QUILATES - De diamantes

A palavra “diamante” vem do grego "adamas", que significa força e eternidade do amor. A exploração dessa pedra preciosa começou entre os anos 800 e 600 a.C., na Índia, onde eram chamadas de pedras do sol devido ao seu incomparável brilho. Durante quase dois mil anos os diamantes mais conhecidos do mundo vieram do Oriente, cujos povos os consideravam como sinônimo de poder e riqueza porque somente os reis e membros das cortes tinham condições de usá-los em suas jóias. Inspiradores de poetas, pintores, e até mesmo curandeiros que lhes atribuíam poder de cura para determinadas doenças, os diamantes continuam encantando e deslumbrando homens e mulheres do mundo inteiro devido à sua exuberância e rara beleza.

 

O diamante é uma pedra preciosa formada pela cristalização do carbono puro em zonas profundas de rochas, constituindo a substância mais dura que se conhece na natureza. Ele pode ser encontrado disseminado nas massas de pedras, e também em meio ao cascalho de leitos e terraços de rios, em fragmentos de rochas ou camadas sedimentadas de materiais depositados pelo vento e água. Comercializado principalmente como pedra preciosa, o diamante também é utilizado industrialmente, seja na forma de abrasivo para esmerilhar peças, em coroas de sondas geológicas, em perfuratrizes ou em outras finalidades.

 

Seu peso é medido em quilates, com abreviatura “ct” (ao contrário do ouro, cuja abreviatura é “K”, como em 18K, ouro 18 quilates). Esses sinais vêm do inglês “carat”, com origem na palavra “carob”, designação de sementes que por terem peso praticamente igual eram aproveitadas pelas civilizações antigas para calcular o peso dos diamantes, obedecendo a equivalência de uma semente para cada quilate. Essa medida sempre foi usada no comércio de pedras preciosas, embora as variações do sistema métrico adotado em cada região possam ter determinado valores diferentes para ela. Atualmente, acordos internacionais estabeleceram o peso de dois centigramas (1/5 de grama, ou seja, 0,2 grama) para o quilate métrico, sendo que nos diamantes lapidados os quilates contam em dobro do peso real.

 

Ao ser lapidado ele oferece belos efeitos de luz por causa dos elevados valores dos seus índices de refração e poder dispersivo deste corpo. Até início do século 18, a Índia era o único produtor mundial de diamantes, mas em 1720 descobriram-se diamantes no Brasil; em 1830, nos Urais; e em 1867, na África do Sul. Entre as pedras mais célebres estão o Grão Mogol (desaparecido); o Orlov (no Kremlim); o Sancy (Museu do Louvre); o Regente (Museu do Louvre); o Koh-i-Noor (Torre de Londres); e o Cullinan (Torre de Londres), pedra com 3.106 quilates, encontrada em 1905, na mina Premier, próximo a Pretória, na África do Sul. Presenteada em 1907 ao rei Eduardo VII, do Reino Unido, a Cullinan produziu 106 diamantes polidos, entre eles o maior diamante incolor de alta qualidade já lapidado, com 530,2 quilates. O maior diamante brasileiro já encontrado é o Estrela do Sul, garimpado na cidade que tem o mesmo nome, em Minas Gerais.


O peso final de um diamante é baseado em seu peso, cor e pureza, qualidade de lapidação e formas, mas a pedra de um quilate para cima, por ser mais difícil de ser encontrada na natureza, pode custar o dobro do preço atribuído à de meio quilate.

 

Atualmente, existe a possibilidade de diamantes sintéticos serem fabricados submetendo-se a grafita a pressões elevadas, mas os resultados obtidos são quase sempre cristais reduzidos, o que torna inviável sua comercialização como gemas.. Embora em 1880 um químico escocês, J. Balentine Hannay, tivesse produzido minúsculos cristais, só em 1955 cientistas da empresa General Electric descobriram um método eficaz para a síntese de diamantes artificiais. Isso foi creditado a Francis Bundy, Tracy Hall, Herbert M. Strong e Robert H. Wentorf, complementando investigações efetuadas por Percy W. Bridgeman na Universidade de Harvard. Os diamantes assim conseguidos eram de qualidade industrial, sendo produzidos atualmente em larga escala. Anos depois, em 1970, Strong e Wentorf idealizaram um novo processo que exige pressões e temperaturas extremamente elevadas, mas com o qual conseguiram sintetizar cristais com qualidade de peças preciosas.

 

Algumas curiosidades sobre diamantes:

 

1 - Os diamantes têm características únicas e por isso podem ser comparados com as impressões digitais. Não existem dois iguais.

 

2 - O construtor do Taj Mahal, Jahan Shah ostentava um diamante de 88 quilates, em sua coroação, no ano de 1628.

 

3 - Outro diamante da galeria dos famosos é o "Amsterdã" , considerado uma das pedras mais raras do mundo. Seu peso bruto era de 55.58 quilates. É uma pedra negra em forma de pera, possui 145 facetas e lapidado pesa 33.74 quilates. Sabe-se que foi encontrado na África do Sul. mas o local exato nunca foi divulgado.

 

4 - Antigamente os gregos acreditavam que os diamantes eram estilhaços de estrelas que caiam do céu. Chegavam a dizer que eram lágrimas dos deuses.

 

5. Segundo uma lenda antiga, existia na Ásia Central, um vale inacessível, atapetado com diamantes, que era vigiado por aves de rapina e cobras.