A capacidade sensitiva dos animais varia de espécie para espécie. Nos mamíferos, os sentidos de olfato e paladar são separados, como nos seres humanos, por exemplo, que reconhecem sem dificuldade os diferentes odores que possam estar espalhados pelo ar, mas só conseguem diferenciar o sal do açúcar através do paladar. Em outras criaturas a percepção do gosto e a impressão dos cheiros se tornaram tão apuradas que elas acabaram adquirindo uma sensibilidade perfeita para identificar determinadas substâncias químicas, podendo detectá-las no ar mesmo em quantidades mínimas.
Como no caso das moscas varejeiras, que conseguem descobrir uma solução açucarada sem necessidade de tocá-la porque são duzentas vezes mais sensíveis à presença de açúcar que o ser humano. Já as delicadas borboletas, que têm sua boca adaptada a uma alimentação baseada em néctar e sumos, utilizam sensores localizados nos pés quando desejam encontrar a planta onde colocarão os ovos que garantirão a continuidade da espécie a que pertencem. Os insetos necessitam do paladar não apenas para escolher corretamente a comida mais adequada, mas também como recurso que lhes permita evitar substâncias ...
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Também, que idéia a sua: andar a pé, margeando a Lagoa Rodrigo de Freitas, depois do jantar.
O vulto caminhava em sua direção, chegou bem perto, estacou à sua frente. Decerto ia pedir-lhe um auxílio.
- Não tenho trocado. Mas tenho cigarros. Quer um?
- Não fumo, respondeu o outro.
Então ele queria é saber as horas. Levantou o antebraço esquerdo, consultou o relógio: - 9 e 17... 9 e 20, talvez. Andaram mexendo nele lá em casa.
- Não estou querendo saber quantas horas são. Prefiro o relógio.
- Como?
- Já disse. Vai passando o relógio.
- Mas ...
- Quer que eu mesmo tire? Pode machucar.
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O
Sistema Solar é constituído pelo Sol e pelo conjunto dos corpos celestes que se encontram no seu campo gravitacional. Dentre eles, os principais são os oito planetas conhecidos (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno), cujas dimensões vão do gigante de gás que é Júpiter, até o pequeno e rochoso Mercúrio, com menos da metade do tamanho da Terra.
Além deles existem os cometas, compostos geralmente por um núcleo sólido, ou centro, uma “cabeleira” formada por partículas de poeira misturada com água, metano e amoníaco congelados, e uma longa cauda de poeira e gases que escapam da cabeleira. E também os asteróides, rochas irregulares cujos tamanhos variam de alguns poucos metros até quase mil quilômetros de diâmetro.
Todos os planetas - com exceção de seus respectivos satélites - giram em torno do Sol, que é uma estrela. Eles são astros redondos, da mesma forma como acontece com as suas luas, embora o critério da esfericidade não seja necessário para que se possa distinguir ...
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No dia 5 de outubro, Dia da Ave, comemora-se também o dia de uma criaturinha de temperamento dócil, que canta e inspira – o sabiá laranjeira, pássaro brasileiro escolhido para ser a ave-símbolo do Brasil. Imortalizado na Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, o sabiá-laranjeira juntou-se oficialmente aos outros quatro símbolos nacionais – a bandeira, o hino, o brasão de armas e o selo, tendo a mesma importância deles na representação do Brasil em 3 de outubro de 2002, por decreto do presidente Fernando Henrique Cardoso.
O sabiá-laranjeira mede cerca de 25 centímetros, tem plumagem parda, com exceção da região do ventre, destacada pela cor vermelho-ferrugem, levemente alaranjada, e bico amarelo-escuro. No reino de sua majestade, o sabiá, os machos e as fêmeas não apresentam diferenças aparentes e ambos têm a incumbência de construir o ninho. O sabiá, que pode viver entre 25 e 30 anos, migra para regiões mais quentes no inverno, voltando para o ponto de partida sempre que o calor o convida. Segundo o ornitólogo (estudioso de pássaros) Johan Dalgas Frisch, são 12 as ...
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As fadas são descritas como entes sobrenaturais imaginários, do sexo feminino, quase divindade, às quais se atribuía o poder mágico de fazer milagres ou maravilhas, de predizer o futuro, de causar ou provocar o bem ou o mal, de encantar, transformar ou seduzir o que bem lhe aprouvesse. Na imaginação dos humanos, algumas tinham asas de borboleta e costumavam trazer consigo uma varinha chamada de condão, com a qual conseguiam produzir efeitos prodigiosos e inexplicáveis.
Tanto na Europa como na Ásia, diferentes povos acreditaram em entes fantásticos iguais às fadas, tornando-se difícil determinar a origem de tal concepção. Supõe-se que a própria idéia do fado, ou fatalidade, destino misterioso e inflexível, tivesse sido desdobrada numa série de entes quase divinos, geralmente invisíveis, mas que se materializariam em determinados momentos, ora para defender e aconselhar os seres humanos, seus protegidos, ora para causar os mais diversos malefícios a outros homens.
As Parcas foram designadas pelos gregos e romanos da antiguidade como Tria Fata, encontradas com freqüência nas obras de Virgílio, Horácio e ...
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Os maiores assassinos marinhos, os tubarões, encontram-se em seu atual estado de perfeição evolucionária há cerca de 63 milhões de anos. A uma distância de 1,6km, ou mais, ele pode ouvir e localizar precisamente sons de baixa freqüência que indicam uma agitação na água, como um peixe se debatendo. A cerca de 400m pode farejar baixas concentrações de sangue, ou outros fluidos corporais na água, e seguir o cheiro até a sua fonte (na ilustração ao lado, um tubarão-martelo).
Utilizando a fila de detectores ao longo dos lados de seu corpo, ele compara mínimas diferenças no fluxo da corrente e nada em direção a ela para localizar sua vítima. Seus olhos são dez vezes mais sensíveis à luz fraca que os dos homens e, mesmo na escuridão quase total, ele pode ver o movimento da presa a oito metros de distância. Quando está se dirigindo rapidamente para a superfície, pode desativar seu sistema de adaptação ao escuro e acostumar-se instantaneamente à claridade. Mas ao aproximar-se para o ataque, o tubarão nada quase cego, pois, conforme a espécie, ...
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Hipólita, rainha das amazonas, tribo de mulheres guerreiras, possuía um cinturão mágico dado a ela por seu pai, o deus Ares (Marte), mas que Admeta, filha de Euristeu, rei de Micenas, desejava para si. Por isso o soberano ordenou a Hércules que fosse buscá-lo sem tardança. Sobre a realização desse trabalho existem versões diferentes, como a do historiador francês Alain Quesnel, em “A Grécia – Mitos e Lendas”, que diz em certo trecho:
“Chegando à foz do rio que banha o país das Amazonas, o herói decide permanecer no primeiro porto que avista. No minuto exato em que o navio atraca, aparece sobre as colinas vizinhas uma tropa de cavalaria impressionante, toda engalanada. Armadas até os dentes, cabelos ao vento, as amazonas descem ao porto. Hércules dirige-se à horda de guerreiras, entre as quais logo identifica Hipólita. Em seu esplêndido traje de combate a rainha é facilmente reconhecível. Na cintura ela leva o magnífico cinturão que Ares, deus da guerra, deu-lhe de presente. Hipólita também reparou em Hércules. Seduzida pela enorme estatura e pela possante musculatura do herói, ...
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Chamava-se Albertina, mas era a própria Nega Fulô: pretinha, retorcida, encabulada. No primeiro dia me perguntou o que eu queria para o jantar:
- Qualquer coisa — respondi.
Lançou-me um olhar patético e desencorajado. Resolvi dar-lhe algumas instruções: mostrei-lhe as coisas na cozinha, dei-lhe dinheiro para as compras, pedi que tomasse nota de tudo que gastasse.
- Você sabe escrever?
- Sei sim senhor — balbuciou ela.
- Veja se tem um lápis aí na gaveta.
- Não tem não senhor.
- Como não tem? Pus um lápis aí agora mesmo!
Ela abaixou a cabeça, levou um dedo à boca, ficou pensando.
- O que é lapisai? - perguntou finalmente.
Resolvi que já era tarde para esperar que ela fizesse o jantar. Comeria fora naquela noite.
- Amanhã você começa - conclui. - Hoje não precisa fazer nada.
Então ela se trancou ...
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NOMES PERFEITOS PARA AS PROFISSÕES
Alberta Alceu Pinto - Garota de Programa :
Ana Lisa - Psicanalista
Armando Nascimento de Jesus - Montador de presépios de Natal
Caio Rolando da Rocha - Alpinista
Décio Machado - Guarda Florestal
Édson Fortes - Baterista
Ema Thomas - Traumatologista
Ester Elisa - Enfermeira
Eudes Penteado - Cabeleireiro
H. Lopes - Professor de Hipismo
H. Ramos - Professor de judô
H. Romeu Pinto - Garoto de Programa
Hélvio Lino - Professor de Música
Iná Lemos - Pneumologista
Inácio Filho - Obstetra
Jacinto Pinto Aquino Rego - Funcionário público argentino
Jamil Jonas Costa - Urologista
Jonas Aquidauanos ...
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CHAPADA DIAMANTINA
Bahia
Situada no coração da Bahia, a Chapada Diamantina é um desses destinos turísticos imperdíveis que encantam a todos os visitantes. A natureza é pródiga na região que proporciona uma das mais belas fotografias do país: uma imensidão verde, com serras, vales, cascatas e cachoeiras, em meio a um clima agradável na maior parte do ano.
O Parque Nacional da Chapada Diamantina, o coração da chapada, possui um cenário montanhoso, com flora e fauna riquíssimas que transformam a região em um dos locais mais fascinantes do país. Não é à toa que a Chapada é considerada um verdadeiro santuário da natureza.
A Chapada Diamantina abrange 40 municípios turísticos que proporcionam diversas opções de lazer para os amantes da natureza. Os municípios surgiram na época do ciclo do ouro e do diamante, e mantém viva a história com seus casarões antigos e as trilhas dos ...
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Na versão bíblica do Gênesis, “O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe no rosto um sopro de vida, e o homem se tornou um ser vivente (2:7)”. Esse texto transmite a idéia de que desde o início dos tempos a alma e o sopro, ou corrente de ar expelida do pulmão, têm uma relação estreita entre si, e a partir dessa interpretação a discussão sobre o que é a alma, considerada em simples definição da palavra como sendo o princípio vital e base da consciência e da conduta do indivíduo, não terminou jamais, fazendo com que através dos tempos as opiniões a propósito da sua natureza tenham variado profundamente de povo para povo, de religião para religião, de pensador para pensador.
Na alta antiguidade acreditava-se que a alma dos mortos vinha perturbar a existência dos vivos, e para impedir que ela fizesse isso os primitivos introduziam espinhos nos pés do cadáver, na suposição de que isto impossibilitaria o espírito de caminhar. Por outro lado, também se acreditava que a destruição ...
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Desde 1902 os cafeicultores preocupavam-se com a possibilidade de uma crise no mercado internacional do produto, mas ela acabou eclodindo em 1906, com a superprodução que provocou a baixa dos preços. Para tentar superar esse problema os presidentes de São Paulo, Minas Gerais e Estado do Rio reuniram-se em fevereiro de 1906 (Taubaté-SP), quando firmaram convênio estabelecendo medidas para a valorização do café, inclusive restringindo a oferta através da compra de estoques pelo governo.
Essa decisão foi endossada pelas autoridades federais em fins do mesmo ano, mas associando a ela uma política de estabilidade cambial controlada pela Caixa de Conversão, criada pela lei 1575, de 6/12/1908, com a finalidade de ajudar a combater a crise por que passava o mercado do café, e manter equilibrado o poder de troca da moeda do Brasil no comércio com outras nações. Autorizada a criar bilhetes conversíveis garantidos por lastro em moedas de ouro nacionais e estrangeiras, ela emitiu papel-moeda em valores diversos (o chamado "papel-ouro" porque tinha a garantia de poder ser trocado por moedas de ouro), mas acabou sendo extinta em 1920 pelo ...
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A data de fundação de Paraty diverge de historiador para historiador. Uns falam que em 1540/1560 já havia um núcleo devotado a São Roque no Morro da Vila Velha (hoje Morro do Forte); outros, de 1597, quando Martim Correa de Sá empreendeu uma expedição contra os índios guaianás do Vale do Paraíba; alguns outros, de 1600, quando havia um povoamento de paulistas da Capitania de São Vicente; e alguns mais, 1606, quando da chegada dos primeiros sesmeiros da Capitania de Itanhahém - que, acredita-se, venha a ser a origem do povoamento como, grosso modo, foi o sistema de Capitanias Hereditárias a base da exploração dos bens naturais, defesa e fixação do homem à terra no Brasil.
Monsenhor José de Souza Azevedo Pizarro e Araújo, no livro Memórias Históricas do Rio de Janeiro e Províncias Anexas à Jurisdição do Vice-Reino do Estado do Brasil assinalou que a fundação da cidade teria ocorrido "lá pelos anos de 1600 e tantos". De todo modo, pode-se afirmar que no início do século XVII, além dos índios guaianases, já havia um crescente grupo de "paratianos" ...
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Os dois homens que seguiam lado a lado pela estrada que atravessava a floresta, quase morreram de susto quando avistaram um urso enorme que vinha vindo em direção a eles. O que primeiro enxergou a fera não pensou duas vezes: tratou de correr depressa para a árvore mais próxima e subiu nela até o último galho, pondo-se a salvo.
Mas o outro ficou sem ação, meio perdido, e como não sabia o que fazer, simplesmente deitou-se no chão e ficou completamente imóvel, fingindo-se de morto. O urso então se aproximou dele e ficou cheirando suas orelhas durante algum tempo, como se estivesse tentando reconhecer alguma coisa através do faro, até que finalmente, talvez achando que o homem a seus pés não estava mais vivo, endireitou o corpo e afastou-se devagar.
Foi só depois de alguns minutos que o viajante empoleirado no alto da árvore atreveu-se a descer de lá e aproximar-se do companheiro ainda deitado, perguntando-lhe curioso:
- O ...
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Um dos primeiros autores a tratar de forma aprofundada do problema da escravidão no Brasil, foi o paulista José Bonifácio de Andrada e Silva. Em representação enviada à Assembléia Constituinte e Legislativa (trabalho editado em 1825), ele advertia severamente sobre os aspectos anti-econômicos do trabalho servil, afirmando, entre outras coisas, que “A lavoura do Brasil, feita por escravos boçais e preguiçosos, não dá os lucros com que os homens ignorantes e fantásticos se iludem” (na ilustração, documento oficial da abolição da escravatura).
Somente com o advento da Regência foi que surgiu a primeira medida tendente a restringir os malefícios da escravidão. Com efeito, a lei de 7 de novembro de 1831 declarava livre todos os negros cativos vindos de fora do Império, e impunha penas aos seus importadores. Diogo Antônio Feijó, quando no governo, procurou aplicar severamente essa lei, mas com o domínio crescente dos conservadores após a maioridade de Pedro II, o tráfico negreiro prosseguiu intenso, apesar de ilegal, sendo abolido somente em 4 de setembro de 1850, graças à lei do ministro Eusébio de Queirós.
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