A demonologia, ou demonografia, é o estudo científico da crença na existência e na influência dos demônios ou dos maus espíritos. Ela se baseia na teoria de que há seres fora do corpo convencendo, dominando e causando obsessão aos seres que vivem dentro do corpo, e se origina no reconhecimento das más influências que atuam na consciência humana. Os relatos sobre esse assunto são numerosos, mas como quase todos eles consistem em histórias de incidentes atribuídos às atividades de supostos maus espíritos, as investigações feitas até agora não autorizam que a demonologia seja considerada como ciência, devendo antes ser vista como simples crença religiosa.
É o caso, por exemplo, do bode que os judeus expulsavam para o deserto na festa das expiações, depois de terem jogado sobre ele todas as maldições que desejavam evitar ao seu povo. A expiação constitui uma celebração judaica, o Iom Kipur, celebrada anualmente no sétimo dia do décimo mês, quando todos os judeus devem jejuar, abster-se do trabalho, reunir-se no templo e oferecer sacrifícios. A explicação histórica para esse procedimento é que após ...
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O dono de uma fazendinha situada na periferia de pequena cidade tinha um cachorro que criara desde pequeno. Ele o ensinara a enfrentar os lobos e raposas que volta e meia visitavam o galinheiro da propriedade em busca do que comer, mas na verdade o cão jamais se deparara com um desses animais selvagens porque ainda não havia alcançado o tamanho necessário para isso. Quando esse momento chegou, e o guardião da fazendinha se viu diante de um casal de lobos famintos com quase o dobro do seu tamanho, achou melhor afastar-se o mais depressa possível, para resguardar sua integridade física, e por isso correu em direção à cidade.
Assim que chegou lá, cansado e arquejante, alguns companheiros seus de espécie se aproximaram curiosos, e vendo que a sua aparência era a de um cachorro bem cuidado e melhor alimentado, perguntaram por que ele havia fugido do seu dono, se levava, como qualquer um podia perceber, uma boa vida na casa onde morava. E o cão de guarda respondeu:
- Eu ...
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Ninguém há de negar que Periquitinho Verde cresceu muito nas duas últimas décadas, e o resultado desse “espichamento horizontal” - como gosta de enfatizar o Zé Corneteiro, pródigo divulgador do verídico e do mais ou menos pelos lugares por onde passa - está aí mesmo, à vista de todos, bastando a qualquer um olhar para os quatro lados da cidade e constatar a veracidade dessa informação.
Realmente, no decorrer desse período muitos bairros foram criados no entorno da antiga zona urbana periquitinhoverdense, e como quase todos os habitantes de alguns deles, principalmente os mais distantes, não estão com essa bola toda quando o assunto é dinheiro, não é preciso ser doutor para perceber que o mês desse pessoal é sempre muito maior do que o tempo de vida dos seus salários. A conclusão lógica, em bom português, é que eles são mais quebrados que arroz de terceira.
O que não significa dizer que devam ficar sem os serviços públicos essenciais, porque essa é uma obrigação do governo para com os coitados que o mantém no bem-bom. Um desses ...
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Muito se fala de Tico Mandacarú. Dizem que mora naquele bairro chique de periferia daquela cidade emergente à beira da falência. Dizem até que a casa tem energia lunar, inventada por ele, tecnologia de planeta de quarto mundo. Estava nas anotações.
- Eu o conheço.
Ouviu de um passante o repórter de uma emissora de TV líder em audiência, cujas câmeras estavam confiscadas. O próprio repórter estava confiscado, pois o processo de divórcio estava lhe roendo as entranhas.
- É gente boa.
Os ouvidos do repórter caçado por um Promotor de Justiça atentaram para a injustiça. Para o bem ou para o mal. Mas, onde estava Tico Mandacarú? O que se sabe é que a cidade emergente com o único posto de saúde fechado sabia que o cara era muito inteligente, apesar da média geral de 2,8 no maternal, única experiência de ensino que teve. Energia lunar? Pois é, ele criou e foi ...
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REFLEXÕES BESTAS 052
- Antes de os relógios existirem, todos tinham tempo. Hoje, todos têm relógios.
- Antes de ser criada a Justiça, todo mundo era injusto.
- Arco-íris seria ainda mais belo se fosse um espetáculo gratuito, O.
- Antigamente o homossexualismo era proibido no Brasil. Depois passou a ser tolerado. Hoje é aceito como coisa normal. Por isso eu vou embora antes que ele se torne obrigatório.
- Arruaça de rico é festa; festa de pobre é arruaça.
- Arte da previsão consiste em antecipar o que irá acontecer, e depois explicar por que não aconteceu, A.
- Brasil tem tanto feriado que para comemorar essa fartura deveria ser criado o Dia do Feriado, ...
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NÃO DAR PÉ
O sentido da expressão “não dar pé” está ligado à capacidade das pessoas conseguirem nadar, uma arte ou técnica que sendo dominada por qualquer um permite ao mesmo boiar na água e avançar em qualquer direção graças ao movimento dos seus braços, pernas e do próprio corpo.
Por isso a informação de dar ou não dar pé é fundamental, já que no primeiro caso, quem quer que esteja dentro do mar, rio, lagoa ou mesmo em alguma piscina, tem condição de manter seus pés apoiados naturalmente no chão e a cabeça fora da água, sem se afogar. Ao contrário do que acontece quando os que não sabem nadar, ou o fazem precariamente, cometem a tolice de mergulhar por qualquer motivo em local que não pé, porque nessa situação eles estarão sujeitos ao risco da morte por afogamento, caso alguém não os socorra prontamente. .
Afogamento é a morte por asfixia, ou seja, ...
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TORTURA, Meios de
Estiramento
Estiramento é o ato ou efeito de estirar, de espichar, de alongar, procedimento que em tempos passados se estendeu ao corpo humano como forma de supliciar, castigar ou punir aos que por qualquer motivo, ou de alguma forma, contrariassem os donos do poder civil, militar ou religioso.
No Egito antigo e na Babilônia, o suplício do estiramento já era usado em quem se insurgisse ou discordasse dos titulares do mando, mas a mesma coisa aconteceu na Europa medieval, quando até o final do século 17 este tipo de castigo bárbaro, mais conhecido como cavalo de estiramento, chegou a ser instrumento fundamental em qualquer prisão de muitos reis e imperadores que não toleravam contestadores..
O seu uso não era complicado. Muito pelo contrário, era até simples demais: deitavam a coitada da vítima no aparelho, prendiam firmemente os seus braços e pernas, e então a estiravam o mais que podiam ...
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FAZENDEIRO E SEUS FILHOS, O
Esopo
O fazendeiro rico e idoso sabia que seu fim estava próximo. Um dia, quando adoeceu ele chamou seus filhos à beira da cama e lhes disse:
"Meus filhos, escutem com atenção o que tenho para lhes dizer. Não dividam a fazenda que é de nossa família há muitas gerações. Porque enterrado no campo, em algum lugar dela, está escondido um tesouro valioso. Não sei lhes dizer o ponto exato onde ele se encontra, mas que ele está lá, disso eu tenho certeza, da mesma forma como sei que vocês o encontrarão um dia caso se esforcem em sua busca. Para isso, filhos, não deixem intocado nenhum ponto do nosso terreno”.
Logo depois o velho fazendeiro morreu. Após o enterro, seus filhos iniciaram a busca do tesouro cavando e revirando com suas ferramentas de ...
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As mesmo tempo em que causam grande temor aos seres humanos, as serpentes fascinam os que não as conhecem em virtude das histórias fantásticas que sugerem serem elas capazes de hipnotizar e matar em poucos minutos. Essas e outras crenças populares dão uma dimensão irreal ao acidente ofídico, muitas vezes interferindo de forma negativa no convívio entre as pessoas e os animais (na ilustração, uma urutu).
Existem algumas maneiras de prevenir os acidentes, cuidados simples como o uso de luvas, botas de cano alto e perneiras, que diminuem grandemente a probabilidade de que um encontro entre um indivíduo e a serpente possa se transformar em problema sério. Além disso, tomar muito cuidado ao entrar em lugares escuros, manipular lixo e entulho ou colocar a mão em buracos. Cercanias de casas, celeiros, currais, canis e outros devem estar sempre limpos e capinados, o lixo acondicionado em recipientes fechados para não atrair animais como pequenos roedores, que fazem parte da dieta de serpentes. Mas quando todos esses cuidados preventivos falham e os acidentes acontecem, algumas providências importantes devem ser tomadas para que ...
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LINGUAGE DOS ÓIO
Antônio Gonçalves da Silva – Patativa do Assaré
Quem repara o corpo humano / E com coidado nalisa, / Vê que o Autô Soberano / Lhe deu tudo o que precisa, / Os orgo que a gente tem / Tudo serve munto bem, / Mas ninguém pode negá / Que o Auto da Criação / Fez com maior prefeição / Os orgo visioná.
Os óio além de chorá, / É quem vê a nossa estrada / Mode o corpo se livrá / De queda e barruada / E além de chorá e de vê / Prumode nos defendê, / Tem mais um grande mister / De admirave vantage, / Na sua muda linguage / Diz quando qué ou não qué.
Os óios consigo tem / Incomparave segredo, / Tem o oiá querendo bem / E o oiá sentindo medo, / A pessoa apaixonada / Não ...
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A jangada é um dos elementos típicos do litoral nordestino brasileiro. Construída com cinco ou seis troncos de madeira leve, ligados por peças transversais da mesma madeira, mede geralmente sete metros de comprimento por dois de largura. Embora essas primitivas embarcações se destinem à pesca próximo ao litoral, e requeiram grande destreza e coragem da tripulação, o nordestino aventura-se nelas até mesmo em alto mar, percorrendo assim grandes distâncias.
Quando os portugueses chegaram ao Brasil viram que os indígenas também usavam um tipo de balsa a que davam o nome de igapeba, ou piperi, feita com paus roliços amarrados com cipó, muito semelhante às jangas que eles haviam conhecido na Índia. Passaram, então, a chamá-las de xanga, cujo aumentativo acabou dando em jangada.
Ela pode ter tamanhos diferentes. Nas pequenas trabalham o mestre e o ajudante, enquanto as maiores têm tripulação de quatro homens: mestre, proeiro, rebique e bico de proa. Mestre é o que comanda a embarcação, colocando-se geralmente entre o banco de governo e os espeques (três paus presos ...
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Antes de 2004, a última medição dos pontos culminantes do Brasil havia sido feita na década de 1960, uma iniciativa do Ministério das Relações Exteriores através da Primeira Comissão Demarcadora de Limites. Naquela época, utilizou-se o barômetro, instrumento criado no século 17 para indicar a pressão atmosférica, a altitude e prováveis mudanças de tempo.
A partir da criação de novas tecnologias, tornou-se possível medir com maior precisão as altitudes dos mais elevados picos do país. O GPS (em inglês, Global Positioning System) foi desenvolvido nos Estados Unidos e começou a ser comercializado no decorrer dos anos oitenta.
Um acordo de parceria científica entre o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e o IME – Instituto Militar de Engenharia, possibilitou o levantamento de informações para um novo cálculo de altitude dos maiores picos brasileiros. Denominado Projeto Pontos Culminantes, o trabalho teve como principal objetivo medir cm absoluta exatidão as altitudes dos pontos mais elevados em nosso país. Veja abaixo as novas determinações de altura para alguns dos Pontos Culminantes ...
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PÉROLAS DO VESTIBULAR 02
Abaixo, outros exemplos de frases escritas por estudantes brasileiros nas provas de exame vestibular realizadas no país, muitas delas publicadas no livro “Como é que é”, de autoria do professor aposentado José Osmael Pirágine:
- “As constelações servem para esclarecer a noite”.
- “Horizonte é onde parece que é o fim do mundo”.
- “O Brasil é um dos países mais intensos do mundo”.
- “Alimentação é o meio de digerirmos o corpo”.
- “Princípio de Arquimedes: todo corpo mergulhado na água sai completamente molhado”.
- “Na época de Cristo não havia hindustrias para poluir e assim mesmo haviam problemas sociais entre os povos”.
- “No paiz que vivemos os problemas “cerrevelam” .
- “O que é de interesse de todos nem sempre interessa a ninguém”.
- “A natureza foi descoberta pelos homens a 500 anos atrás”.
- “Não preserve apenas o meio ambiente, mas sim todo ele”.
- “Nos dias de hoje a educação está muito precoce”.
- “Vamos mostrar que somos semelhantemente iguais”.
- “Precisamos agir ...
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O guaraná é um arbusto trepador que ocorre em algumas regiões do Amazonas, e seu fruto transforma-se em uma cápsula quase preta, quando fica seca. Ele tem lugar de destaque entre as plantas nativas cujas virtudes terapêuticas já eram conhecidas pelos índios brasileiros antes do descobrimento, e que estes revelaram aos colonizadores.
Os pajés o receitavam aos doentes em forma de beberagens diversas, mas a tribo inteira o consumia não só como alimento, mas também como energético contra o cansaço, sempre que os trabalhos eram pesados e prolongados. O grande apreço em que os índios o tinham caracterizou-se pela atribuição de diversas virtudes sobrenaturais ao vegetal.
Sobre sua origem diz-se que em uma aldeia dos índios Maués morava um casal cujo filho único era muito estimado pelos que o conheciam por ser uma criatura de boa índole, alegre e prestativo. Isso fazia crescer a convicção de que o futuro menino era bastante promissor, e que ele, quando se tornasse adulto, certamente se tornaria um grande chefe guerreiro. Por essa razão Jurupari, o ...
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O labirinto do qual Teseu escapou graças ao fio de Ariadne, fora construído por Dédalo, um artífice muito hábil. Era um edifício com inúmeros corredores tortuosos que davam uns para os outros e que pareciam não ter começo nem fim, como o rio Meandro, que volta sobre si mesmo e ora segue para adiante, ora para trás, em seu curso para o mar. Dédalo construiu o labirinto para Minos, rei da ilha de Creta, mas como depois o desagradou, foi aprisionado em uma torre da qual conseguiu fugir, embora não pudesse sair da ilha por mar porque o rei mantinha severa vigilância sobre todos os barcos que partiam e não permitia que nenhuma embarcação zarpasse antes de ser rigorosamente revistada.
“Minos pode vigiar a terra e o mar, mas não o ar – pensou Dédalo. – Tentarei esse caminho”.
Pôs-se, então, a fabricar pacientemente as asas para si mesmo e para o seu jovem filho Ícaro, começando a unir as penas pelas menores e acrescentando em seguida as maiores, de modo ...
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