ANIMAIS MAIS MORTÍFEROS

Independentemente de seu tamanho e aparência, os animais podem representar sério perigo para os humanos, razão porque nunca é demais relembrar, em relação a estes, as recomendações embutidas em alguns velhos ditados populares. Como, por exemplo, “é melhor prevenir do que remediar”, ou “cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém”. Cada um desses potenciais agressores do homem é capaz de machucar, mutilar e matar de uma forma diferente: às vezes de maneira tão imperceptível que a vítima pode nem perceber o que aconteceu; de outras feitas, ofendendo-a de surpresa, em investida rápida e certeira que poucos conseguem evitar; ou, então, a agredindo com violência, fazendo valer o seu peso, a sua força e as armas de ataque que possui, dentes e garras que rasgam e dilaceram corpos com a maior facilidade.

 

Diante de fatores como a enorme disparidade de formas físicas existentes entre essas feras, dos locais que habitam serem mais ou menos invadidos por pessoas, da sua agressividade natural e, principalmente, da oportunidade e reações que os levam a matar gente, sua periculosidade é medida pelo número de óbitos presumidos que provocam. Baseados nos dados coletados em todos os continentes, especialistas em zoologia, saúde e prevenção da vida humana elegeram os dez animais mais mortíferos do planeta, que são os seguintes, na ordem em que foram indicados:

 

1 - Mosquito - Responsável por três milhões de mortes anuais, o mosquito da malária lidera essa triste estatística. Sobrevivendo em áreas de alta umidade e temperatura entre 20-30°C, ele é encontrado na África, no México e América Central, no norte da América do Sul (inclusive o Nordeste brasileiro e região amazônica) e nas Caraíbas. Na Ásia está presente em todo o subcontinente indiano, Médio Oriente, Irã, Ásia central, Sudeste asiático, Indonésia, Filipinas e sul da China.

 

2 - Naja - Natural do sul da Ásia e África, a cobra naja tem várias espécies, das quais a mais conhecida é a naja-indiana. Animal agressivo e perigoso, tem veneno cujo efeito é semelhante ao do curare, substancia com que os índios sul-americanos envenenam suas flechas. Exibida em praça pública pelos encantadores de serpentes, ela, na verdade, não responde ao som da flauta porque, como todas as cobras, não tem ouvidos. São responsáveis por mais de 100.000 mortes anuais.

 

3 - Vespa-do-mar australiana – Uma espécie de água-viva comum na Austrália, que possui em cada um de seus tentáculos veneno suficiente para matar 60 pessoas. Cada um desses apêndices pode medir mais de 3 metros; seu corpo chega a alcançar o tamanho de uma bola de basquete; e seu veneno, liberado ao menor contato com a pele de sua vítima, provoca parada cardíaca e respiratória (ilustração).

 

4 - Tubarão-branco - Medindo até seis metros e pesando em torno de 1.350kg, os tubarões brancos estão entre os maiores predadores do oceano, sendo responsáveis pelo maior número de ataques fatais a humanos, principalmente a surfistas e mergulhadores. Habitando costumeiramente águas tropicais e temperadas, ele é capaz de projetar a boca para fora da face, aumentando o tamanho da mordida para perto de um metro e meio, quase o suficiente para engolir um homem em pé.

 

5 – Leão - Atualmente os leões estão muito concentrados nas savanas reservadas da África (Tanzânia e África do Sul). Embora prefiram, normalmente, ficar longe da presa humana, um deles, se faminto, poderá atacar um homem que esteja próximo. É o que explica alguns casos de leões devoradores de gente, imortalizados em filmes. No folclore africano, leões desse tipo são considerados demônios.

 

6 - Crocodilo de água salgada da Austrália - Podendo atingir 7 metros de comprimento e pesar mais de 1.000kg, este crocodilo ataca o homem ou qualquer animal que se aproxime da beira d’água. Apesar de viverem preferencialmente em água salgada ou salobra, eles podem fazer o mesmo em água doce, como qualquer outro crocodilo. Também já foram avistados a quilômetros da costa, em pleno oceano.

 

7 – Elefante - Maior mamífero terrestre no mundo atual, dele só restam duas espécies: a asiática ou indiana, que vive na Índia e sudoeste da Ásia, e a africana, que habita a África. Podendo viver de 100 a 120 anos, são animais que se agrupam em rebanhos que podem reunir entre 15 a 30 indivíduos. Utilizados há séculos como animais de carga, são muito agressivos na época de acasalamento.

 

8 - Urso Polar – Encontrado na calota polar ártica e costas setentrionais da América e da Eurásia, ele pode nadar a uma velocidade de quase 50 quilômetros por hora, e correr tão rápido quanto o homem. Além do pêlo longo e gorduroso que o isola da água e o mantém aquecido, a espessa camada de gordura localizada logo abaixo da pele lhe serve como proteção adicional contra o frio. Vive em pequenos grupos e se alimenta de outros mamíferos (aves, salmão, bacalhau, focas e golfinhos). Está ameaçado de extinção (ilustração).  

 

9 – Búfalo - O búfalo-africano, semelhante ao búfalo comum, nunca foi domesticado e permanece selvagem em regiões e parques nacionais da savana africana. São animais muito fortes que impõem respeito até mesmo aos leões, pois estes raramente os atacam sozinhos, preferindo fazê-lo em grupos e sempre contra um único animal. No passado a população dos búfalos-africanos chegou a 10 milhões de cabeças, mas atualmente estima-se que sobrevivem cerca de 900.000, considerados fora do risco de extinção devido a proteção em parques nacionais e reservas privadas nas regiões da savana africana.

 

10 - Sapo venenoso – Uma exposição apresentada no Museu de História Natural de Nova York, mostrou 200 anfíbios de 24 espécies diferentes. Entre elas, 12 espécies de sapo venenoso, quatro encontradas no Brasil. A mais mortífera é a de um sapo dourado que vive no Equador e norte da Colômbia, cujo veneno contido em uma única secreção pode matar dez pessoas. Existem muitos mitos a respeito das substâncias venenosas desses animais, como a de que eles espirram veneno, e que sua urina pode cegar uma pessoa caso entre em contato com os seus olhos. No entanto, como os sapos são incapazes de inocular seu veneno voluntariamente, suas glândulas que os contem precisam ser comprimidas para liberar o conteúdo. A urina dos sapos e de outros anfíbios também não é capaz de envenenar seres humanos.