contar pra vocês.
Quando eu estava sentado / chegou nessa ocasião / um velho pernambucano / daqueles lá do sertão. / Com a maior ligeireza / foi se sentando à mesa / e pediu uma refeição.
O português logo trouxe / um prato grande sortido / o nortista vendo ...
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Em fevereiro de 2004 a FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, divulgou através de sua Edição Impressa 96 que a equipe do Geólogo Ismar de Souza Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apresentara publicamente a reconstituição de uma nova espécie de dinossauro brasileiro. Tratava-se do Amazonssaurus maranhensis, um herbívoro quadrúpede que viveu no Maranhão há 110 milhões de anos.
Medindo de 10 a 13 metros de comprimento, da cabeça à cauda, com 5 metros de altura e pesando cerca de 10 toneladas, ele foi descrito pelos paleontólogos que integravam a equipe de pesquisadores, como o mais antigo saurópode (dinossauros vegetarianos) brasileiro do Cretáceo, período geológico (o último em que esses grandes répteis habitaram o planeta) que foi de 144 milhões a 65 milhões de anos atrás, no qual surgiram as plantas com flores e a América do Sul começou a se separar da África. Seus restos fossilizados foram encontrados às margens do rio Itapecuru, no município de Itapecuru-Mirim (17ª maior cidade do estado), a 130 quilômetros ao sul de São Luis, ...
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Mimetismo é a qualidade ou propriedade que alguns animais têm de tomar a cor ou a configuração dos objetos do meio em que vivem (ou de qualquer ser pertencente a esse meio), e se constitui em um procedimento vantajoso para a espécie que a possui porque a torna menos suscetível ao ataque de inimigos. Existem diversas teorias sobre o mimetismo, sendo freqüente a explicação de que essa defesa natural se tenha fixado em determinadas espécies graças à seleção natural. A camuflagem empregada com tanta freqüência nas guerras modernas parece ser uma imitação direta do mimetismo animal.
O recurso de evitar predadores fingindo ser uma coisa perigosa é conhecido como mimetismo de Bates, um padrão de comportamento descoberto por Henry Bates (1825-1892), entomólogo e naturalista inglês que durante os onze anos em que se dedicou a pesquisas no Brasil enviou para o seu país cerca de 14.712 exemplares diferentes de insetos, sendo 8.000 deles de espécies até então desconhecidas. A primeira vez em que este pesquisador se deu conta de que alguns animais agiam dessa forma aconteceu quando ...
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As lacraias, também chamadas centopéias, são artrópodes peçonhentos, típicos de regiões climáticas temperadas e tropicais. Vivendo em todo o território brasileiro, desde o nível do mar até as altas elevações, elas podem ser encontradas normalmente ao ar livre, abrigadas solitariamente em lugares úmidos como troncos apodrecidos, debaixo de pedras, no lixo, em hortas, entulhos ou outros locais semelhantes. Nos ambientes fechados, como residências, escritórios e lojas comerciais, procuram preferentemente os banheiros úmidos, o interior de armários, arquivos, depósitos, porões e também vasos e xaxins com plantas, montes de tijolos ou qualquer canto e reentrância que não receba diretamente a luz solar. Seus esconderijos, portanto, proporcionam-lhe proteção não apenas contra possíveis predadores, mas também contra a desidratação.
Esses artrópodes se alimentam de moscas, minhocas, grilos, aranhas, baratas e vermes, entre outros invertebrados, que caçam e capturam usando as pinças muito fortes localizadas em seu último par de patas. Dominando dessa forma as suas vítimas, cravam nelas, em seguida, o aparelho inoculador de veneno que possuem (denominado forcípula e situado junto a boca), injetando-lhes, através desses ferrões que funcionam como pinças, ...
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Ouro Preto é uma cidade de muitas e muitas lendas. Estas já foram contadas e recontadas por muitos e muitos autores, de forma que tudo que for escrito a respeito delas será praticamente uma repetição do que outros já fizeram há meses ou anos atrás. A Lenda da Mãe do Ouro é uma delas, e a versão aqui apresentada é a da escritora Ângela Leite Xavier, pesquisadora dessas coisas de que todo mundo já ouviu falar, mas ninguém explica.
A Lenda da Mãe do Ouro tem sua origem na África e foi trazida ao Brasil pelos africanos que para cá vieram para trabalhar nas minas. Diziam ser ela a guardiã dos tesouros da terra, das montanhas e dos rios. Ela está sempre perto do ouro e é vista à noite, porque brilha com a mesma beleza dourada de seu filho. Se alguém aproximar muito, ela desaparece, reaparecendo, em seguida, noutro lugar. Dizem que muitas lavras foram descobertas por causa de sua presença.
Hoje ela ainda é vista em Ouro Preto. Talvez ...
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Trago-te flores no meu canto amigo
- Pobre grinalda com prazer tecida -
E - todo amores - deposito um beijo
Na fronte pura em que desponta a vida.
É cedo ainda! - quando moça fores
E percorreres deste livro os cantos,
Talvez que eu durma solitário e mudo
- Lírio pendido a que ninguém deu prantos! -
Então, meu anjo, compassiva e meiga
Depõe-me um goivo sobre a cruz singela,
E nesse ramo que o sepulcro implora
Paga-me as rosas desta infância bela!
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