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JOGO DE DAMAS

10/01/2011 às 21:21:06

O jogo de damas se faz sobre um tabuleiro regularmente dividido em 64 ou 100 pequenos quadrados com duas cores alternadas, onde cada jogador possui doze ou vinte peças denominadas tabulas, ou pedras, de cor diferente das do seu adversário, e as movimenta de modo a inutilizar ou comer todas as pedras do oponente (na ilustração, tela Jogo de Damas, de 1927, exposta no Museu do Chiado, em Portugal).

 

A origem do divertimento é desconhecida, embora digam que ele nasceu no Egito cerca de dois mil anos antes de Cristo com o nome de alquerque, que são pedrinhas usadas em mosaicos embutidos e com as quais se praticava um jogo semelhante ao atual. Naquela época, eram muitos os sábios, conselheiros, curandeiros e videntes que usavam determinados tipos de jogos como “instrumentos de adivinhação”, transformando-os em veículos de um alegado poder que diziam possuir e que lhes permitia prever acontecimentos futuros, impressionando com isso as pessoas crédulas da sociedade em que viviam. E o jogo de damas era um deles. Não existem, porém, indícios seguros de que essas informações ...

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CASA VELHA

07/11/2011 às 08:36:11

Aquela velha casa! Tinha perto de trezentos anos, como se podia ver por uma inscrição gravada numa viga, no meio de uma guirlanda de tulipas. Sob a porta podiam-se ler versos escritos na ortografia antiga, e sob cada janela estavam esculpidas figuras que faziam caretas engraçadas.

 

A casa tinha dois andares e no teto havia uma goteira terminada por uma cabeça de dragão. A chuva devia escoar-se na rua por essa cabeça; mas ela se escoava pelo ventre, pois a goteira tinha um buraco no meio. Todas as outras casas daquela rua eram novas e próprias, ornadas de grandes azulejos e muros brancos. Pareciam desdenhar a sua velha vizinha.

 

- Quanto tempo ainda este barraco vai ficar aqui? - pensavam elas. - Tira-nos toda a vista de um lado. Sua escadaria é larga como a de um castelo e alta como a da torre de uma igreja. A grande porta de ferro maciço parece a de uma antiga sepultura, com seus botões de couro. Que coisa! Imaginem só!

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O urso não perdia oportunidade de dizer aos outros animais da floresta, que gostava demais dos homens. E afirmava a todo instante:

 

- Eu não os perturbo e nem os machuco, se não tiver algum motivo para fazer isso.

 

Ao ouvi-lo falar dessa maneira, a raposa não se conteve e respondeu com um sorriso matreiro:

 

- Eu ia ficar bem mais convencida dessa sua bondade se você não os comesse vivos.

 

Moral da história: Mais vale ter pena dos vivos do que respeito com os mortos.

 

Baseado em uma fábula de Esopo.

 

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A expectativa de encontrar minas de ouro levou Portugal a preocupar-se com a ocupação efetiva do Brasil no início do século 18. Numa época em que o mercado europeu dependia dos minerais das colônias, a Coroa portuguesa mostrava-se preocupada, pois além do Brasil, possuía apenas territórios africanos que serviam como celeiro de escravos. No período dos bandeirantes a administração portuguesa chegou a contratar especialistas na descoberta de ouro. A princípio, a exploração foi pouco rendosa, mas, de qualquer forma, registraram-se alguns resultados encorajadores.

 

Nos primeiros anos de século 18 o movimento de mineração intensificou-se a tal ponto que o governo português centralizou o poder político-administrativo para tornar mais eficiente o sistema fiscal, uma vez que o ouro brasileiro era extremamente importante para a Metrópole. Entre 1705 e 1730, período em que a mineração atingiu os mais altos níveis de produtividade, chegaram ao Brasil cerca de vinte mil portugueses. Essa fase iniciou-se quase simultaneamente à descoberta de ricas jazidas nas imediações do rio das Mortes, perto de São João Del Rei. Desde 1702 órgãos como a Intendência de Minas dirigiam ...

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ASSURBANIPAL

08/07/2010 às 20:08:17

A data de nascimento desse rei assírio é desconhecida, mas sabe-se que morreu por volta de 626 antes de Cristo. Seu pai, Assaradão, o havia designado para o trono pouco antes de sua morte, entregando ao seu irmão gêmeo, Chamás-Chum-Uquim, o da Babilônia. Coroado em 668 antes de Cristo, Assurbanipal logo procurou assegurar a posse do Egito, onde seus soldados encontravam forte resistência, mas uma revolta geral liderada pelos habitantes de Tebas, cidade às margens do rio Nilo, no Alto Egito, logo seguida pela queda de Mênfis, obrigou os assírios a saírem do país.

 

Mas não demorou muito para que Assurbanipal retomasse a ofensiva, subindo o Nilo, saqueando Tebas e destruindo seus templos, para em seguida expandir ainda mais o seu império, devastando o país de Mada, a oeste do Ararat, destroçando o exército elamita e enviando para Nínive a cabeça de Teumão, o rei derrotado. Diante disso, os soberanos vizinhos prestaram homenagem ao rei dos assírios, empregando os meios mais diversos para obter o seu favor.

 

Porém, alguns anos depois ...

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Totonho Thisisthequestion, beletrista incipiente, carrega nas cores de uma mania que lhe vem desde os tempos escolares: inventar o inventado. Nada de plagiatos fraudulosos ou trocadilhos marotos. Apenas, e quase sempre, a denominação das coisas, circunstâncias ou fatos não se apresentam com a carga dramática correspondente à estatura do nome ou, por outro lado, não tão edulcorada ou histriônica conforme apetece à sua particular interpretação. Ouçam-no:

 

- Quem não sabe decodificar as entrelinhas de suas Pornipatrafias pertiferolas, não sabe da vida e passa batidaço pelo tobogã da existencialidade. O estar-por-aqui é sempre profícuo em derrapadas, abalroações, encontros desastrosos e desencontros desairosos. O estar-por-ai é potencialmente apto a gerar cataclismos consideráveis e, por lógica, é melhor precaver-se de possíveis Pornipatrafias pertiferolas. Não só joelhos, canelas, cotovelos e orelhas estão sujeitos a sofrer as ações deletérias do título; também suscetíveis são os abstratos e os subjetivos do cotidiano. Ah, meus caros, telespectaletras, acautelem-se que corações, olhares, sensibilidades e principalmente esperanças estão sempre “VUL”, na nomenclatura dos baralhistas de canastra, vulneráveis, sujeitos, portanto, às ações de segundas ou terceiras intenções e/ou gentes. Não descartando as ascensões e quedas fascistas, pedras ...

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A Ilha de Páscoa, ou Rapa Nui, como preferem chamá-la os seus moradores, foi descoberta em 5 de abril de 1722 por Jacob Roggeveen (1659-1729), almirante e explorador holandês que zarpara de seu país sem rumo certo, navegando mar à dentro com a ingrata missão de procurar e encontrar a Terra Australis, ou Terra Australis Incógnita, um continente fictício que aparecia com freqüência em mapas europeus dos séculos 15 a 18, e do qual não mais se falou a partir de 1770, quando o navegador inglês James Cook descobriu e reivindicou para a Inglaterra os direitos sobre toda a parte oriental das terras a que ele deu o nome de Nova Gales do Sul, hoje pertencentes à Austrália.

 

No dia em que o barco de Jacob Roggeveen alcançou a ilha perdida no meio do Pacífico Sul, os católicos comemoravam a Páscoa; e por isso se deu a ela o nome que mantém até hoje.

 

Tem-se como verdadeira a versão de que ao aproximar sua embarcação da ilha para examinar ...

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Viático é o sacramento da Eucaristia ministrado aos doentes em suas casas. Sobre esse procedimento católico, o folclorista e escritor Alexandre José de Melo Morais Filho, em seu livro Festas e Tradições Populares do Brasil,  escreve que:

 

“Antigamente, quando à cabeceira do enfermo o padre devia substituir o médico, e o derradeiro suspiro daquele que ia entrar na paz dos céus parecia querer exalar-se, a família reunida decidia sobre as ministrações místicas, para o que rápido expediente e singelos aprestos tornavam-se de estilo. De antemão, a pessoa mais velha, ou a mais considerada, predispunha o doente para receber o sacramento; e palavras confusas rolavam no ambiente de um quarto que em breve se empalideceria aos reflexos lívidos de círios ardente. (...) Na casa onde esperavam o viático, uma calma aparente sucedia às lágrimas ardentes; a família, rodeando o enfermo, o confortava; as crias, entristecidas, encolhiam-se, circulando os umbrais das portas; as pretas idosas, magras de vigília e de pesadumes, deitavam flores na banqueta, serviam em salvas de prata copos d’água, amparavam com a mão trêmula o galhinho de arruda de ...

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LUAR, O

01/09/2010 às 06:45:53

Insone, a moça Luísa

Salta do leito, em camisa.

Verão, verão de rachar.

Calor, calor que devora,

Luísa vai dormir fora,

Ao luar...

 

Ardente noite estrelada...

Entre as plantas, descansada,

Põe-se Luísa a roncar.

Dorme toda a natureza...

E que esplendor! Que beleza,

No luar...

 

Olha-a o luar com ciúmes.

E sobem vivos perfumes

Do jardim e do pomar:

E ela, em camisa, formosa,

Repousa, como uma rosa,

Ao luar...

 

Mas alguém (um fantasma ou gente?)

Chega-se prudentemente,

Para o seu sono espreitar.

Alguém que, ardendo em desejo,

Lhe põe nos lábios um ...

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O dia era de calor insuportável e por isso o leão procurava descansar à sombra reconfortante de uma árvore frondosa. Mas não conseguia fazê-lo em paz porque um mosquito não lhe dava sossego, atormentando-o com o zumbido de seu vôo e a ardência que suas picadas provocavam. Irritado com o incômodo que o pequeno inseto lhe causava, leão rugiu ameaçador:

 

- Some daqui, bicho insuportável! Vai-te para longe, miserável!...

 

O mosquito não gostou da forma encolerizada como fora tratado, e por isso revidou com atrevimento:

 

- Se estás pensando que tua condição de rei dos animais vai me amedrontar, estás redondamente enganado. Caso não saibas, outros animais de tamanho bem maior que o teu não conseguem me assustar, e já que é assim, prepara-te, porque a guerra entre nós dois vai começar agora.

 

E dizendo isso se atirou com raiva sobre o peito do leão, procurando depois sua barriga, em seguida o focinho, ...

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VASO, O (conto)

01/09/2010 às 07:38:22

Oh! o lindo, o lindo vaso que Celina possuía! E com que carinho, com que meiguice ela tratava as flores daquele vaso, o mais belo de toda a aldeia!

 

Levava-o à toda parte, e no seu ciúme, na sua avareza, não queria confiá-lo a ninguém, com medo de que mãos profanas estragassem as raras flores que nele viçavam. Ela mesma as regava, de manhã e à noite; ela mesma as catava cuidadosamente todos os dias, para que nenhum inseto as roesse ou lhes poluísse o acetinado das pétalas. E em toda a aldeia só se falava do vaso de Celina. Mas, a rapariga, cada vez mais ciosa do seu tesouro, escondia-o, furtava-o às vistas de todo o mundo. Oh! O lindo, o lindo vaso que Celina possuía!

 

Certa vez, (era por ocasião das colheitas) Celina acompanhou as outras raparigas ao campo. A manhã era esplêndida. O sol inundava de alegria e de luz a paisagem. E as raparigas iam cantando, cantando; e as aves nas árvores, gorjeando, e as águas do riacho nos seixos da estrada, murmurando, faziam ...

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Parasitas ou não, algumas criaturas chamadas de praga estão entre as que mais facilmente se adaptam e mais dificilmente são destruídas. Quaisquer que sejam nossas restrições a elas, não se pode negar, por exemplo, que as pulgas sejam bem projetadas. Seu corpo duro tem lados achatados, adequados à tarefa de abrir caminho através do pêlo do seu hospedeiro até chegar à pele e ao sangue que corre sob ela. As barbas em forma de escova e as garras lhes dão firmeza para agarrarem-se, e uma rede de delicados órgãos sensoriais, na parte posterior do abdômen, permite-lhes detectar a menor mudança no calor ou cheiro do corpo.

 

As pulgas são fortalecidas por coxas grandes (segmento superior da perna) e saltam com uma incrível arrancada, a partir do estado de repouso, para o corpo do hospedeiro. A pulga humana pode saltar 120 vezes a sua altura, rodopiando do ar para o solo com as garras em gancho prontas para se prenderem à pele. Seu método de alimentação torna-se um sério perigo. Como o mosquito, elas cortam a pele ...

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ABÓBORA GIGANTE

 


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Quem trabalha com a terra, como produtor rural, de vez em quando é surpreendido por notícias que só vendo para acreditar. Como essa, por exemplo. A Feira Estadual do Alasca, nos Estados Unidos, estabeleceu em 02 de setembro de 2009, dois novos recordes de vegetais gigantes. Destaque para um repolho de 57,1 quilos, que quebrou a antiga marca anterior de 56,24 (prevaleceu durante 20 anos), obtida em 1989, no Reino Unido, segundo o site oficial da feira. O repolho foi colhido na fazenda de Steve Hubacek, de Wasilla (Alasca). O outro recorde alcançado na feira foi com um nabo-sueco de 37,6 quilos, produzido pelo agricultor Scott Robb.

 

Mas o que realmente deixou todo mundo de boca aberta  foi a abóbora de 782,4 quilos apresentada em concurso de Ohio Valley, Estados Unidos, no mesmo mês e ano, pela produtora rural Christy Harp, que reside em Jackson Township. Ela ganhou ...

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BOTO

05/08/2010 às 06:47:39

O boto é um mamífero aquático da família dos cetáceos, à qual pertencem as baleias, os cachalotes, os golfinhos e outros mais. Ele pode ser rosado, cinzento ou preto, é muito inteligente, e o fato de viver em rios de águas turvas provocou uma redução de sua acuidade visual, diminuindo-lhe o tamanho dos olhos mas dando-lhe, em compensação, um órgão que localiza as presas pelo sistema de eco. Os indígenas da região amazônica acreditam que esse peixe toma a forma humana para partilhar a rede das virgens da floresta, ou então aproveitam o momento em que as mulheres se banham, para seduzi-las. Também é voz corrente entre a população ribeirinha que ele faz naufragar as canoas onde moças estejam embarcadas, a fim de se apossar das mesmas, e que seus olhos são amuletos preciosos para abrandar corações de amantes.

 

No Pará é comum a afirmação de que criança sem pai conhecido é filho do boto, porque a lenda diz que ele atrai as moças que moram à beira dos rios com a intenção de possuí-las, e por isso se ...

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Os homens das cavernas dançavam ao som de flautas. É o que sugere um artigo publicado em junho de 2009 na revista científica Nature que descreve o mais antigo instrumento musical fabricado pelo homem de que se tem notícia: uma flauta com cerca de 35 mil anos, retirada de uma caverna em Hohle Fels, no sul da Alemanha. A descoberta indica que os primeiros europeus modernos já tinham uma tradição musical estabelecida.

 

O responsável pelas escavações, arqueólogo Nicholas Conard, da Universidade de Tübingen, também na Alemanha; declarou que o instrumento musical foi montado a partir de 12 fragmentos de osso de abutre que estavam espalhados pelo interior da referida caverna. Juntas, as peças dão forma a um instrumento de quase 22 centímetros e com cinco furos. Ela é mais completa e parece ser mais velha do que os fragmentos de osso e marfim de outras sete flautas desenterradas também no sul da Alemanha e documentadas.

 

A flauta sugere que há cerca de 35 mil anos os seres humanos haviam estabelecido ...

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